ACREDITAR NA VIDA
É TER ESPERANÇA NO AMANHÃ.
SABER QUE APÓS A NOITE VEM O DIA.
VIVER INTENSAMENTE AS EMOÇÕES!
SER ESPONTÂNEO.
APRECIAR O NASCER E O PÔR-DO-SOL.
AMAR AS PESSOAS INCONDICIONALMENTE.
APROVEITAR TODOS OS MOMENTOS…
VENCER A DEPRESSÃO!
FAZER TRABALHO VOLUNTÁRIO
CONFIAR NA VOZ DA INTUIÇÃO.
PERDOAR ...
ESTIMULAR A CRIATIVIDADE.
NÃO SE PRENDER A DETALHES.
CHORAR DE FELICIDADE…
DEIXAR PARA LÁ.
TER PENSAMENTO POSITIVO.
RESPEITAR OS SENTIMENTOS DOS OUTROS.
RIR SOZINHO.
SABER TRABALHAR EM EQUIPE.
SER SINCERO.
ENCONTRAR A FELICIDADE NAS PEQUENAS COISAS.
ENTENDER QUE SOMOS PESSOAS ÚNICAS.
É DANÇAR SEM MEDO.
NÃO SE APEGAR A BENS MATERIAIS.
RESPIRAR A BRISA DO MAR.
OUVIR A MELODIA SUAVE DE UMA FONTE.
OBSERVAR A NATUREZA.
ADORAR UM DIA DE CHUVA.
TER MOTIVAÇÃO!
ENXERGAR ALÉM DAS APARÊNCIAS.
DESCOBRIR QUE PRECISAMOS DOS OUTROS.
ESQUECER O QUE JÁ PASSOU.
BUSCAR NOVOS HORIZONTES. PERCEBER QUE SOMOS HUMANOS.
VENCER A NÓS MESMOS.
VER A BELEZA DA ALMA.
SAIR DA PASSIVIDADE.
SABER QUE A VIDA É CONSEQÜÊNCIA DE NOSSAS ATITUDES…
NÃO ADIAR DECISÕES.
MIMAR A CRIANÇA INTERIOR.
DEIXAR ACONTECER…
PRATICAR A HUMILDADE.
CURTIR AS PEQUENAS VITÓRIAS.
VIVER APAIXONADO PELA VIDA!
ENTENDER QUE HÁ LIMITES.
TER AUTO-ESTIMA.
VER A VIDA COM OUTROS OLHOS…
SÓ SE ARREPENDER DO QUE NÃO FEZ.
FAZER PARCERIAS COM OS AMIGOS.
DORMIR FELIZ.
AMAR…
SABER QUE ESTAMOS SÓ DE PASSAGEM.
APROVEITAR AS OPORTUNIDADES.
OUVIR O CORAÇÃO…
ACREDITAR NA VIDA!
FELIZ NATAL,
UM FELIZ 2009 CHEIO DE REALIZAÇÕES,
PAZ E AMOR!!!
Quem sou eu
- ASSOCIAÇÃO CACHOEIRENSE DA CULTURA AFRO BRASILEIRA
- Cachoeira do Sul, Rs, Brazil
- Fundada em 19 de Junho de 2000, com objetivo de pesquisar, resgatar e incentivar a cultura e os costumes da raça negra através de atividades recreativas,desportivas e filantrópicas no seio no seu quadro social da comunidade em geral, trabalhar pela ascensão social, econômica e politica da etnia negra, no Municipio, Estado e no Pais.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
domingo, 21 de dezembro de 2008
Projeto de sistema de cotas para ingresso nas universidades públicas é racista, dizem participantes de debate na CCJ

Por que introduzir a 'raça' como critério de distribuição de justiça? O objetivo do projeto seria fazer justiça ou dividir o Brasil em brancos e negros para desviar-nos do rumo que devemos seguir, o rumo da melhoria da qualidade do ensino básico para todos os brasileiros?" As dúvidas foram apresentadas pela professora titular do Departamento de Antropologia Cultural do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Yvone Maggie, em debate nesta quinta-feira (18).
