Quem sou eu

Minha foto
Cachoeira do Sul, Rs, Brazil
Fundada em 19 de Junho de 2000, com objetivo de pesquisar, resgatar e incentivar a cultura e os costumes da raça negra através de atividades recreativas,desportivas e filantrópicas no seio no seu quadro social da comunidade em geral, trabalhar pela ascensão social, econômica e politica da etnia negra, no Municipio, Estado e no Pais.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Gabrielle Douglas- a primeira negra campeã olímpica individual

Com apenas 16 anos e 1,50 m, ela quebrou uma barreira em um esporte dominado tradicionalmente por ginastas do leste europeu e por norte-americanas brancas. Antes dela, houve Dominque Dowes, primeira ginasta negra a ganhar um ouro olímpico, na disputa por equipes, em 1996. 

Gabrielle liderou a competição desde o primeiro aparelho quando fez um salto sobre o cavalo cravado que lhe deu a nota 15,966. Teve o terceiro melhor desempenho nas barras assimétricas, o que a manteve na ponta. E, na trave, executou um salto com giro do corpo sem erros e também conseguiu a melhor nota.
Sem cometer erros graves no solo, ela conseguiu somar um total de 62,232. Ainda faltava a apresentação da russa Victorina Komova. Seu desempenho foi melhor do que o de Gabrielle, mas não o suficiente para superar a distância entre as duas. No total, ela somou 61,973. 

Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1130420-pela-primeira-vez-uma-ginasta-negra-se-torna-a-melhor-de-uma-olimpiada.shtml

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Cultura Afro na Região

Cerro Branco-RS- Buscando o cumprimento de lei federal que trata do ensino de História e cultura afro-brasileira nas escolas, e também vivenciar de forma mais prática possível a importância dos valores no ambiente escolar, um dos grandes objetivos da sua proposta pedagógica, a Escola Municipal Carlos Müller, de Cerro Branco, desenvolve o projeto interdisciplinar Intercultura, Memórias e Valores.
O projeto tem como maior objetivo oferecer aos alunos e comunidade escolar múltiplas oportunidades de engajar-se em atividade que objetivam a valorização da vida, o resgate e cultivo de valores, bem como aprofundar seus conhecimentos referentes à história africana e cultura afro-brasileira.
Na abertura do projeto, professores, alunos e funcionários participaram de uma palestra ministrada pela professora Lair Vidal,(foto) de Cachoeira do Sul, que repassou seus conhecimentos sobre afrodescendência e cultura afro-brasileira. A professora abordou temas como a origem, costumes, heranças na culinária, música e dança. "O vocábulo ‘escravos’ não é adequado a esta etnia, que de forma corajosa e batalhadora ajudou a construir nosso país", disse. "Devemos nos referir aos negros que ajudaram a escrever a história do Brasil orgulhosamente como mão de obra qualificada, e não como escravos", acrescentou.
A professora ainda ressaltou que a riqueza do país está justamente na grande mistura de etnias e culturas que torna o brasileiro um povo especial.

Fonte: www.jornaldopovo.com.br

quarta-feira, 18 de julho de 2012

E-mail Orkut Mandela completa 94 anos e recebe cumprimentos de líderes internacionais

