Quem sou eu
- ASSOCIAÇÃO CACHOEIRENSE DA CULTURA AFRO BRASILEIRA
- Cachoeira do Sul, Rs, Brazil
- Fundada em 19 de Junho de 2000, com objetivo de pesquisar, resgatar e incentivar a cultura e os costumes da raça negra através de atividades recreativas,desportivas e filantrópicas no seio no seu quadro social da comunidade em geral, trabalhar pela ascensão social, econômica e politica da etnia negra, no Municipio, Estado e no Pais.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Abdias faz 95 anos e reúne amigos
Biografia
Nascido, em Franca, S. Paulo, em 14 de março de 1.914, filho de uma doceira – dona Josina - e de um sapateiro – seu Bem-Bem -, muito pobres, desde cedo Abdias já lutava pelos seus ideais. Aprendeu com a mãe a não deixar nenhuma ofensa racial sem resposta. Adolescente, mudou-se para S. Paulo, onde engajou-se em movimentos afros, sendo um dos fundadores, aos 17 anos, do mais histórico deles – a Frente Negra Brasileira.
Posteriormente, graduou-se em Economia pela Universidade do Rio de Janeiro em 1938. E e, 1;944. Fundou o Teatro Experimental do Negro, entidade que rompeu a barreira racial no teatro brasileiro. Numa viagem com amigos poetas, ficou chocado ao ver um ator branco pintado de preto, interpretando um personagem negro.Como ator, encenhou "Othelo", "Sortilégio", "Perdoa-me por me traires", dentre outras.
Organizou a Convenção Nacional de Negro em São Paulo e Rio de Janeiro em 1945, 1946, respectivamente, e o 1º Congresso do Negro Brasileiro no Rio de Janeiro em 1950.Entre 1949 e 1951, publicou o Jornal Quilombo.
Recebeu diploma pós-universitário pelo Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB) em 1957. Dez anos depois, concluiu a pós-graduação em Estudos do Mar pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.
Em 1968, no mesmo ano em que fundou o Museu de Arte Negra no Rio de Janeiro, partiu para o exílio nos Estados Unidos, onde atuou como professor universitário. Foi lá que ele começou a se dedicar à pintura. Participou em vários eventos internacionais do mundo africano e do 2º Festival Mundial de Artes e Culturas Negras e Africanas em 1977.Volta ao BrasilEm 1980, voltou ao Brasil e contribui para a fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Um ano mais tarde, foi escolhido vice-presidente e fundou o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros. Como deputado federal entre 1983 e 1986, apresentou projeto de lei que previa a criação de cotas de 20% para negros na seleção de candidatos ao serviço público. A matéria porém jamais chegou a ser apreciada. Entre 1991 e 1994, assumiu o cargo de secretário Extraordinário de Estado de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras (Seafro) do Rio de Janeiro. Foi eleito, também em 1991, senador da República e ocupou o cargo de secretário de Estado de Direitos Humanos e da Cidadania do Rio de Janeiro em 1999. Entre os títulos já concedidos ele por universidades estão o de Doutor Honoris Causa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 1993, e da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2000. Fontes: Site Abdias Nascimento, Portal Alfro.À frente do TEN, Abdias organiza o 1º Congresso do Negro Brasileiro em 1950. Militante do antigo PTB, após o golpe de 1964 participa desde o exílio na formação do PDT.
Já no Brasil, lidera em 1981 a criação da Secretaria do Movimento Negro do PDT. Na qualidade de primeiro deputado federal afro-brasileiro a dedicar seu mandato à luta contra o racismo (1983-87), apresenta projetos de lei definindo o racismo como crime e criando mecanismos de ação compensatória para construir a verdadeira igualdade para os negros na sociedade brasileira. Como senador da República (1991, 1996-99), continua essa linha de atuação.
O Governador Leonel Brizola o nomeia Secretário de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro (1991-94).
