O piloto inglês acabou a temporada com 98 pontos, um a mais que o brasileiro Felipe Massa
Nas nuvens com a incrível conquista do título mundial de Fórmula-1, o inglês Lewis Hamilton admitiu ter sofrido momentos de muito nervosismo nas últimas voltas do GP do Brasil, quando parecia estar perdendo o título mundial mais uma vez, pelo segundo ano consecutivo. — Foi a corrida mais tensa da minha vida. Nas últimas duas curvas, meu coração estava para explodir — admitiu o campeão mais jovem da história da categoria, com 23 anos. Foi nesse momento em que ele assegurou o título, ao ultrapassar o alemão Timo Glock, da Toyota, e retomar a quinta posição. — Quando vi o Glock andando mais lento, pensei "Meu Deus, isso não está acontecendo'" — contou. Hamilton acabou a temporada com 98 pontos, um a mais que o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, que venceu a prova. — Felipe está de parabéns pela vitória — declarou.Do lado de fora do paddock, o diretor esportivo da McLaren, Martin Whitmarsh, era outro que parecia não acreditar na conquista de Hamilton: — Grande corrida, grande corrida — era a única coisa que conseguia murmurar. Os mecânicos da equipe deixaram a fleuma britânica de lado e armaram uma grande festa na saída do paddock, em frente às instalações reservadas à Ferrari - mecânicos da equipe italiana, que terminou com o título de Mundial de Construtores, saíram algumas vezes para cumprimentá-los pela conquista de Hamilton.
Quem sou eu
- ASSOCIAÇÃO CACHOEIRENSE DA CULTURA AFRO BRASILEIRA
- Cachoeira do Sul, Rs, Brazil
- Fundada em 19 de Junho de 2000, com objetivo de pesquisar, resgatar e incentivar a cultura e os costumes da raça negra através de atividades recreativas,desportivas e filantrópicas no seio no seu quadro social da comunidade em geral, trabalhar pela ascensão social, econômica e politica da etnia negra, no Municipio, Estado e no Pais.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Com título da F-1, Hamilton consagra ascensão meteórica na carreira

Com título do Mundial de Fórmula-1, o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, chega ao auge de sua impressionante carreira como piloto aos 23 anos, sendo 15 dedicados ao automobilismo, consagrando seu estilo agressivo nas pistas e, às vezes, até exagerado para alguns especialistas.
A conquista de Hamilton põe fim a dois jejuns. Depois de nove anos um piloto da McLaren volta a conquistar o Mundial de Fórmula 1 — o último tinha sido o finlandês Mika Hakkinen, em 1999. Além disso, há 12 anos um piloto inglês não se sagrava campeão, desde o título de Damon Hill, pela Williams, em 1996. Fã declarado de Ayrton Senna, que conquistou seus três títulos mundiais na McLaren, Lewis Carl Hamilton nasceu na cidade de Stevenage, no distrito de Hertfordshire (leste da Inglaterra), no dia 7 de janeiro de 1985. Sua família é originária da ilha caribenha de Granada, de onde seus avôs paternos emigraram para o Reino Unido na década de 50. Seu nome foi uma homenagem de seu pai ao lendário atleta americano Carl Lewis, que assombrou o mundo um ano antes nos Jogos Olímpicos de Los Angeles (Estados Unidos). Sua estréia no automobilismo veio aos oito anos de idade, no kart. A participação em um programa da McLaren de apoio a jovens pilotos, que garante uma ajuda técnica e financeira, contribuiu ainda mais para que sua carreira decolasse. Com o suporte da equipe inglesa, ele foi campeão europeu e mundial entre 1998 e 2000, e coroado o melhor piloto de kart do planeta aos 15 anos. Hamilton é até hoje o mais jovem a conseguir o feito. Em 2002, o inglês deixou o Kart e chegou à Fórmula Renault inglesa. Lá, terminou sua primeira temporada em terceiro na classificação do campeonato. No ano seguinte, foi campeão com dez vitórias, nove voltas mais rápidas e 11 poles. Na temporada de 2004, outra mudança de categoria. Hamilton