Icone da luta contra o apartheid e ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela completou 94 anos nesta quarta-feira e recebeu inúmeras mensagens de carinho por parte sul-africanos, além de felicitações de líderes internacionais, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Mandela passou seu aniversário ao lado de familiares em sua residência de Qunu, lugar onde viveu na infância.
Para a comemoração, seus pratos favoritos foram preparados, como dobradinha com purê e uma torta, de acordo com o jornal sul-africano "Sowetan".
Em Mvezo, local de nascimento do ex-presidente e localizado a cerca de 20 quilômetros de Qunu, o neto Madla Mandela contou que seu avô está "bem e feliz".
Em todo país, milhares de sul-africanos participaram do Dia Internacional de Nelson Mandela, estabelecido pela ONU em 2009 e que pede que todos os cidadãos se dediquem a causas sociais durante 67 minutos de seu dia.
Trata-se de um minuto para cada ano que Mandela, prêmio Nobel da Paz de 1993, dedicou a lutar pela igualdade racial e pelo fim do regime segregacionista do apartheid, imposto pela minoria branca sul-africana até 1994.
Antes do início das aulas, 12,5 milhões de alunos entoaram o "parabéns pra você" em homenagem a Mandela, uma cena que se repetiu também em centros de trabalho e áreas comerciais.
Em Soweto, antigo reduto de negros de Johanesburgo onde Mandela morou antes e após a prisão, cem alunos da escola primária de Batsogile também homenagearam Tata (Papai) Madiba, como é conhecido popularmente no país.
"É meu pai. Eu o agradeço muito tudo o que fez por mim e pela África do Sul", disse um dos alunos do centro escolar.
A escola de Batsogile fez parte do programa do Departamento de Educação Básica para a reabilitação de 94 colégios. Dezenas de voluntários dedicaram os 67 minutos à plantação de árvores, à entrega de calçados para os alunos e à pintura exterior do colégio de Batsogile.
Tata Madiba também recebeu felicitações do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que está na China.
Já Obama destacou que Mandela "mudou a história, transformando seu país, seu continente, e o mundo", e ressaltou o "compromisso" com a democracia, que ainda inspira os que "lutam pela dignidade, justiça e liberdade".
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o ex-presidente americano Bill Clinton também enviaram felicitações a Nelson Mandela.
Clinton e sua filha Chelsea visitaram Mandela em sua residência de Qunu, na terça-feira, após participarem de um ato na escola de No-Moscow, a poucos metros da casa do ex-líder.
Em uma foto publicada na rede social Twitter por um de seus netos, Mandela estava sentado em uma poltrona junto ao ex-presidente americano, coberto por uma grossa manta de lã.
O ex-mandatário, que tinha deixado Qunu no começo do ano para voltar a Johanesburgo, foi internado em janeiro para passar por uma laparoscopia.
"Devemos nos sentir com sorte por podermos respirar o mesmo ar que Mandela", disse o ministro sul-africano Tokyo Sexwale em um ato realizado no Museu de Nelson Mandela de Qunu.
Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul após ganhar as primeiras eleições multirraciais do país, em 1994.
Sua mensagem de reconciliação e convivência entre raças, que tornou possível a transição para uma África do Sul democrática, lhe rendeu o prêmio Nobel da Paz em 1993, que recebeu junto ao então presidente sul-africano, Frederik Willem de Klerk. EFE.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A História ainda é uma bola de ferro que os descendentes dos escravos arrastam pelos tornozelos. Os efeitos nocivos da escravidão continuam afetando os bisnetos de suas vítimas diretas.
Eu (n.1974) cursei o ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho, o médio na Escola Americana do Rio de Janeiro e, depois, História no IFCS/UFRJ ('99) porque meu pai cresceu em Botafogo, fez o ensino médio no Colégio Andrews e se formou bacharel em Economia ('70) pela mesma UFRJ.
Meu pai (n.1946) estudou na UFRJ porque meu avô estudou engenharia no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atual Universidade Federal de Itajubá ('38) e trabalhou durante muitos anos para a Chesf (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco), inclusive nas obras do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso.
Meu avô (n.1909) foi engenheiro porque meu bisavô (n.1876) saiu do Mato Grosso (onde seu pai, veterano do Paraguai, estava servindo desde a guerra) pra estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde foi comandante-aluno de 1897, depois formando-se engenheiro militar, participando do episódio dos 18 de Forte e reformando-se coronel.
Em 1888, com 12 anos de idade, meu bisavô estudava na capital do Império, em um dos melhores colégios públicos do país, com bolsa integral, soldo e emprego garantido após a formatura.
Se, ao invés disso, nesse mesmo ano, ele tivesse sido libertado (leia-se posto pra fora de casa) com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?
Sem esse capital socio-econômico e cultural acumulado pelo meu bisavô em 1888 (para não irmos mais longe), onde teria ido parar a cadeia de acontecimentos que desembocou na minha vida? Estaria eu, nesse momento, sadio e medindo 1,80m, cursando um doutorado em Nova Orleans e escrevendo essas linhas? Dentre minhas realizações, quantas são exclusivamente por mérito meu e quantas são consequência direta da vida privilegiada que eu e meus antepassados levamos? Que tipo de dívida EU tenho com as pessoas que não tiveram tanta sorte? Será ético simplesmente dizer "sorte minha, azar deles, e foda-se, hoje já nivelou tudo e no vestibular todos têm chances iguais"?
Dado que os efeitos nocivos da escravidão ainda se fazem sentir na pele dos descendentes das vítimas, não é tarde demais para serem indenizados pelo Estado.
E as cotas são um bom começo.