Mais tarde, é nomeado primeiro titular da Secretaria Estadual de Cidadania e Direitos Humanos (1999-2000).
Diploma Honorário
Zumbi dos Palmares, São Bernardo do Campo, SP, 1983.
Honrarias e PrêmiosMedalha Pedro Ernesto, Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, 1983.Benemérito do Estado do Rio de Janeiro, Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, 1984.
Diploma de Grande Benemérito, Ilé Iyá Nassô Oká (Casa Branca do Engenho Velho/Sociedade B. R. São Jorge do Engenho Velho), Salvador, Bahia, 1985
.Homenagem por dedicação, amor e devoção à causa da Educação, Secretaria Municipal de Educação, Depto. Geral de Educação, Rio de Janeiro, 1986.Tributo da Universidade Internacional da Flórida por contribuição destacada à dignidade, herança e personalidade cultural e histórica dos povos de descendência africana nas Américas, Miami, 1987.
Medalha de Bronze, comemorativa do Centenário da Abolição da Escravatura no Brasil, Governo Federal, 1988.Troféu da Consciência Negra para o Escritor de Destaque da Língua Portuguesa, Secretaria de Cultura, Estado da Bahia, 1988.Irmão Distinto, Fraternidade Venerável de Sto. Elesbão e Sta. Efigênia, Rio de Janeiro, 1988.
Troféu Ujamaa, Prêmio de Contribuição Destacada à Comunidade Afro-Brasileira, Sociedade Olodum de Cultura Afro-Brasileira, Salvador, Bahia, 1988.Medalha de Prata Winnie Mandela, Prêmio para Destacado Serviço e Dedicação à Causa Afro-Brasileira, Fundação Cultural Palmares, Ministério da Cultura, 1989.
Sócio Honorário, Instituto Palmares de Direitos Humanos (IPDH), Rio de Janeiro, 1989.Medalha Tiradentes, Estado do Rio de Janeiro, 1991.Medalha Comemorativa do Centenário da Devoção do Senhor do Bonfim, Venerável Irmandade de Sto. Elesbão e Sta. Ephigênia, 1992.
Moção de Congratulações, Câmara dos Vereadores, Município de Niterói, Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, 21 de março de 1992. Salão de Exposições Senador Abdias do Nascimento, Museu de História e Artes do Estado do Rio (ex-Palácio do Ingá), inaugurada a 02 de abril de 1992.Cidadão Campista, Câmara de Vereadores, Município de Campos, RJ, 1993.Doutor Honoris Causa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 1993.
Medalha Legislativa Municipal do Mérito Dr. José Clemente Pereira, Câmara Municipal de Niterói, 1995.Diploma de Menção Honrosa, Sociedade Cultural Afro-Brasileira, Axé Lá Naso Oka Bombuxé Lá Bitikum, Rio de Janeiro, 1995.Patrono, Congresso Continental dos Povos Negros das Américas (Parlamento Latinoamericano, São Paulo), 1995.Cidadão Paulistano, Câmara de Vereadores, Município de São Paulo, 1996.Presidente Honorário, Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB), 1997.
Menção Honrosa, Prêmio de Direitos Humanos da OAB/ São Paulo, 1997.Homenagem a Cinco Personalidades da História da Diáspora Africana, Câmara Municipal de Salvador, Bahia, 1999.Doutor Honoris Causa, Universidade Federal da Bahia, 2000.Prêmio Mundial Herança Africana, Schomburg Center for Research in Black Culture, Biblioteca Pública de Nova York, Harlem, 2001. Prêmio apresentado em cerimônia realizada na sede da ONU por ocasião do 75º aniversário do Centro Schomburg, a seis personalidades do mundo africano: Katherine Dunham, Amadou Mahtar M'Bow, Billy Taylor, Gordon Parks, Dorothy Height e Abdias Nascimento).
Prêmio Cidadania 2001, da Comunidade Bah'ai do Brasil, junho de 2001.
