O cantor Netinho de Paula (PCdoB) foi o terceiro candidato a vereador mais votado em São Paulo. Ele foi eleito para uma das 55 vagas da Câmara Municipal da capital paulista com 84.406 votos, o que representa 1,41% dos votos válidos. Netinho só ficou atrás de Gabriel Chalita (PSDB), com 102.048 votos (1,7%), e de Goulart (PMDB) com 90.054 votos (1,5%).
O cantor, ex-líder do grupo de pagode Negritude Júnior, integrou a base aliada da candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy. Para a campanha, ele fez uma canção na qual dizia à periferia que era preciso votar na "negritude".
Quem sou eu
- ASSOCIAÇÃO CACHOEIRENSE DA CULTURA AFRO BRASILEIRA
- Cachoeira do Sul, Rs, Brazil
- Fundada em 19 de Junho de 2000, com objetivo de pesquisar, resgatar e incentivar a cultura e os costumes da raça negra através de atividades recreativas,desportivas e filantrópicas no seio no seu quadro social da comunidade em geral, trabalhar pela ascensão social, econômica e politica da etnia negra, no Municipio, Estado e no Pais.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
O som e a voz dos orixás
A cantora Karine Cunha apresenta hoje espetáculo inspirado na cultura afro-brasileiraMúsica, cultura africana e literatura. É a partir dessa mistura que a cantora e compositora gaúcha Karine Cunha concebe o show de seu último CD, Epahei!, lançado em 2007. O espetáculo, inédito em Fortaleza, chega ao público da capital amanhã, no Auditório do Centro Dragão do Mar, e prossegue ao longo deste mês em outros espaços, como Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) e Centro Cultural Bom Jardim, além de algumas cidades do interior do Estado (Crato, Juazeiro do Norte e Nova Olinda).A cantora já esteve em Fortaleza no ano passado, com o show de seu primeiro CD autoral, Fluida, aprovado em edital do BNB. Agora retorna com o show de Epahei!, no qual a tônica é a cultura afro-brasileira. “O formato original desse show tem momentos de danças e um número maior de músicos. A versão para Fortaleza é enxuta, somos apenas eu e o instrumentista Marcus Bonilla. Por isso procuramos trazer versatilidade, tocamos vários instrumentos, como violão, viola caipira, violoncelo e outros”, revela Karine.O interesse pela cultura africana nasceu, por incrível que pareça, em um Rio Grande do Sul de ares europeus. “Sou curiosa e sempre achei essas manifestações muito bonitas. Lá no sul é algo muito forte, devido à proximidade com o mar e por causa do rio que corta o estado, Oxum (mãe da água doce) e Imeanjá (mar) são bastante cultuados. No primeiro CD tenho algumas músicas sobre essa temática, que inclusive permanecem neste show. Para o segundo disco resolvi reunir coisas que estavam guardadas e outras novas”, explica a cantora.Apesar da ênfase negra, o show de amanhã conta também com composições de tema livre. Entre elas estão versos musicados dos poetas Mario Quintana (Bilhete), do gaúcho Sérgio Napp (Carretéis) e do cearense Alan Mendonça (Por Gentileza). “A apresentação segue uma linha MPB, com estilos como samba, baião, até outros típicos do sul e de países vizinhos, a exemplo da milonga e o chamamé. Mas tudo é estilizado, sob uma visão particular. Há grande versatilidade de timbres, é um espetáculo bastante rítmico”, observa Karine.CDNa apresentação em Fortaleza permanecem a direção cênica de Beto Russo e o cenário criado pelo artista plástico Rafael Oliveira, em homenagem à cultura afro. Ainda segundo Karine, todos os elementos, desde a concepção visual até os arranjos das canções, foram influenciados pela formação acadêmica em música (tanto dela quanto de Bonilla). O resultado é um produto bem trabalhado e diferente.Com produção musical do violonista Marcus Bonilla, o CD Epahei! apresenta 14 faixas com destaque para o universo dos orixás e a cultura afro-brasileira, em canções como “Lagoa de Oxum”, “Iê Mãe Já” e “Pixaim”. O trabalho inclui ainda ritmos regionais gaúchos estilizados e poemas musicados, a exemplo de “Bilhete”, de Mario Quinta, que virou valsa e recebeu arranjos para cordas do violoncelista Pedro Huff. A sonoridade ganha contornos elaborados com a utilização de instrumentos como oboé, flauta e violino, somados à base de violões e cavaquinho. FIQUE POR DENTROConheça mais sobre a artistaFormada em Música pela UFRGS, atua como intérprete, compositora, instrumentista e educadora desde 1997. Com o primeiro CD (Fluida, 2005), conquistou o Prêmio Açorianos de Melhor Intérprete de MPB. Foi integrante do Vocal D´Quina Pra Lua, cujo espetáculo ´Maria Vai Com as Outras´ recebeu o Prêmio Açorianos nas categorias Revelação/MPB (2001) e Melhor Grupo/MPB (2002).