foi competir na Formula-3 Euro Series, por onde também passaram o polonês Robert Kubica, atualmente na BMW-Sauber, o alemão Sebastian Vettel, da Toro Rosso, e Nico Rosberg, da Williams. Mais uma vez, o título veio somente em seu segundo ano na categoria, em 2005. Entretanto, o grande salto de Hamilton foi na GP2, competição na qual ficou apenas um ano e ergueu outra a taça de campeão, após derrotar o brasileiro Nelsinho Piquet na briga pelo título de 2006. Após tanto sucesso, Hamilton chegou à Fórmula-1 em 2007, tornando-se o primeiro piloto negro na história da categoria, em cuja história começa a escrever seu nome. Logo na prova de abertura da temporada, o Grande Prêmio da Austrália no circuito de Albert Park (Melbourne), ele terminou a prova em terceiro lugar, na primeira vez em que um novato chegou ao pódio em sua corrida de estréia. Além disso, o inglês foi o primeiro piloto iniciante a conquistar nove pódios consecutivos em sua temporada de estréia. No ano passado, Hamilton já esteve perto de ser o único piloto a conquistar o Mundial em seu primeiro ano de Fórmula-1, o que teria acontecido não fossem os desentendimentos com o companheiro de McLaren, o espanhol Fernando Alonso, e sua inexperiência, que o levaram a perder no GP do Brasil um título que parecia certo. No total, Hamilton conseguiu nove vitórias e 22 pódios em apenas duas temporadas.
Obama, a um passo de ser 1º negro na Casa Branca
Washington – Na frente em todas as pesquisas (a última da Reuters/C-SPAN/Zogby desta segunda-feira (03/11) aponta sete pontos de vantagem) o senador Barack Hussein Obama, do Partido Democrata, deve se tornar neste 04 de novembro, o primeiro negro a chegar à Presidência dos Estados Unidos, vencendo o rival – o senador republicano John McCain.
Mesmo com o favoritismo, Obama pediu aos seus partidários que evitem o "já ganhou". “Não o adiem, temos trabalho a fazer”, disse, pedindo aos eleitores em Ohio, Estado onde fez comício neste domingo. Ohio é um dos 34 Estados que permitem esse tipo de votação. Milhares de voluntários estão sendo mobilizados em todo o país para a votação antecipada que já levou mais de 23 milhões de americanos às urnas.
Porta em porta
O pedido de voto de porta em porta é o melhor sistema para a mobilização de eleitores, afirmam os professores Donald Green e AlanGerber, da Universidade de Yale, já que pode conseguir um voto em média a cada 14 visitas. As ligações, outro critério utilizado este fim de semana a partir dos milhares de escritórios dos comitês de campanha, são o segundo melhor método. Temo Figueroa, diretor da equipe de Obama para o voto latino, explicou que a campanha do democrata tem uma rede de voluntários muito superior à de McCain. "Essa é nossa principal vantagem", afirmou Figueroa, que acrescentou que só na Flórida, um dos Estados-chave da campanha, eles possuem 200 mil voluntários.
Otimismo
Mesmo tentando evitar o clima de já ganhou, o otimismo é evidente na campanha democrata. Segundo a pesquisa Zogby. Obama lidera a disputa em seis dos oito Estados considerados cruciais para a disputa desta terça-feira, incluindo a Flórida e Ohio. Assim, Obama chega ao dia da eleição com uma liderança confortável e aproveita para conquistar os Estados indecisos diante dos esforços de McCain para tentar manter Estados no qual o republicano George W. Bush teve grandes vitórias na eleição passada. "A liderança de Obama é muito firme. Ele pode estar olhando para um grande dia amanhã", disse pesquisador John Zogby. "O democrata lidera em Estados que são tradicionalmente republicanos e, na véspera da eleição, o cenário não indica mudanças". A liderança de Obama no cenário nacional, aponta o instituto, é resultado de uma margem de 15 pontos entre os independentes e 13 pontos entre as mulheres, dois grupos considerados cruciais para a votação desta terça-feira.