Inaugura-se em julho de 2001 o Núcleo de Referência Abdias Nascimento, contra o Racismo e o Anti-Semitismo, e seu Serviço Disque-Racismo, iniciativas da Fundação Municipal Zumbi dos Palmares, Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro.Ordem do Rio Branco, no grau de Oficial, outubro de 2001. Prêmio UNESCO, categoria Direitos Humanos e Cultura de Paz, outubro de 2001.Homenageado como personalidade destaque em Direitos Humanos pela Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, em seu Seminário Nacional Subjetividade e Exclusão, realizado em Brasília, dezembro de 2002.Homenageado como personalidade destaque em Direitos Humanos dos Afrodescendentes, Fala Preta! Organização de Mulheres Negras, São Paulo, abril de 2003.Diploma da Camélia, Campanha Ação Afirmativa/ Atitude Positiva, CEAP e Coalizão de ONGs pela Ação Afirmativa para Afrodescendentes, Rio de Janeiro, novembro de 2003.
Prêmio Comemorativo das Nações Unidas por Serviços Relevantes em Direitos Humanos, Rio de Janeiro, novembro de 2003.Prêmio de Reconhecimento da Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Brasília, 21 de março de 2004.
Homenagem da Presidência da República aos 90 anos "do maior expoente brasileiro na luta intransigente pelos direitos dos negros no combate à discriminação, ao preconceito e ao racismo". Brasília, 21 de março de 2004.Prêmio de Reconhecimento 10 Years of Freedom - South Africa 1994-2004, do Governo da África do Sul, abril de 2004.
sexta-feira, 13 de março de 2009
ESTADO DO RS REALIZA CONFERÊNCIA DA IGUALDADE RACIAL, EM MAIO
Decreto 46.067/2008, da governadora Yeda Crusius, convoca a II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial
Nos dias 22 e 23 de maio, a Secretaria da Justiça e do Desenvolvimento Social promove, através do Departamento de Direitos Humanos e da Coordenadoria Estadual das Políticas de Igualdade Racial do RS, a II Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (II COEPIR), em Porto Alegre.
A II COEPIR é organizada pelo poder público e a sociedade civil e é precedida de encontros municipais e regionais, que refletirão sobre os "Avanços, Desafios e Perspectivas da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial (PNPIR)", preparando o debate sobre a PNPIR que ocorre na II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR -25 a 28 de junho), em Brasília.
Os ENCONTROS REGIONAIS ocorrem conforme calendário abaixo:
REGIÃO 1 - Montenegro - 18 de maio
REGIÃO 2 - Santa Cruz do Sul - 18 de maio
REGIÃO 3 - Bento Gonçalves - 14 de maio
REGIÃO 4 - Osório - 14 de maio
REGIÃO 5 - Pelotas - 16 de maio
REGIÃO 6 - Santana do Livramento - 9 de maio
REGIÃO 7 - Santo Ângelo - 15 de maio
REGIÃO 8 - Santa Maria - 11 de maio
REGIÃO 9 - Passo Fundo - 15 de maio
Os municípios gaúchos estarão realizando encontros municipais para garantir a participação de: afro-brasileiros, povos indígenas, populações ciganas, palestinos, judeus e demais etnias interessadas no debate sobre a igualdade na diversidade no Brasil; nos ENCONTROS REGIONAIS, na Conferência ESTADUAL e na Conferência NACIONAL.
Maiores esclarecimentos através do email:
conferenciaigualdaderacialrs@gmail.com
SEMINÁRIO CONSTRUINDO POLÍTICAS PARA PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL
O debate sobre o racismo integra as ações, propostas pela atual administração municipal, para o tratamento de assuntos transversais e importantes na sociedade. O evento acontecerá no Salão de Atos do Unilasalle (Av. Victor Barreto, 2288 – Centro), das 7h30min às 17h30min, no dia 21 de março.