Governo do Estado promove exposição sobre a cultura afro-brasileira
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da Coordenadoria de Promoção de Igualdade Racial (Copir) e em parceria com a Secretaria de Cultura (Secult), Fundação Curro Velho e Universidade Federal do Pará (UFPA), está promovendo até o 30 de outubro, sempre às 19h, na Casa da Cultura, de Marabá, na folha 31, duas exposições integradas “Guiné Bissau: Múltiplos olhares sobre a África” e “Entre textos e imagens: comunidades negras e valores civilizatórios afro-brasileiros”.
A abertura das exposições aconteceu no último dia 30, reunindo trabalhos de cerca de cento e cinqüenta pessoas. As exposições reúnem fotografias, materiais culturais, roupas, tecidos e materiais iconográficos, colhidos pelos professores da UFPA, Hilton P. Silva, Jacqueline Serra Freire e Salomão Hage, quando estiveram na Guiné-Bissau, em 2006-07, como consultores do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Mais do que uma exposição de fotografias e de objetos do cotidiano, as exposições cumprem a função de ajudar no desenvolvimento de materiais para a formação de professores do ensino básico.
De acordo com Joana Carmem, da Copir, a mostra é parte de um projeto maior da Seduc para implementar a lei nº 10639/2003, que torna obrigatório a inclusão da temática História, Cultura Africana e Afro-brasileira, no âmbito do currículo da educação básica. “Neste sentido, esta ação faz parte da política de ações afirmativas que é uma demanda nacional de promoção dessas ações por meio da Seduc e Secult”, destaca.
As exposições se configuram em uma proposta de discutir, através de imagens e de textos, as interligações existentes entre a África e Brasil, mostrando que a cultura material e imaterial desenvolvida por comunidades negras rurais e urbanas do Estado do Pará está permeada de valores civilizatórios, trazidos pelo africano ao longo do processo colonial brasileiro. Os desdobramentos destas ações vão desde a realização de cursos e oficinas para educadores, a palestras e discussões sobre temas pertinentes à formação, educação, inclusão, diversidade cultural, etnia e meio ambiente na África e na Amazônia. A curadoria é do artista plástico Jocatos e do professor Hilton P. Silva.
Na programação do evento, estão acontecendo ainda Work shop de Etnografia visual, com o Professor dr. Hilton P. Silva, Construção de Instrumentos Percussivos Local, Cotas Raciais: Por que sim!, Literaturas Africanas em Língua Portuguesa, Confecção de máscaras em cerâmica, Estamparia em Tecido com motivos Africanos.
Fonte: Agencia Pará de noticias
A abertura das exposições aconteceu no último dia 30, reunindo trabalhos de cerca de cento e cinqüenta pessoas. As exposições reúnem fotografias, materiais culturais, roupas, tecidos e materiais iconográficos, colhidos pelos professores da UFPA, Hilton P. Silva, Jacqueline Serra Freire e Salomão Hage, quando estiveram na Guiné-Bissau, em 2006-07, como consultores do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Mais do que uma exposição de fotografias e de objetos do cotidiano, as exposições cumprem a função de ajudar no desenvolvimento de materiais para a formação de professores do ensino básico.