Fonte: Afropress
Piloto negro é 1º campeão mundial
S. Paulo – Numa das mais dramáticas corridas da Fórmula I, o piloto inglês Lewis Hamilton foi, neste domingo (02/11), em Interlagos, protagonista de mais duas façanhas: tornou-se o primeiro negro a se sagrar campeão mundial e também o mais jovem com apenas 23 anos, nove meses e 26 dias.A corrida vencida pelo brasileiro Felipe Massa foi dramática do começo ao fim e o campeonato só se decidiu na última curva, quando Hamilton, da McLaren, conseguiu passar para a 5ª colocação, conquistando o ponto do título. Ele teve 98 pontos contra 97 de Massa.
Histórico
Lewis Hamilton estreou na fórmula I, no ano passado, tornando-se o primeiro negro a integrar a elite do automobilismo mundial. Durante a temporada deste ano, teve cinco vitórias, contra seis de Felipe Massa.Hamilton, porém, deixou de pontuar em apenas quatro provas, contra cinco do piloto brasileiro. Hamilton e Massa empataram em segundos lugares – dois – porém, o inglês conseguiu três terceiros lugares, contra dois do brasileiro. O piloto negro também superou Massa em número de pole positions: sete contra seis.
Histórico
Lewis Hamilton estreou na fórmula I, no ano passado, tornando-se o primeiro negro a integrar a elite do automobilismo mundial. Durante a temporada deste ano, teve cinco vitórias, contra seis de Felipe Massa.Hamilton, porém, deixou de pontuar em apenas quatro provas, contra cinco do piloto brasileiro. Hamilton e Massa empataram em segundos lugares – dois – porém, o inglês conseguiu três terceiros lugares, contra dois do brasileiro. O piloto negro também superou Massa em número de pole positions: sete contra seis.
sábado, 1 de novembro de 2008
A cara de Brasilia
Mostras fotográficas, shows, oficinas, exposições, mostra educativa, circuito gastronômico e até um desfile de moda, todos com entrada franca, exibem algumas das principais marcas da cultura afro-brasileira. Trata-se do Festival Cara e Cultura Negra, que encontra-se em sua 4ª edição. “O objetivo deste projeto é promover um resgate das manifestações culturais afro-brasileiras, exibindo toda a sua riqueza, ainda pouco divulgada nos meios de comunicação”, ressalta a arquiteta Flávia Portela, idealizadora do evento e prefeita comunitária do Setor de Diversões Sul.
O secretário-adjunto de Cultura, Beto Sales, conta que havia elaborado há alguns anos um projeto semelhante, mas para o Rio de Janeiro. “Vejo, hoje, que este evento tem muito mais a cara de Brasília. A cidade precisa disso, pois precisamos mostrar ao país que temos aqui pessoas dispostas a criar um ambiente de tolerância”, define Sales. “Nesse sentido, o Festival nasce com a marca da permanência”.Principais atraçõesA abertura oficial do evento, no dia 5, contará com a apresentação do Balé Folclórico da Bahia (BFS), no prestigiado espetáculo Bahia de todas as cores.
Países como os Estados Unidos, França, Canadá, Suíça, Alemanha, Portugal, Finlândia e Suécia já tiveram a oportunidade de conferir as performances do grupo, que já recebeu muitos elogios da crítica especializada do Brasil e do mundo.
No decorrer do Festival, o visitante também poderá conferir algumas exposições, como Mostra Educacional, Mostra Internacional de Fotografia, apresentação de vídeos, artes plásticas e artesanato. Aproximadamente 200 painéis ilustrativos, divididos em 18 espaços ou salas temáticas, contam a história do continente africano. Na sala Negros de expressão, por exemplo, os painéis ilustram a vida de grandes personalidades, como Lélia Gonzáles, Mandela, Zumbi dos Palmares, Abdias Nascimento, Dandara, Grande Otelo, Malcom X e Angela Davis, entre outros. Em outra sala temática haverá uma homenagem especial ao artista Rubem Valentim, com exposição de parte de seu acervo.