Para a coordenadora de Igualdade Racial, Maria Aparecida de Lima Mendes, o seminário é uma oportunidade de mapear a realidade de Canoas sobre o tema. "Sempre batalhei pelos meus irmãos negros e agora temos a possibilidade de fazer as coisas acontecerem", afirmou a coordenadora que foi apresentada à comunidade no último dia 19.
O Seminário "Construindo Políticas para Promoção da Igualdade Racial" inaugura etapa de projetos transversais e inclusivos no Município, sendo essa a primeira ação da coordenadoria com missão de promover a igualdade. As inscrições podem ser feitas na sala 304 da secretaria de educação, localizada no Conjunto Comercial Canoas ou no diretório acadêmico do curso de História da Unilasalle, pelo e-mail cepir.canoas@yahoo.com.br.
Técnico de TV acusa Itaú de discriminação
Oliveira viveu, segundo ele próprio, a situação mais constrangedora de sua vida, quando teve de tirar a roupa para provar que não estava armado, ao tentar entrar na agência do Itaú, que fica na Estrada da mendanha, em Campo Grande, Rio, na última sexta-feira (06/03).
Impedido pelos seguranças de entrar na agência, que fica no nº 200 da Estrada do Mendanha, em Campo Grande, onde pretendia fazer um saque e pagar uma conta, teve de tirar a roupa para provar que não estava armado, ao tentar passar pela porta giratória.
“Eu sou negro e tenho uma moto twister. Parece que isso assusta, parece que preto não pode ter nada. Eu estava com uma mochila, não podia deixá-la na moto. E na mochila eu levava o meu laptop. Além disso, estava com um rádio de última geração. Fiz o procedimento normal. Tirei o rádio, mostrei o conteúdo da mochila. Coloquei meus pertences na caixinha, mas mesmo assim não me deixaram entrar”, contou.
Cor padrão
Segundo Oliveira, os vigilantes e funcionários da Agência não o deixaram entrar por acharem que se tratava de um assaltante. Revoltado ele compareceu a 35ª Delegacia de Campo Grande registrou queixa contra o Itaú e disse que vai processar a instituição por danos morais.
“Tive que fazer tudo de novo. Mesmo assim não me deixaram entrar. Eles acharam que eu ia assaltar o banco. Foi me dando uma agonia e, numa forma de protesto, eu tirei a roupa para mostrar que não estava armado. Eu só queria pagar uma conta”, acrescentou.
Barrado, ele ligou para o 190 e chamou uma viatura. Minutos depois, policiais militares de uma cabine próxima à Agência foram chamados, mas disseram que não podiam ajudar e que era melhor esperar a viatura acionada pelo 190, que não chegou.
“Foi uma situação extremamente constrangedora. As pessoas foram se aglomerando na porta do banco e queriam saber porque não não me deixavam entrar. Eu me identifiquei, mostrei que não tinha arma, que não representava nenhuma periculosidade, mas mesmo assim me negaram de entrar no banco”, contou.
O caso foi registrado como "fato atípico". Rodrigo Oliveira vai recorrer à Justiça. “Fui vítima de uma discriminação e vou processar o banco. Coisas desse tipo não podem acontecer”, finalizou.
Record e Gazeta na mira do MPF
S. Paulo – O Ministério Público Federal quer que a Rede Record e a TV Gazeta paguem, respectivamente, R$ 13,6 milhões e R$ 2, 4 milhões – quantias equivalentes a 1% do faturamento - de indenização por discriminação contras as religiões de matriz africana na programação regular dessas emissoras. O pedido de indenização é o objeto da Ação Civil Pública impetrada contra as duas empresas.
Segundo a Procuradoria do MPF, programas religiosos exibidos pelas redes utilizam há anos de expressões que discriminação religiões como a umbanda e o candomblé, usando e abusando de termos, tais como “encosto”, “demônios”, “espíritos imundos”, “feitiçaria”, além de “macumba”.