De acordo com Joana Carmem, da Copir, a mostra é parte de um projeto maior da Seduc para implementar a lei nº 10639/2003, que torna obrigatório a inclusão da temática História, Cultura Africana e Afro-brasileira, no âmbito do currículo da educação básica. “Neste sentido, esta ação faz parte da política de ações afirmativas que é uma demanda nacional de promoção dessas ações por meio da Seduc e Secult”, destaca.
As exposições se configuram em uma proposta de discutir, através de imagens e de textos, as interligações existentes entre a África e Brasil, mostrando que a cultura material e imaterial desenvolvida por comunidades negras rurais e urbanas do Estado do Pará está permeada de valores civilizatórios, trazidos pelo africano ao longo do processo colonial brasileiro. Os desdobramentos destas ações vão desde a realização de cursos e oficinas para educadores, a palestras e discussões sobre temas pertinentes à formação, educação, inclusão, diversidade cultural, etnia e meio ambiente na África e na Amazônia. A curadoria é do artista plástico Jocatos e do professor Hilton P. Silva.
Na programação do evento, estão acontecendo ainda Work shop de Etnografia visual, com o Professor dr. Hilton P. Silva, Construção de Instrumentos Percussivos Local, Cotas Raciais: Por que sim!, Literaturas Africanas em Língua Portuguesa, Confecção de máscaras em cerâmica, Estamparia em Tecido com motivos Africanos.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
ACCA moverá ação coletiva para assegurar cumprimento da lei
A Associação Cachoeirense da Cultura Afro-brasileira (ACCA) vai mover uma ação coletiva contra a Prefeitura Municipal, para que o cumprimento da lei das cotas raciais seja obedecido.
O presidente da entidade, Luciano Ramos proporcionou ontem à tarde, um encontro entre os afrodes-cendentes com a advogada negra Simone dos Santos Nunes, que também foi aprovada no concurso público para o Executivo Municipal, para que o assunto fosse discutido. Simone e sua colega Fernanda Janoni estão dispostas a defender os negros contra as decisões liminares da Justiça.
A advogada acredita que ficou surpresa por nenhum advogado cacho-eirense assumir o caso, e que em São Leopoldo aconteceu um fato semelhante, onde os afrodes-cendentes venceram e conquistaram seus direitos. Em relação ao fato ressaltado por um dos presentes, sobre a cidade ser racista, Simone destaca "não quero saber se Cachoeira é uma cidade racista, quero que o nosso direito se cumpra, não se pode baixar a cabeça".
ENCONTRO: A Acca está convocando os afros aprovados no concurso pelas cotas para uma reunião na próxima terça-feira, às 20h, no Círculo Operário Cacho-eirense para decidir se irão encaminhar ações coletivas para garantirem que o edital do concurso da Prefeitura seja cumprido e eles possam assumir seus cargos no serviço público. Em relação aos valores, Luciano esclarece que uma ação coletiva sai mais em conta, mas que os negros deverão se filiar na entidade, sem nenhum custo, para poderem fazer a ação coletiva.
Luciano ressalta que a reunião será decisiva para que seja impetrada uma ação contra o Executivo para que a lei se cumpra. Simone comenta que se São Leopoldo obteve êxito, Cachoeira também tem que ficar esperançosa, pois há grande chance de conquistarem seus direitos.
A advogada acredita que ficou surpresa por nenhum advogado cacho-eirense assumir o caso, e que em São Leopoldo aconteceu um fato semelhante, onde os afrodes-cendentes venceram e conquistaram seus direitos. Em relação ao fato ressaltado por um dos presentes, sobre a cidade ser racista, Simone destaca "não quero saber se Cachoeira é uma cidade racista, quero que o nosso direito se cumpra, não se pode baixar a cabeça".