Quanto à Mostra Internacional de Fotografia, intitulada No coração da África, fotógrafos estrangeiros que cobrem o dia-a-dia do continente africano exibem ao público cerca de 300 cenas, registradas com sensibilidade e profissionalismo. A curadoria é do fotógrafo Rui Faquini e do jornalista TT Catalão.
Entre os profissionais confirmados para a exposição de seus trabalhos estão o casal holandês Dos e Bertie Winkel, os norte-americanos Steve Evans e Boaz Rottem, e o suíço Marco Paoluzzo. A idéia é que, enquanto estiverem na capital, esses estrangeiros produzam ensaios sobre a arquitetura, o povo e a paisagem de Brasília. Durante os próximos dois anos, vários sites no mundo divulgarão essas imagens, que serão reunidas no livro Outros olhares, a ser lançado em 2010, em decorrência do cinqüentenário da capital da República.
O secretário-adjunto de Cultura, Beto Sales, conta que havia elaborado há alguns anos um projeto semelhante, mas para o Rio de Janeiro. “Vejo, hoje, que este evento tem muito mais a cara de Brasília. A cidade precisa disso, pois precisamos mostrar ao país que temos aqui pessoas dispostas a criar um ambiente de tolerância”, define Sales. “Nesse sentido, o Festival nasce com a marca da permanência”.Principais atraçõesA abertura oficial do evento, no dia 5, contará com a apresentação do Balé Folclórico da Bahia (BFS), no prestigiado espetáculo Bahia de todas as cores.
Países como os Estados Unidos, França, Canadá, Suíça, Alemanha, Portugal, Finlândia e Suécia já tiveram a oportunidade de conferir as performances do grupo, que já recebeu muitos elogios da crítica especializada do Brasil e do mundo.
No decorrer do Festival, o visitante também poderá conferir algumas exposições, como Mostra Educacional, Mostra Internacional de Fotografia, apresentação de vídeos, artes plásticas e artesanato. Aproximadamente 200 painéis ilustrativos, divididos em 18 espaços ou salas temáticas, contam a história do continente africano. Na sala Negros de expressão, por exemplo, os painéis ilustram a vida de grandes personalidades, como Lélia Gonzáles, Mandela, Zumbi dos Palmares, Abdias Nascimento, Dandara, Grande Otelo, Malcom X e Angela Davis, entre outros. Em outra sala temática haverá uma homenagem especial ao artista Rubem Valentim, com exposição de parte de seu acervo.
Quanto à Mostra Internacional de Fotografia, intitulada No coração da África, fotógrafos estrangeiros que cobrem o dia-a-dia do continente africano exibem ao público cerca de 300 cenas, registradas com sensibilidade e profissionalismo. A curadoria é do fotógrafo Rui Faquini e do jornalista TT Catalão.
Entre os profissionais confirmados para a exposição de seus trabalhos estão o casal holandês Dos e Bertie Winkel, os norte-americanos Steve Evans e Boaz Rottem, e o suíço Marco Paoluzzo. A idéia é que, enquanto estiverem na capital, esses estrangeiros produzam ensaios sobre a arquitetura, o povo e a paisagem de Brasília. Durante os próximos dois anos, vários sites no mundo divulgarão essas imagens, que serão reunidas no livro Outros olhares, a ser lançado em 2010, em decorrência do cinqüentenário da capital da República.
Pura Cadência na Hype

Pagodeira e alto-astral vão rolar soltos neste sábado na Hype com o show da banda Pura Cadência, de Porto Alegre. O grupo é dono de hits como “Menina louca”, que está fazendo sucesso nas pistas. A Pura Cadência surgiu em 2002 com amigos tocando informalmente, mas logo o negócio ficou sério e o grupo manteve sua agenda cheia de shows por todo o estado.