Yvonne Maggie foi uma das expositoras da audiência pública realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para discutir o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/08, que estabelece sistema de cotas para ingresso nas universidades públicas e escolas técnicas.
Contrária ao projeto, a professora da UFRJ criticou artigo que estabelece o preenchimento das vagas das universidades públicas previstas no sistema de cotas por estudantes negros, pardos e indígenas, na proporção de cada segmento na população do estado onde está localizada a instituição de ensino.
Yvone Maggie afirmou, ainda, não ser contrária à parte do projeto que direciona 50% das vagas das universidades federais e escolas técnicas para estudantes que cursam integralmente o ensino médio em escolas públicas nem à distribuição de metade dessa cota a alunos oriundos de famílias com renda de até um salário mínimo e meio per capita.
- Se o projeto tivesse parado aqui, tudo bem, a reserva de vagas seria para estudantes de escolas públicas e metade delas para os mais pobres entre estes alunos - frisou a professora, ao destacar que o projeto não beneficia os brancos pobres.
Para o advogado da Afrosol-Lux Promotora de Soluções em Economia Solidária, José Roberto Ferreira Militão, o problema é que, ao tentar promover uma política de inclusão por meio de cotas raciais, o governo acaba criando também uma política de exclusão por meio desse mesmo aspecto racial. Para Militão, o sistema de cotas não garante a implantação de ações afirmativas voltadas para resolver o problema da inclusão social, pois "produz efeitos colaterais terríveis".
- É possível promover ações afirmativas sem recurso a corte racial.Nesse sentido, apenas a política de cotas por questões econômicas já nos atende. A luta contra o racismo tem que ser vista sob o prisma de se destruir esse conceito de identidade jurídica de raça - argumentou o representante do Afrosol-Lux.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que o pronunciamento de José Roberto Ferreira Militão foi um dos mais brilhantes dos que já ouviu sobre o assunto.
- Se tinha alguma dúvida sobre o sistema de cotas, já não a tenho mais - revelou o representante por Goiás.
Demóstenes disse também que esse projeto ainda precisa ser discutido e aprofundado antes que seja votado no Senado.
- Não há a menor condição de se votar esse projeto neste momento, de afogadilho - completou Demóstenes.
O coordenador do Movimento Negro Socialista, José Carlos Miranda, reconheceu que existe um enorme abismo entre as classes sociais, mas a saída para a solução desse problema, em sua avaliação, não deve ser buscada por meio de uma política de cotas, mas sim pela adoção de uma educação pública de qualidade desde o ensino básico.
- O vestibular não cria nenhuma desigualdade, mas só mostra a desigualdade existente desde que a pessoa nasce. Combatemos o racismo pela igualdade e pelo socialismo. Lutamos por vaga para todos e por investimentos em educação e em serviços públicos - salientou José Carlos Miranda, para depois afirmar que a aprovação desse projeto só vai gerar "ódio entre raças".
Essa também é a opinião do coordenador do Movimento Nação Mestiça, Jerson César Leão Alves, para quem as políticas de cotas raciais não visam à melhoria de vida dos pardos, negros e outros grupos.
- Essas cotas visam a dividir o país racialmente e eliminar a identidade mestiça brasileira. A lógica é que se invista mais no ensino básico - enfatizou Jerson César.
No lugar das políticas de cotas, ele defendeu a adoção de políticas sociais para o Brasil.
Yvonne Maggie foi uma das expositoras da audiência pública realizada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) para discutir o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/08, que estabelece sistema de cotas para ingresso nas universidades públicas e escolas técnicas.
Contrária ao projeto, a professora da UFRJ criticou artigo que estabelece o preenchimento das vagas das universidades públicas previstas no sistema de cotas por estudantes negros, pardos e indígenas, na proporção de cada segmento na população do estado onde está localizada a instituição de ensino.