ENCONTRO: A Acca está convocando os afros aprovados no concurso pelas cotas para uma reunião na próxima terça-feira, às 20h, no Círculo Operário Cacho-eirense para decidir se irão encaminhar ações coletivas para garantirem que o edital do concurso da Prefeitura seja cumprido e eles possam assumir seus cargos no serviço público. Em relação aos valores, Luciano esclarece que uma ação coletiva sai mais em conta, mas que os negros deverão se filiar na entidade, sem nenhum custo, para poderem fazer a ação coletiva.
Luciano ressalta que a reunião será decisiva para que seja impetrada uma ação contra o Executivo para que a lei se cumpra. Simone comenta que se São Leopoldo obteve êxito, Cachoeira também tem que ficar esperançosa, pois há grande chance de conquistarem seus direitos.
Fonte: Jornal o Correio
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Barack Obama, O que esse candidato tem a ver com os negros?
Barack Obama não precisa ganhar as próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos para fazer parte da história política mundial. O singular fato de ter sido indicado como primeiro candidato negro pelo partido democrata à presidência daquele país já lhe assegura a marca que para muitos não aconteceria tão cedo. O célebre seriado 24 horas da TV americana exibia um presidente negro, o que deixava mais do que evidente de que se tratava de uma novela de pura e exagerada ficção.Ninguém afirmaria há poucos anos que os Estados Unidos pudessem ter um candidato à presidência como Obama com reais chances de ser eleito – se as eleições que ocorrerão em novembro próximo fossem hoje, ele levaria o pleito e se tornaria a primeira pessoa negra a ocupar o charmoso prédio conhecido como Casa Branca, sede do governo americano em Washington. Não é pouca coisa. Aliás, trata-se de um dos maiores fenômenos dos últimos tempos fossem acontecidos no planeta e que não vem tendo no Brasil a justa repercussão que deveria ter. Afinal, a população negra daquele país é de apenas 13% - Obama faz parte, portanto, de uma minoria. Como se não bastasse, Barack Obama é ainda Hussein, sobrenome árabe que tanto assusta a mente da população daquele país que caçou e levou à prisão o ditador do Iraque: Saddam Hussein.
O que Barack Hussein Obama tem a ver com os negros do mundo e em particular com os do Brasil? Seria indiferente, como já se falou, para os negros brasileiros o fato de o próximo presidente daquele país vir a ser Barack Obama, Hillary Clinton ou John McCain? Esse artigo procura responder a essas e a outras questões que dizem respeito ao futuro do negro no mundo e em particular em nosso país.
Não é ainda compreensível para o mundo uma família negra ocupar a ala residencial da Casa Branca, sede do governo norte-americano. Mas é isso que vai acontecer se Barack Obama tornar-se o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos. A mulher do candidato democrata – Michelle Obama, advogada negra de forte personalidade - e as duas filhas do casal: a adolescente Malia e a menina Sasha são as três mulheres que completam a família-base desse senador pelo estado do Illinois.
Obama tem apenas 46 anos, idade considerada baixa para quem pleiteia a presidência de um país como os Estados Unidos. Todos os fatos que contrariam o perfil ideal de um presidente americano, contraditoriamente, parece que vêm somando a favor de Obama.
Cppir/MS lança Campanha 120 Anos Pós-Abolição em Dourados
A coordenadora estadual de Políticas para Promoção da Igualdade Racial (Cppir/MS), Raimunda Luzia de Brito, realizou na sexta-feira (19), às 19 horas, na Câmara Municipal de Dourados, o lançamento oficial da Campanha 120 Anos Pós-Abolição. Na ocasião, será apresentado o projeto de lei 145/2008, que prevê reserva de 20% de vagas para negros em concursos públicos e cargos comissionados.Em Mato Grosso do Sul, a Campanha de 120 Anos Pós-Abolição da Escravatura 18888/2008 já vem sendo discutida desde 31 de março deste ano, data em que foi lançada oficialmente na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS), na Capital. Agora a campanha será discutida em Dourados (MS), com professores, pesquisadores, acadêmicos, entidades e lideranças da sociedade civil, comprometidos com as políticas voltadas para a diversidade étnico-racial.