Além da pagodeira a Hype contará com dois ambientes e o agito dos DJs Fernando e Geziel. “Vai ser mais uma superfesta com show de qualidade para Cachoeira”, ressaltou Márcio Vieira da Cunha, um dos diretores da Hype. Os ingressos custam R$ 12,00 o primeiro lote, R$ 15,00 o segundo lote e R$ 20,00 na hora. Estão à venda com os promoters, Latina, Best Point e com os patrocinadores do evento: Alicerces, C.I.A Moda Jovem, Pitt, Tok Bijoux, Ulbra e Vertical.
Além da pagodeira a Hype contará com dois ambientes e o agito dos DJs Fernando e Geziel. “Vai ser mais uma superfesta com show de qualidade para Cachoeira”, ressaltou Márcio Vieira da Cunha, um dos diretores da Hype. Os ingressos custam R$ 12,00 o primeiro lote, R$ 15,00 o segundo lote e R$ 20,00 na hora. Estão à venda com os promoters, Latina, Best Point e com os patrocinadores do evento: Alicerces, C.I.A Moda Jovem, Pitt, Tok Bijoux, Ulbra e Vertical.
Quilombo Cambará ainda vai demorar
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) não estipula prazo para que ocorra a desapropriação das terras do Quilombo Cambará, no interior de Cachoeira do Sul, às margens da BR 290, quase na divisa com Caçapava do Sul.
A comunidade de remanescentes do quilombo luta há vários anos pela demarcação e titulação da terra, conforme está previsto em legislação federal, mas o processo ainda está na esfera administrativa.
A antropóloga do Incra, Ana Paula Carvalho, salienta que o processo entrou na fase de elaboração do relatório técnico de identificação e delimitação do território quilombola. “O estudo serve para verificar qual área será desapropriada e quem serão os atingidos pela delimitação”, salientou.
A Associação Comunitária dos Remanescentes do Quilombo Cambará reivindica a desapropriação de uma área de cerca de 601 hectares (mais de 600 campos de futebol), mas o território que será demarcado depende da avaliação do Incra. Nessa área há 18 famílias de não-quilombolas. No território reivindicado residem 105 afrodescendentes de 41 famílias de descendentes de escravos. Segundo estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os primeiros Quilombolas chegaram ao local há cerca de 200 anos.
SEM PRAZO - Ana Paula salientou que o Incra ainda não abriu o período de notificação aos atingidos pela delimitação. “Não há prazo para que ocorra a desapropriação. Depois ainda há a esfera judicial, em que os atingidos podem contestar os valores da indenização pelas benfeitorias na área. É um processo longo”, explicou a antropóloga.
A comunidade de remanescentes do quilombo luta há vários anos pela demarcação e titulação da terra, conforme está previsto em legislação federal, mas o processo ainda está na esfera administrativa.
A antropóloga do Incra, Ana Paula Carvalho, salienta que o processo entrou na fase de elaboração do relatório técnico de identificação e delimitação do território quilombola. “O estudo serve para verificar qual área será desapropriada e quem serão os atingidos pela delimitação”, salientou.
A Associação Comunitária dos Remanescentes do Quilombo Cambará reivindica a desapropriação de uma área de cerca de 601 hectares (mais de 600 campos de futebol), mas o território que será demarcado depende da avaliação do Incra. Nessa área há 18 famílias de não-quilombolas. No território reivindicado residem 105 afrodescendentes de 41 famílias de descendentes de escravos. Segundo estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os primeiros Quilombolas chegaram ao local há cerca de 200 anos.
SEM PRAZO - Ana Paula salientou que o Incra ainda não abriu o período de notificação aos atingidos pela delimitação. “Não há prazo para que ocorra a desapropriação. Depois ainda há a esfera judicial, em que os atingidos podem contestar os valores da indenização pelas benfeitorias na área. É um processo longo”, explicou a antropóloga.
Obama arma estratégia para 'não deixar vitória escapar'
Na reta final da campanha eleitoral rumo à presidência dos Estados Unidos, o candidato democrata Barack Obama combate o "excesso de confiança" para garantir que todos os eleitores compareçam às urnas na terça-feira. "O poder não abre mão de nada; nós vamos trabalhar nos próximos cinco dias como se nossas vidas dependessem disso - e elas dependem", disse Obama em um comício em Orlando.