Yvone Maggie afirmou, ainda, não ser contrária à parte do projeto que direciona 50% das vagas das universidades federais e escolas técnicas para estudantes que cursam integralmente o ensino médio em escolas públicas nem à distribuição de metade dessa cota a alunos oriundos de famílias com renda de até um salário mínimo e meio per capita.
- Se o projeto tivesse parado aqui, tudo bem, a reserva de vagas seria para estudantes de escolas públicas e metade delas para os mais pobres entre estes alunos - frisou a professora, ao destacar que o projeto não beneficia os brancos pobres.
Para o advogado da Afrosol-Lux Promotora de Soluções em Economia Solidária, José Roberto Ferreira Militão, o problema é que, ao tentar promover uma política de inclusão por meio de cotas raciais, o governo acaba criando também uma política de exclusão por meio desse mesmo aspecto racial. Para Militão, o sistema de cotas não garante a implantação de ações afirmativas voltadas para resolver o problema da inclusão social, pois "produz efeitos colaterais terríveis".
- É possível promover ações afirmativas sem recurso a corte racial.Nesse sentido, apenas a política de cotas por questões econômicas já nos atende. A luta contra o racismo tem que ser vista sob o prisma de se destruir esse conceito de identidade jurídica de raça - argumentou o representante do Afrosol-Lux.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que o pronunciamento de José Roberto Ferreira Militão foi um dos mais brilhantes dos que já ouviu sobre o assunto.
- Se tinha alguma dúvida sobre o sistema de cotas, já não a tenho mais - revelou o representante por Goiás.
Demóstenes disse também que esse projeto ainda precisa ser discutido e aprofundado antes que seja votado no Senado.
- Não há a menor condição de se votar esse projeto neste momento, de afogadilho - completou Demóstenes.
O coordenador do Movimento Negro Socialista, José Carlos Miranda, reconheceu que existe um enorme abismo entre as classes sociais, mas a saída para a solução desse problema, em sua avaliação, não deve ser buscada por meio de uma política de cotas, mas sim pela adoção de uma educação pública de qualidade desde o ensino básico.
- O vestibular não cria nenhuma desigualdade, mas só mostra a desigualdade existente desde que a pessoa nasce. Combatemos o racismo pela igualdade e pelo socialismo. Lutamos por vaga para todos e por investimentos em educação e em serviços públicos - salientou José Carlos Miranda, para depois afirmar que a aprovação desse projeto só vai gerar "ódio entre raças".
Essa também é a opinião do coordenador do Movimento Nação Mestiça, Jerson César Leão Alves, para quem as políticas de cotas raciais não visam à melhoria de vida dos pardos, negros e outros grupos.
- Essas cotas visam a dividir o país racialmente e eliminar a identidade mestiça brasileira. A lógica é que se invista mais no ensino básico - enfatizou Jerson César.
No lugar das políticas de cotas, ele defendeu a adoção de políticas sociais para o Brasil.
Esforço
O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (MEC), André Lázaro, explicou que o esforço do governo brasileiro em reduzir as desigualdades sociais e raciais não se iniciou com essa proposta de lei. Ele opinou que o projeto é bom, mas ainda não é suficiente para garantir a igualdade de direitos a todos, independentemente de raça e cor.
- Precisamos também garantir que a população brasileira tenha sua equivalente representação nos diferentes níveis do poder - ressaltou.
O projeto, que tramita na CCJ, ainda será votado pelas Comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Educação, Cultura e Esporte (CE), antes de ser encaminhado para deliberação do Plenário.
O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (MEC), André Lázaro, explicou que o esforço do governo brasileiro em reduzir as desigualdades sociais e raciais não se iniciou com essa proposta de lei. Ele opinou que o projeto é bom, mas ainda não é suficiente para garantir a igualdade de direitos a todos, independentemente de raça e cor.