De acordo com os organizadores, o evento visa promover um intercâmbio de saberes entre universidade e sociedade promovendo um debate sobre as desigualdades seculares que a estrutura social hierárquica cria com prejuízo aos negros. O objetivo do debate é colaborar na implantação de pesquisas e políticas públicas voltadas para a população negra. O encontro está sendo promovido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).
A Neaba/UFMS, com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Neer/UEMS) e o Coletivo de Mulheres Negras de Mato Grosso do Sul “Raimunda Luzia de Brito” (CMNegras/MS), vem desenvolvendo ações de forma a desenhar estratégias que efetivamente possibilitem a implantação de ações afirmativas, visando à cidadania da população afro-brasileira.
“Essa campanha é importante porque nós estamos 120 anos após a abolição da escravatura. É através dos debates que vamos levar para a sociedade conhecimento do Estatuto da Igualdade Racial [que está em tramitação no Congresso Nacional] e todos os nossos projetos de cotas”, disse Antônio Borges dos Santos, presidente do Conselho Estadual do Negro (Cedine/MS).
Projeto de Lei
O projeto de lei número 145/2008, de autoria do deputado estadual Amarildo Cruz, institui como medida de promoção da igualdade de oportunidades no mercado de trabalho o programa de reserva de vagas (cota mínima de 20%) para negros, em concursos públicos para provimento de cargos, e no preenchimento de cargos em comissão, no Estado de Mato Grosso do Sul. O projeto encontra-se em tramitação na Assembléia Legislativa do Estado.
Palestrantes
Participam do lançamento da Campanha 120 Anos Pós-Abolição em Dourados o professor doutor Jarbas Vargas Nascimento, da PUC – São Paulo, que fará abordagem da inclusão da população negra no Ensino Superior, e a diretora-presidente do CMNegra/MS, Ana José Alves, que falará sobre o projeto de Contextualização dos 120 Anos Pós-Abolição. A mediadora será a professora doutora Maria José de Jesus Alves Cordeiro.
Parlamento avalia Estatuto da Igualdade Racial
Projeto de lei, de autoria do senador Paulo Paim, tramita no Congresso
Em análise no Congresso Nacional, o Estatuto da Igualdade Racial foi debatido no Grande Expediente Especial realizado ontem, na Assembléia. O evento foi proposto pelo líder do Governo na Casa, deputado Isaltino Nascimento (PT). O objetivo do Estatuto, um projeto de lei do senador Paulo Paim (PT/RS), é estabelecer critérios de combate à discriminação racial de cidadãos afro-brasileiros. O documento tem 20 páginas e 85 artigos que abordam o acesso à Justiça, a criação de ouvidorias, o funcionamento dos meios de comunicação, sistemas de cotas raciais, mercado de trabalho, direitos dos quilombolas e da mulher afro-brasileira, incentivos financeiros, religião, cultura, esporte e lazer.
O debate na Alepe estabeleceu três encaminhamentos: a elaboração da Carta de Pernambuco, com a posição do Estado sobre a questão; a defesa de uma campanha institucional para informar a sociedade sobre o Estatuto e a realização de um fórum de discussões na Alepe, em novembro, mês da Consciência Negra.
O presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa (PDT), disse que iniciativa do senador Paulo Paim é justa e atende a milhões de brasileiros que ainda vivem sem os direitos plenos da cidadania. "A discriminação racial não se restringe apenas ao Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, há meio século não se permitia ao negro acesso a escolas de brancos e, até 1967, eram proibidos os casamentos inter-raciais", destacou.