Segundo a procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Adriana da Silva Fernandes, as emissoras não estão imunes de responsabilidade sobre os programas feitos por produtoras independentes.
“A Record e a Gazeta são responsáveis pelas ofensas às religiões de matriz africana desferidas reiteradamente pelos programas religiosos veiculados em sua grade de programação”, ressaltou Adriana Fernandes.
Liminar
Na Ação, o MPF pede que a Justiça conceda liminar, visando a interrupção da exibição de programas que façam esse tipo de referência aos cultos de origem afro, e sugere multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da possível decisão da Justiça. A Afropress procurou as direções das duas emissoras para falar sobre o caso, porém, não teve retorno.
Direitos fundamentais
Segundo a procuradora Adriana Fernandes, os programas veiculados ferem direitos fundamentais, como a liberdade de crença e o “respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família”.
“O abuso praticado pelas rés contraria a dignidade da pessoa humana,(...) bem como os próprios objetivos de construção de uma sociedade livre, justa e solidária, com a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, ressalta Adriana da Silva.
Segundo o MPF, em abril de 2008, o Ministério das Comunicações aplicou multa de R$ 1.012,32 às duas emissoras por ofensas às religiões afro, mas na visão da procuradora, a sanção não foi suficiente para acabar com as discriminações praticadas. Se condenadas, a indenização será revertida para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.
Seppir lança Conferência em Brasília
"Terra, trabalho e educação serão temas prioritários. O grande objetivo é consolidar a implantação do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial", antecipou o ministro. A solenidade realizada no Palácio do Planalto teve a presença dos ministros Orlando Silva, dos Esportes, da Previdência, José Pimental, do Secretário Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e do presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo.
Até junho serão realizadas conferências estaduais e distritais e também plenárias com comunidades tradicionais de indígenas, ciganos, quilombolas e comunidades de terreiro. Nesses encontros serão discutidos os temas e propostas a serem levadas à Conferência Nacional, quando também será feita avaliação dos avanços alcançados desde a I Conapir, realizada em 2005, sob a gestão da ex-ministra Matilde Ribeiro.
Avanços
Segundo o presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo, há avanços importantes a serem registrados. “Temos dados muito concretos e positivos na área de ações afirmativas, na área educacional temos hoje mais de 270 mil jovens afro-descendentes no ensino superior”, afirmou Zulu.
Segundo ele, ainda é preciso consolidar as conquistas alcançadas e discutir formas de tornar mais velozes questões como a regularização fundiária dos quilombolas e na área de saúde para a população negra.
Ciganos
A Conferência também será espaço para discussão dos problemas do povo cigano. A cigana Miriam Stanescon disse que o encontro será fundamental para discussão de políticas de igualdade e de acesso do povo cigano a educação, que ainda é precário e precisa ser trabalhado no encontro nacional, em junho.
“Meu povo saiu da invisibilidade que há tempos somos submetidos, meu povo não tem direito à educação”, afirma ela.
Para o Secretário de Comunidades Tradicionais, da Seppir, Alexandro Reis, um dos maiores desafios da II CONAPIR será discutir sobre como garantir que as ações de igualdade racial sejam incorporadas pelos estados e municípios.
“Um desafio é transformar as ações que são de governo em ações de Estado. É preciso ter políticas que estejam garantidas em orçamentos não só da União, mas de estados e municípios”.
Já o ministro Orlando Silva, defendeu que o Brasil, com a população negra que tem, deveria contar com mais ministros negros.No momento são apenas dois, o próprio Orlando Silva e Edson Santos, da Seppir.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Ministro defende mudança de projeto
Se for possível corrigir a redação, adequá-la para que não haja disputa a respeito da interpretação, é melhor corrigir no Legislativo, para que isso não vá para o Judiciário - disse o ministro, depois de se reunir com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).Em Editorial sob o título “Cotas com cheiro de queimado”, postado em 16 de dezembro do ano passado, Afropress apontou as contradições do projeto, agora também indicadas pelo ministro, especialmente, ao descaracterizar as ações afirmativas e cotas como medidas reparatórias e pretender a divisão dos 50% das vagas para oriundos da escola pública, com reserva de sub cota para negros e indígenas proporcional à presença desses segmentos na população de cada Estado.