- Precisamos também garantir que a população brasileira tenha sua equivalente representação nos diferentes níveis do poder - ressaltou.
O projeto, que tramita na CCJ, ainda será votado pelas Comissões de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e de Educação, Cultura e Esporte (CE), antes de ser encaminhado para deliberação do Plenário.
Fonte: G1
I MARCHA ESTADUAL PELA LIBERDADE RELIGIOSA E PELA VIDA
CEDRAB-RS - Congregação em defesa das Religiões afro-brasileiras do estado do Rio Grande do Sul
Mais uma vez o Povo do Àse Afro-Gaúcho se levanta para defender seus direitos.Já há muito tempo, a intolerância religiosa é pauta em todo o território nacional. Atrocidades tem sido cometidas em defesa de uma fé discriminadora, irracional e racista professada pelos seguimentos Neo-pentecostais e, sobretudo, pela IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) no Brasil afora, com o aval dos governos em todas as esferas. Desde 2003 discutimos a sacralização de animais em templos de Religião de Matrizes Africanas em virtude de Lei proposta por um Deputado evangélico na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Conseguimos modificar tal Lei, excetuando os cultos e liturgias das Religiões de Matrizes Africanas.
Defensores de Animais, insuflados por evangélicos, entraram com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) e na esfera estadual perderam. A Lei desde então está no Supremo Tribunal Federal nas mãos do Ministro Marco Aurélio Mello que por covardia ou omissão não a coloca em Pauta. A partir daí, enfrentamos mais lutas na esfera municipal envolvendo castração e esterilização de animais, bem como enquadrando das práticas religiosas como agentes de poluição e impacto ambiental, tentando imputar multas a quem fosse pego fazendo oferendas para as divindades.
Conseguimos vencer! Agora iniciaremos mais uma batalha contra o racismo religioso imposta por mais um Deputado Evangélico que propõe um projeto lei para discutir a Lei do Silencio, tendo por argumentação "templos religiosos", não bastasse a venda criminosa à burguesia de um dos nossos locais de realização de atos mais sagrados e populares, como as margens do Guaíba - no Estaleiro Só.Precisamos estar vinte e quatro horas por dia atentos, pois a todo o momento podem surgir novas leis e ataques ao Povo Afro Religioso, inclusive de agressões físicas, como já tem sido cometidas não só no Estado do RS, mas por todo o Brasil. Se não tomarmos uma atitude, o Brasil se tornará em um novo Afeganistão. Por isso, no dia 21 de janeiro de 2009, TODOS devemos ocupar as Ruas da Capital e protestar contra o ódio religioso e o processo de demonização engendrado pelos Neo-pentecostais às religiões de descendência de um Povo milenar que construiu este País e merece Respeito!Vamos neste dia formar um Mar de Ojás (pano branco que cobre o Ori) nas Ruas de Porto Alegre!!A Marcha sairá do Largo Glênio Peres às 18 horas (concentração à partir das 16h), que iniciará com uma saudação ao Bará do Mercado, ganhará a Borges de Medeiros até o Largo Zumbi (19h30min), onde se realizará um ato pelo respeito à Territorialidade e Ancestralidade negro-africana e em memória dos quilombolas "assassinados" no Quilombo dos Alpes, vitimados pela violência racista e dali seguiremos até a Volta do Gasômetro onde o evento se encerrará com uma Saudação aos Orixás em uma grande roda, quando será entregue um presente aos Orixás das águas às 21h.
Mais uma vez o Povo do Àse Afro-Gaúcho se levanta para defender seus direitos.Já há muito tempo, a intolerância religiosa é pauta em todo o território nacional. Atrocidades tem sido cometidas em defesa de uma fé discriminadora, irracional e racista professada pelos seguimentos Neo-pentecostais e, sobretudo, pela IURD (Igreja Universal do Reino de Deus) no Brasil afora, com o aval dos governos em todas as esferas. Desde 2003 discutimos a sacralização de animais em templos de Religião de Matrizes Africanas em virtude de Lei proposta por um Deputado evangélico na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Conseguimos modificar tal Lei, excetuando os cultos e liturgias das Religiões de Matrizes Africanas.