Isaltino avaliou que a aprovação do Estatuto é uma forma de minimizar os danos causados pela escravidão no Brasil, último País do mundo a abolir o sistema. "Somente dessa forma poderemos avançar na luta para garantir os direitos básicos aos negros", ponderou. Segundo o deputado federal Maurício Rands (PT/PE), o Brasil não terá uma sociedade igualitária sem combater ao racismo. "Precisamos ser mais ousados, incorporando essa questão às políticas públicas porque temos a segunda maior população negra do mundo, após a Nigéria", ressaltou.
A representante da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas, Givânia da Silva, informou que a bancada ruralista na Câmara apresentou emendas ao Estatuto que ameaçam o reconhecimento das terras que formam os quilombos. Para ela, a atitude incomoda porque os quilombolas teriam direito aos territórios. O secretário Executivo de Promoção da Igualdade Racial do Estado, Jorge Arruda, aguarda a aprovação da iniciativa para que Pernambuco possa fortalecer sua política contra a desigualdade racial.
Para a deputada Terezinha Nunes (PSDB), o partidarismo deve estar fora da discussão, a fim de facilitar a aprovação do documento. Teresa Leitão (PT) afirmou que "o Estatuto garantirá direitos que os negros nunca viram ser respeitados". Nadegi Queiroz (PMN) enfatizou a "importância do debate e considerou que a questão racial no mundo poderá começar a mudar de forma mais enfática com a chegada de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos".
Fonte: Noticiario Legislativo
Em análise no Congresso Nacional, o Estatuto da Igualdade Racial foi debatido no Grande Expediente Especial realizado ontem, na Assembléia. O evento foi proposto pelo líder do Governo na Casa, deputado Isaltino Nascimento (PT). O objetivo do Estatuto, um projeto de lei do senador Paulo Paim (PT/RS), é estabelecer critérios de combate à discriminação racial de cidadãos afro-brasileiros. O documento tem 20 páginas e 85 artigos que abordam o acesso à Justiça, a criação de ouvidorias, o funcionamento dos meios de comunicação, sistemas de cotas raciais, mercado de trabalho, direitos dos quilombolas e da mulher afro-brasileira, incentivos financeiros, religião, cultura, esporte e lazer.
O debate na Alepe estabeleceu três encaminhamentos: a elaboração da Carta de Pernambuco, com a posição do Estado sobre a questão; a defesa de uma campanha institucional para informar a sociedade sobre o Estatuto e a realização de um fórum de discussões na Alepe, em novembro, mês da Consciência Negra.
O presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa (PDT), disse que iniciativa do senador Paulo Paim é justa e atende a milhões de brasileiros que ainda vivem sem os direitos plenos da cidadania. "A discriminação racial não se restringe apenas ao Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, há meio século não se permitia ao negro acesso a escolas de brancos e, até 1967, eram proibidos os casamentos inter-raciais", destacou.
Isaltino avaliou que a aprovação do Estatuto é uma forma de minimizar os danos causados pela escravidão no Brasil, último País do mundo a abolir o sistema. "Somente dessa forma poderemos avançar na luta para garantir os direitos básicos aos negros", ponderou. Segundo o deputado federal Maurício Rands (PT/PE), o Brasil não terá uma sociedade igualitária sem combater ao racismo. "Precisamos ser mais ousados, incorporando essa questão às políticas públicas porque temos a segunda maior população negra do mundo, após a Nigéria", ressaltou.
A representante da Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas, Givânia da Silva, informou que a bancada ruralista na Câmara apresentou emendas ao Estatuto que ameaçam o reconhecimento das terras que formam os quilombos. Para ela, a atitude incomoda porque os quilombolas teriam direito aos territórios. O secretário Executivo de Promoção da Igualdade Racial do Estado, Jorge Arruda, aguarda a aprovação da iniciativa para que Pernambuco possa fortalecer sua política contra a desigualdade racial.