Demóstenes contraO presidente da Comissão de Constituição e Justiça – senador Demóstenes Torres (DEM-GO) -, que é contra o projeto e defende cotas sociais, que não levem em conta critérios raciais, quer votar a matéria em 30 dias. Torres disse que o projeto fomenta o ódio racial ao discriminar estudantes brancos e pobres.“Ninguém pode ter mais privilégio do que o outro. Se o branco pobre e o negro pobre têm situação idêntica, por que vou diferenciá-los? O problema do Brasil não é o racial, é a pobreza. O discriminado é o pobre – disse o senador, que parece não ter aprendido a distinguir nos seus tempos de Ministério Público a diferença entre igualdade formal e igualdade material.Com esse critério que acabou sendo aprovado pela Câmara, se confirmado pelo Senado, em apenas dois Estados do Brasil – Santa Catarina e Rio Grande do Sul – o projeto poderia ser aplicado, uma vez que são os únicos nos quais a proporção de negros, pardos e indígenas é inferior a 25% .
Demóstenes contra
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça – senador Demóstenes Torres (DEM-GO) -, que é contra o projeto e defende cotas sociais, que não levem em conta critérios raciais, quer votar a matéria em 30 dias. Torres disse que o projeto fomenta o ódio racial ao discriminar estudantes brancos e pobres.“Ninguém pode ter mais privilégio do que o outro. Se o branco pobre e o negro pobre têm situação idêntica, por que vou diferenciá-los? O problema do Brasil não é o racial, é a pobreza. O discriminado é o pobre – disse o senador, que parece não ter aprendido a distinguir nos seus tempos de Ministério Público a diferença entre igualdade formal e igualdade material.
ProUni
O ministro Fernando Haddad defende como critério para as cotas das universidades federais, o mesmo modelo do Programa Universidade para Todos – o ProUni do Governo Federal, que reserva parte das bolsas para pretos, pardos e indígenas.
A proporção dessa subcota varia em cada estado, conforme a proporção representada pela respectiva etnia no total da população do estado.“Por que o modelo do ProUni, que foi aprovado no Congresso, não pode ser estendido para as universidades federais? - pergunta Haddad.
Enquanto esta semana a discussão em torno do Projeto começou a mobilizar estudantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, que levou cerca de 80 alunos ao Congresso para pedir pressa na votação – não houve qualquer pressão de entidades do Movimento Negro, nem do Frei David Raimundo dos Santos, que no final do ano passado, esteve em Brasília por várias vezes, defendendo a fórmula negociada pela Câmara e com as senadoras do PT, Ideli Salvatti (PT-SC) e Serys Slhessarenko (PT-MT), e que agora é rejeitada por Haddadd.
Fonte: www.afropress.com.br
S. Paulo terá Centro de Prevenção e Combate ao Racismo
S. Paulo, com cerca de 3,5 milhões de afrodescendentes (pretos e pardos), é a maior cidade negra do mundo fora da África, ficando atrás apenas do Cairo, no Egito, e de Lagos, na Nigéria. Também o Estado tem a maior população negra em números absolutos, cerca de 12,5 milhões de habitantes, segundo dados da Fundação Seade.
O Centro atuará na prevenção e combate ao racismo, oferecendo acolhimento, atendimento e encaminhamento jurídico e psico-social para casos denunciados de discriminação e funcionará das 9h às 18 horas. A gestão do Centro será feita pela Coordenadoria dos Assuntos da População Negra – CONE.