Fonte:  Alex Castro

http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/cotas-para-negros/13936-o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/cotas-para-negros/13936-o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas

domingo, 18 de março de 2012

Racismo à portas fechadas termina em delegacia paulista.

Um grupo de humoristas racistas, reúne-se para um show em São Paulo. Convidam simpatizantes do racismo, que assinam um termo de compromisso,  em não denunciarem a série de crimes, que irão perpetrar  ao vivo, com suas piadas contra a constituição brasileira, que através da lei 7716, diz em seu artigo 1º: Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Esqueceram-se de avisar  ao músico negro Raphael Lopes, que acompanhava o show, sobre o “ACORDO RACISTA À PORTAS FECHADAS”.
O fato-crime: o “humorista” racista Felipe Hamachi, mostrava como prova que AIDS não era transmitida através de macacos, o fato de “transar” todo dia com um macaco–o foco de luz dirige-se para o músico negro e todos riem, só  o músico negro, não –.
O Músico foi até uma delegacia, e como sempre o delegado comandou a turma do “deixa disso”. Mais uma vez um negro no Brasil é duplamente discriminado. Discriminado quando é vítima de racismo e discriminado quando vai dar queixa. Este é mais um caso para o ministério público assumir.
Esses caras tem mais é que levar um processo, que mexa na parte mais sensível de seus CORPOS racistas, que são os seus bolsos. Imaginem um torturador pedindo ao preso que assine que tortura é brincadeira ou um estuprador apresentando um documento assinado pela vítima dizendo-se –”NÃO OFENDIDA”—. É O FIM DA PICADA! Marcos Romão
Assista o depoimento do Raphael http://r7.com/2DRL
A seguir leiam o editorial de nossa co-irmã, a Afropress.
Basta de humor fascistóide. Não passarão!
Um grupo de pseudo-humoristas sem nenhum talento, com tendências claramente fascistóides resolveu que negros, portadores de deficiência, mulheres, crianças e homossexuais, em suma, os setores sociais mais vulneráveis, tem uma única função: servir de alvo para a expressão da sua mediocridade e da sua total falta de noção quanto aos limites da vida em sociedade e num Estado Democrático de Direito.
Dojival Vieira-Editor da Afropress
O mais recente caso envolvendo o músico Raphael Lopes, comparado a um “macaco” no show de horrores promovido numa casa noturna de S. Paulo, pelo pseudo comediante Felipe Hamachi, expõe e revela que estamos diante, não apenas de uma piada racista (sem a menor graça como toda piada, que tem como fim botar no lixo a dignidade humana) mas de um fenômeno político que se manifesta nesse tipo de humor com traços abertamente fascistóides e nazistóides.
Seu objetivo é depreciar a condição humana, é naturalizar a violência contra negros e demais setores vulneráveis, é banalizar o que há de essencial na vida. Negros, portadores de deficiência, mulheres, crianças são transformados, nesse contexto, na escória, cuja única utilidade é servir de matéria prima do riso fácil para meninos bem-nascidos. É fascistóide precisamente por isso.
É covarde, porque seu alvo são os discriminados, numa sociedade capitalista que se alimenta da exploração e da exclusão.
Por isso quando um certo Bruninho Mano, no mesmo referido bizarro show, afirma que “é melhor comer uma criancinha de 5 anos do que uma cadeirante porque a cadeirante não tem firmeza nas pernas”, e uma platéia idiotizada acha graça na perversão, estamos diante da negação pura e simples, de valores civilizatórios que custaram séculos para se consolidarem na vida em sociedade.
Essa espécie de humor como toda a tendência fascistóide é regressiva. Provavelmente há séculos, antes da humanidade atingir o estágio civilizatório em que nos encontramos, comunidades primitivas deviam achar graça nesse tipo de piada.
Que ainda hoje filhos da classe média paulistana paguem ingresso e se divirtam com esse tipo de aberração, é apenas o sinal o perigo representado por impulsos primitivos e pela barbárie, precisa ser identificado e derrotado. Enquanto é tempo.

Fonte:  http://mamapress.wordpress.com/2012/03/18/racismo-a-portas-fechada-termina-em-delegacia-paulista/#respond