Para a deputada Terezinha Nunes (PSDB), o partidarismo deve estar fora da discussão, a fim de facilitar a aprovação do documento. Teresa Leitão (PT) afirmou que "o Estatuto garantirá direitos que os negros nunca viram ser respeitados". Nadegi Queiroz (PMN) enfatizou a "importância do debate e considerou que a questão racial no mundo poderá começar a mudar de forma mais enfática com a chegada de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos".
Fonte: Noticiario Legislativo
Centro Afro Coisa de Nêgo é roubado em plena luz do dia
Piauí- Cerca de 120 jovens e 30 adultos fazem parte do Centro Afro Cultural Coisa de Nêgo que tem o objetivo de resgatar e valorizar a cultura afro-brasileira no Piauí. Na manhã de hoje (25) o Centro, localizado na Rua Barroso, próximo Liceu Piauiense, no Centro de Teresina, sofreu um assalto que deixou vários danos para a instituição. O assaltante arrombou uma janela pela parte de trás do Coisa de Nêgo, e mesmo a ação tendo ocorrido á luz do dia, não havia ninguém no local e o ladrão pode agir tranquilamente.Foram levados uma filmadora, câmera digital e um aparelho de DVD. Os aparelhos eletrônicos eram novos e haviam sido comprados recentemente, sendo usados em oficinas oferecidas pelo Coisa de Nêgo. Os objetos irão fazer falta, já que o foco do trabalho no local são as artes e manifestações culturais.A polícia já investiga o caso e uma pista foi deixada no local do crime: detergentes. Algumas garrafas de detergente caseiro foram encontradas jogadas na área, o que aumenta a suspeita de que o assaltante tenha sido um vendedor ambulante de detergentes.
Centro Afro Coisa de Nêgo é roubado em plena luz do dia
Piauí- Cerca de 120 jovens e 30 adultos fazem parte do Centro Afro Cultural Coisa de Nêgo que tem o objetivo de resgatar e valorizar a cultura afro-brasileira no Piauí. Na manhã de hoje (25) o Centro, localizado na Rua Barroso, próximo Liceu Piauiense, no Centro de Teresina, sofreu um assalto que deixou vários danos para a instituição. O assaltante arrombou uma janela pela parte de trás do Coisa de Nêgo, e mesmo a ação tendo ocorrido á luz do dia, não havia ninguém no local e o ladrão pode agir tranquilamente.Foram levados uma filmadora, câmera digital e um aparelho de DVD. Os aparelhos eletrônicos eram novos e haviam sido comprados recentemente, sendo usados em oficinas oferecidas pelo Coisa de Nêgo. Os objetos irão fazer falta, já que o foco do trabalho no local são as artes e manifestações culturais.A polícia já investiga o caso e uma pista foi deixada no local do crime: detergentes. Algumas garrafas de detergente caseiro foram encontradas jogadas na área, o que aumenta a suspeita de que o assaltante tenha sido um vendedor ambulante de detergentes.
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Piauí- Cerca de 120 jovens e 30 adultos fazem parte do Centro Afro Cultural Coisa de Nêgo que tem o objetivo de resgatar e valorizar a cultura afro-brasileira no Piauí. Na manhã de hoje (25) o Centro, localizado na Rua Barroso, próximo Liceu Piauiense, no Centro de Teresina, sofreu um assalto que deixou vários danos para a instituição. O assaltante arrombou uma janela pela parte de trás do Coisa de Nêgo, e mesmo a ação tendo ocorrido á luz do dia, não havia ninguém no local e o ladrão pode agir tranquilamente.Foram levados uma filmadora, câmera digital e um aparelho de DVD. Os aparelhos eletrônicos eram novos e haviam sido comprados recentemente, sendo usados em oficinas oferecidas pelo Coisa de Nêgo. Os objetos irão fazer falta, já que o foco do trabalho no local são as artes e manifestações culturais.A polícia já investiga o caso e uma pista foi deixada no local do crime: detergentes. Algumas garrafas de detergente caseiro foram encontradas jogadas na área, o que aumenta a suspeita de que o assaltante tenha sido um vendedor ambulante de detergentes.
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