Criado pelo decreto 47.897, o Centro de Referência também prevê a verificação e atuação em casos de racismo registrados pela mídia e a busca de parcerias, convênios e cooperação com demais órgãos e entidades de direitos humanos, que atuem na cidade de São Paulo. Para o secretário de Participação e Parceria, Ricardo Montoro, a instalação do Centro é um marco na história da luta contra o preconceito. “O preconceito e a discriminação racial são práticas que devem ser fortemente combatidas.
A Constituição Federal e as Leis Específicas já atuam neste sentido. Precisamos divulgá-las e colocar em funcionamento ações que possam erradicar, de uma vez por todas, uma das maiores injustiças sociais do nosso país”, afirma Montoro. Segundo o Secretário Especial de Direitos Humanos e Presidente da CMDH, o ex-ministro da Justiça no Governo Fernando Henrique, José Gregori,(foto) a iniciativa enriquece o trabalho que já vem sendo desenvolvido pela CMDH e propiciará a possibilidade de desenvolver trabalhos de pesquisa e conscientização em direitos humanos com o recorte de prevenção e combate ao racismo, inserindo cada vez mais os direitos humanos nas políticas públicas da Prefeitura de São Paulo".
O 21 de Março
Há 49 anos, no dia 21 de março de 1960, a policia do regime de apartheid atirou sobre vinte mil negros, que protestavam pacificamente contra a lei do passe na cidade de Joanesburgo, África do Sul. A regra (lei do passe) havia sido imposta pelo regime racista do governo sul-africano e obrigava a população negra a portar cartões de identificação, os quais eram usados para controlar sua circulação pelo espaço público da cidade. Dezenas de manifestantes foram atingidos, causando a morte de 69 manifestantes e deixando 186 feridos.O massacre de Shaperville, como ficou conhecido, levou a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a aprovar a resolução 2.506, em 1969, destacando o dia 21 de março, como o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial.
O dia 21 de março continua a simbolizar mundialmente um momento de reflexão contra a intolerância racial e a favor da liberdade de expressão.
O Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate ao Racismo, irá funcionar no Pateo do Colégio, 5 – Centro, das 9:00 as 18:00 horas, tendo a população negra e afro-descendente que reside no município de São Paulo como a principal referencia no atendimento.
X ACAMPAMENTO REGIONAL DE CULTURA AFRO-2009
Dia 20 de março de 2009.
19h00min /
Mesa de Abertura do Acampamento.
1. Promoção e Coordenação da AMOPOCUA – Associação do Movimento Popular de Cultura Afro – Região Sul.
21 de março de 2009.
09h00min / 12h00min
Seminário Estadual das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana – Preparatória para a IIª Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – CONAPPIR.
2. Articulação dos Religiosos das varias regiões do Estado.
Articulação Fórum de Religiosos de Matriz Africana.
14h00min / 18h00min
I° Seminário Estadual de Articulação da IIIª Marcha Estadual Zumbi dos Palmares.
ü Saúde Integral e Defesa do SUS;
ü Estatuto da Igualdade Racial;
ü IIª Conferência Nacional e Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – CONAPPIR;
ü Assembléia Nacional do Congresso Nacional de Negras e Negros do Brasil, no Estado do Rio Grande do Sul – CONNEB – Projeto Político do Povo Negro para o Brasil;
ü Processo de Revisão de Durban. Genebra;
ü Articulação dos Clubes Negros;
ü Lançamento da Cartilha Contra a Discriminação Racial no Mercado de Trabalho, pela Comissão Estadual Contra a Discriminação Racial da CUT/RS – CECDR/CUT-RS;
ü Lei 10.639/2009.
3. Presença confirmada do Senador Paulo Renato Paim.
18h30min / 20h00min
Lançamento da Campanha Estadual Contra o Extermínio Programado da Juventude Negra.
1. Fórum de Juventude Negra do RS.
20h30min /
Atividades Culturais, sob a Coordenação da Associação do Movimento Popular de Cultura Afro – Região Sul.