O candidato tem reforçado a idéia de que "todo voto conta" para estimular as pessoas a votar. A mensagem deve-se a várias razões: à natureza instável das pesquisas, à possibilidade de que muitos escolham não votar por estarem superconfiantes - achando que a vitória é certa independentemente de seu voto - e ao efeito da raça, que é uma incógnita. "Não acreditem nas pesquisas nem por um minuto", advertiu, referindo-se ao favoritismo de sua candidatura em todas as sondagens.
O candidato convocou estrelas do partido para reforçar os dias finais de campanha - fez comícios com o ex-vice-presidente Al Gore ontem e com o ex-presidente Bill Clinton na quarta-feira, na Flórida. "Não podemos nos dar ao luxo de tirar o pé do acelerador, relaxar nem por um dia, um minuto, um segundo sequer nesta semana", disse Obama ontem.
O republicano John McCain também recorreu a nomes de peso - fez comício com Arnold Schwarzenegger, governador da Flórida, e Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, em Ohio. Sua campanha insiste que a disputa é apertada em Estados como Flórida e Carolina do Norte. As eleições acontecem na próxima terça-feira.
Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.
O candidato tem reforçado a idéia de que "todo voto conta" para estimular as pessoas a votar. A mensagem deve-se a várias razões: à natureza instável das pesquisas, à possibilidade de que muitos escolham não votar por estarem superconfiantes - achando que a vitória é certa independentemente de seu voto - e ao efeito da raça, que é uma incógnita. "Não acreditem nas pesquisas nem por um minuto", advertiu, referindo-se ao favoritismo de sua candidatura em todas as sondagens.
O candidato convocou estrelas do partido para reforçar os dias finais de campanha - fez comícios com o ex-vice-presidente Al Gore ontem e com o ex-presidente Bill Clinton na quarta-feira, na Flórida. "Não podemos nos dar ao luxo de tirar o pé do acelerador, relaxar nem por um dia, um minuto, um segundo sequer nesta semana", disse Obama ontem.
O republicano John McCain também recorreu a nomes de peso - fez comício com Arnold Schwarzenegger, governador da Flórida, e Rudy Giuliani, ex-prefeito de Nova York, em Ohio. Sua campanha insiste que a disputa é apertada em Estados como Flórida e Carolina do Norte. As eleições acontecem na próxima terça-feira.
Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.
Trinta anos de samba e solidariedade
Criada por amigos do Menino Deus, a Banda Saldanha reuniu mais de 10 mil pessoas na Usina do Gasômetro no dia 12 de outubro, em celebração aos 30 anos de sua fundação.Poucos presentes de aniversário conseguem ser tão perenes quanto o barril de chope dado a Pedro Diogo em seu vigésimo segundo aniversário, em 1975. Após consumir o precioso líquido, com muito churrasco e batucada, o homenageado e duas dúzias de amigos resolveram sair em desfile pela Rua Saldanha Marinho. Estava lançada a semente de uma tradição.– Por causa daquele barril, convidei os amigos para fazer um samba. No fim, o pessoal falou: ano que vem tem de fazer de novo – lembra Pedro.Todo ano, no mesmo bar da Saldanha Marinho, a magia do barril trazia novos adeptos ao desfile, que contagiava o bairro, da Avenida Getúlio Vargas à Praça Garibaldi. Até que, no feriado do Dia das Crianças de 1978, decidiram fundar a Banda Saldanha, tornando oficial o que era pura espontaneidade.– Tinha homem vestido de mulher, o pessoal tomava cerveja em penico, era uma banda burlesca – conta o presidente da Banda.Na década de 80 tiveram de transferir a fuzarca para a Avenida Erico Verissimo – a Getúlio já não comportava a multidão atraída pelo cortejo. A partir de 2005, o séquito de mais de 10 mil pessoas passou a desfilar pela Avenida Edvaldo Pereira Paiva, do largo da Usina do Gasômetro ao Anfiteatro Pôr-do-Sol.