2. Escolha da Rainha;
3. Apresentações Culturais.
22 de março de 2009.
1. Por conta do pessoal de São Lourenço do Sul;
Local: Camping Municipal de São Lourenço do Sul.
Data: de 20 a 22 de março de 2009.
Obs.: Levar material para Camping.
Mais Informações:
Vera Lucia – 53.84021536 - kilombomonjolo@yahoo.com.br
Grupo Monjolo
José Antonio dos Santos da Silva
União de Negros pela Igualdade – UNEGRO
Membro da Coordenação Nacional e Estadual do CONNEB
Membro da Coordenação da Marcha Estadual Zumbi dos Palmares
Membro da Agenda de Articulação do Movimento Negro do RS
53.99491618 – 51.91792404 – jassrs@gmail.com ou jass_rs@terra.com.br
www.joseantoniodossantosdasilva.blogspot.com
E AFRO-BRASILEIRA
Março a Julho de 2009 – 4° TurmaReferenciado na Lei 10.639/2003 Público-alvo: educadores, estudantes universitários e interessados em geral
Inscrições abertas – Módulos 1 a 4Desconto especial para professores e estudantes
Módulos independentes . Aulas aos sábados, das 9h às 13h
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Módulo 1
O Atlântico negro – trânsitos históricos e culturais, políticas e identidades nas diásporas negras nos séculos XIX e XXFormador: “Salloma” Salomão Jovino da Silva
Dias: 14/3, 21/3, 28/3 e 4/4
Módulo 2
Introdução às musicalidades afro-brasileiras
Formador: Paulo Dias
Dias: 18/4, 25/4, 9/5 e 16/5
Módulo 3
Historiografia e literatura africana e afro-brasileira
Formadores: palestrantes convidados
Dias: 23/5, 30/5, 6/6 e 13/6
Módulo 4
Sociedades africanas: entre as dádivas e o mercado
Formador: Acácio Almeida
Dias: 20/6, 27/6, 4/7 e 11/7
LOCAL DO CURSOAssociação Cultural Cachuera!Rua Monte Alegre, 1.094 - Perdizes - São Paulo
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕESSegunda a sexta-feira, das 9h 30 às 18h 30. Na Associação Cultural Cachuera!. Por telefone: (11) 3872-8113 e 3875-5563. Por e-mail: renatacelani@cachuera.org.br. Na página www.cachuera.org.br
INFORMAÇÕES GERAIS
. Cada módulo tem um total de 16h. Os módulos podem ser cursados de forma independente
. As aulas acontecem aos sábados, das 9h às 13h, com intervalo de 15 minutos e pequeno lanche. Valor da inscrição por módulo: R$ 150,00. Professores e estudantes (mediante comprovação) têm 20% de desconto na inscrição em quatro módulos. A inscrição pode ser realizada pessoalmente e por e-mail. Ficha de inscrição e demais instruções para pagamento são enviadas mediante solicitação. Certificado emitido mediante comparecimento em 75% das aulas
COORDENAÇÃO/FORMADORES
Acácio Almeida - Doutor em Sociologia pela USP; membro fundador e vice-coordenador da Casa das Áfricas; professor do Depto. de Antropologia da PUC/SP, membro fundador da Rede Internacional de Pesquisadores SSIM- Southern Space In Movement"Salloma" Salomão Jovino da Silva - Músico, educador, historiador, designer de instrumentos musicais. Doutor em História pela PUC-São Paulo, estagiou no Instituto de Ciências Socais da Universidade de Lisboa. Desenvolve projetos de consultoria e formação de educadores; pesquisa musicalidades africanas e afro-brasileira em perspectiva histórica e etnomusicológica. Produtor cultural, é sócio da Aruanda Mundi e coordena o Projeto Arca de Ébano
Paulo Dias - músico, etnomusicólogo especialista em cultura popular tradicional de origem afro-descendente e presidente da Associação Cultural Cachuera!