No mesmo ano, a sede da banda foi transferida do antigo bar para uma área na Avenida Padre Cacique, cedida pela prefeitura, em regime de comodato. Com cinco quiosques, churrasqueira e espaço para shows, a quadra da banda é usada por apreciadores da tríade samba, churrasco e solidariedade.Por meio do Pagode Solidário, realizado toda sexta-feira, das 19h às 23h, foram arrecadadas mais de 90 toneladas de alimentos, distribuídos para entidades filantrópicas e vilas carentes da Capital, desde 2007. Em ocasiões especiais, como Natal e início do ano letivo, o ingresso é pago com brinquedos e materiais escolares.
O amigo que presenteou Pedro Diogo há mais de 30 anos jamais poderia imaginar que aquele barril o levaria tão longe. No Carnaval de 2009 a Banda Saldanha desfilará pela segunda vez na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, demonstrando que o bairro Menino Deus é terra fértil para o samba.
Fonte Zero Hora
No mesmo ano, a sede da banda foi transferida do antigo bar para uma área na Avenida Padre Cacique, cedida pela prefeitura, em regime de comodato. Com cinco quiosques, churrasqueira e espaço para shows, a quadra da banda é usada por apreciadores da tríade samba, churrasco e solidariedade.Por meio do Pagode Solidário, realizado toda sexta-feira, das 19h às 23h, foram arrecadadas mais de 90 toneladas de alimentos, distribuídos para entidades filantrópicas e vilas carentes da Capital, desde 2007. Em ocasiões especiais, como Natal e início do ano letivo, o ingresso é pago com brinquedos e materiais escolares.
O amigo que presenteou Pedro Diogo há mais de 30 anos jamais poderia imaginar que aquele barril o levaria tão longe. No Carnaval de 2009 a Banda Saldanha desfilará pela segunda vez na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, demonstrando que o bairro Menino Deus é terra fértil para o samba.
Fonte Zero Hora
A ironia que não funcionou
Casada com negro servidora da UFPel escreveu texto tachado de racista
A má utilização de um recurso de linguagem lançou uma servidora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no centro de uma polêmica de repercussão nacional.Ao tentar escrever um texto irônico para o jornal do sindicato de sua categoria, a técnica administrativa Rosane Brandão, 45 anos, acabou tachada de racista, mesmo sendo casada com um negro, e tornou-se alvo da ira do Movimento Negro e de parte da comunidade de Pelotas.Publicado originalmente no blog da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (Asufpel), o texto “Uma nova tendência de moda para os próximos anos – Um pot-pourri de situações” aborda o tema das cotas para negros nas universidades federais.
Ao ser publicado na edição de outubro do informativo da entidade, teve um efeito explosivo entre a comunidade negra.Na tentativa de provocar discussão e atrair a atenção dos leitores, a autora apelou para frases como “Inventaram agora que os negros fazem parte da sociedade” ou “melhor agüentar um branco pobre a um negro pobre”, que dentro do contexto pensado deveriam conceder um tom irônico à crônica.
O tiro, todavia, saiu pela culatra.– O texto é preconceituoso, especialmente na sua primeira parte, porque a autora assume esse discurso racista, mas não apresenta elementos contraditórios capazes de frisar a ironia e desfazer a idéia de que ela pensa assim – analisa João Luís Ourique, professor de Literatura Brasileira da UFPel.A falta desses elementos ou a atribuição das frases racistas a alguém (ex.: como dizem...) contribuiu para a má interpretação das idéias expostas pela autora.
Na quarta-feira, a coordenação do Movimento Negro de Pelotas registrou ocorrência por crime de racismo na Polícia Civil contra a servidora. Na quinta-feira, Rosane Brandão reuniu-se com representantes do movimento para tentar apagar o incêndio.
Os líderes da comunidade negra, porém, decidiram manter a queixa.– Ela fez os esclarecimentos necessários e nós entendemos, mas o que fica é um texto publicado com notória escrita racista, por isso deixaremos a ação seguir seu caminho. Este episódio deve servir de lição para as pessoas lembrarem que ao escrever sobre os outros e suas marcas é preciso fazer isso com responsabilidade – argumenta Maritza Freitas, coordenadora do Movimento Negro de Pelotas.
Autora da crônica está com medo de sair de casaA polêmica gerada em torno da crônica espantou e amedrontou a autora e sua família. Ontem, Rosane saiu de casa apenas para trabalhar e passou o resto do dia reclusa em seu apartamento acompanhada dos quatro filhos (de 24, 23, 19 e 12 anos), de parentes e amigos que foram visitá-la para prestar solidariedade. Por medo de represálias, pediu para não ser fotografada.
O fato de ser casada com um negro – o também servidor público federal João Alberto Pedroso, 50 anos – e de militar em movimentos sindicais e sociais é usado por Rosane como justificativa para negar o preconceito a ela atribuído:– Podem me acusar de não saber escrever um texto, mas não de ser racista, minha história e militância mostram quem sou.
Fonte: Zero Hora
A má utilização de um recurso de linguagem lançou uma servidora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) no centro de uma polêmica de repercussão nacional.Ao tentar escrever um texto irônico para o jornal do sindicato de sua categoria, a técnica administrativa Rosane Brandão, 45 anos, acabou tachada de racista, mesmo sendo casada com um negro, e tornou-se alvo da ira do Movimento Negro e de parte da comunidade de Pelotas.Publicado originalmente no blog da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (Asufpel), o texto “Uma nova tendência de moda para os próximos anos – Um pot-pourri de situações” aborda o tema das cotas para negros nas universidades federais.
Ao ser publicado na edição de outubro do informativo da entidade, teve um efeito explosivo entre a comunidade negra.Na tentativa de provocar discussão e atrair a atenção dos leitores, a autora apelou para frases como “Inventaram agora que os negros fazem parte da sociedade” ou “melhor agüentar um branco pobre a um negro pobre”, que dentro do contexto pensado deveriam conceder um tom irônico à crônica.
O tiro, todavia, saiu pela culatra.– O texto é preconceituoso, especialmente na sua primeira parte, porque a autora assume esse discurso racista, mas não apresenta elementos contraditórios capazes de frisar a ironia e desfazer a idéia de que ela pensa assim – analisa João Luís Ourique, professor de Literatura Brasileira da UFPel.A falta desses elementos ou a atribuição das frases racistas a alguém (ex.: como dizem...) contribuiu para a má interpretação das idéias expostas pela autora.
Na quarta-feira, a coordenação do Movimento Negro de Pelotas registrou ocorrência por crime de racismo na Polícia Civil contra a servidora. Na quinta-feira, Rosane Brandão reuniu-se com representantes do movimento para tentar apagar o incêndio.
Os líderes da comunidade negra, porém, decidiram manter a queixa.– Ela fez os esclarecimentos necessários e nós entendemos, mas o que fica é um texto publicado com notória escrita racista, por isso deixaremos a ação seguir seu caminho. Este episódio deve servir de lição para as pessoas lembrarem que ao escrever sobre os outros e suas marcas é preciso fazer isso com responsabilidade – argumenta Maritza Freitas, coordenadora do Movimento Negro de Pelotas.
Autora da crônica está com medo de sair de casaA polêmica gerada em torno da crônica espantou e amedrontou a autora e sua família. Ontem, Rosane saiu de casa apenas para trabalhar e passou o resto do dia reclusa em seu apartamento acompanhada dos quatro filhos (de 24, 23, 19 e 12 anos), de parentes e amigos que foram visitá-la para prestar solidariedade. Por medo de represálias, pediu para não ser fotografada.
O fato de ser casada com um negro – o também servidor público federal João Alberto Pedroso, 50 anos – e de militar em movimentos sindicais e sociais é usado por Rosane como justificativa para negar o preconceito a ela atribuído:– Podem me acusar de não saber escrever um texto, mas não de ser racista, minha história e militância mostram quem sou.
Fonte: Zero Hora
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