Defensores de Animais, insuflados por evangélicos, entraram com uma ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade) e na esfera estadual perderam. A Lei desde então está no Supremo Tribunal Federal nas mãos do Ministro Marco Aurélio Mello que por covardia ou omissão não a coloca em Pauta. A partir daí, enfrentamos mais lutas na esfera municipal envolvendo castração e esterilização de animais, bem como enquadrando das práticas religiosas como agentes de poluição e impacto ambiental, tentando imputar multas a quem fosse pego fazendo oferendas para as divindades.
Conseguimos vencer! Agora iniciaremos mais uma batalha contra o racismo religioso imposta por mais um Deputado Evangélico que propõe um projeto lei para discutir a Lei do Silencio, tendo por argumentação "templos religiosos", não bastasse a venda criminosa à burguesia de um dos nossos locais de realização de atos mais sagrados e populares, como as margens do Guaíba - no Estaleiro Só.Precisamos estar vinte e quatro horas por dia atentos, pois a todo o momento podem surgir novas leis e ataques ao Povo Afro Religioso, inclusive de agressões físicas, como já tem sido cometidas não só no Estado do RS, mas por todo o Brasil. Se não tomarmos uma atitude, o Brasil se tornará em um novo Afeganistão. Por isso, no dia 21 de janeiro de 2009, TODOS devemos ocupar as Ruas da Capital e protestar contra o ódio religioso e o processo de demonização engendrado pelos Neo-pentecostais às religiões de descendência de um Povo milenar que construiu este País e merece Respeito!Vamos neste dia formar um Mar de Ojás (pano branco que cobre o Ori) nas Ruas de Porto Alegre!!A Marcha sairá do Largo Glênio Peres às 18 horas (concentração à partir das 16h), que iniciará com uma saudação ao Bará do Mercado, ganhará a Borges de Medeiros até o Largo Zumbi (19h30min), onde se realizará um ato pelo respeito à Territorialidade e Ancestralidade negro-africana e em memória dos quilombolas "assassinados" no Quilombo dos Alpes, vitimados pela violência racista e dali seguiremos até a Volta do Gasômetro onde o evento se encerrará com uma Saudação aos Orixás em uma grande roda, quando será entregue um presente aos Orixás das águas às 21h.
Dissertação de Mestrado revela baixa participação de negros em propagandas brasileiras

O engenheiro mecânico Luiz Valério de Paula Trindade apresentou na última ter-feira (16/12), sua tese de Mestrado em Administração de Empresas, na qual investigou a representação do negro em propagandas e comerciais brasileiros.
Intitulada de "Participação e Representação Social de indivíduos afro-descendentes retratados em anúncios publicitários de revistas: 1968-2006", o projeto teve início quando sua orientadora, professora doutora Cláudia Rosa Azevedo, apresentou artigo sobre as representações sociais dos retratos afros na mídia. A partir disso, Luiz decidiu fazer sua pesquisa de mestrado baseado no tema, uma vez que já imaginava que os resultados passariam longe da verdadeira representação social que os afro-descendentes têm no Brasil, segundo dados do IBGE no último censo, 47% da população.
O principal objetivo do trabalho foi pesquisar de que forma os anúncios publicitários impressos em revistas têm retratado os indivíduos afro-descendentes, a fim de identificar possíveis progressos, retrocessos ou estabilização na forma de representações no que diz respeito aos papéis sociais desempenhados por eles dentro da mídia nacional.
Foram analisadas 1.279 propagandas dentre 76 edições de seis revistas de circulação nacional (Veja, O Cruzeiro, Exame, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Cláudia e Nova), as quais foram subdivididas em três categorias: interesse geral; economia & negócios; femininas. Também foram analisadas duas propagandas de automóveis que continham, pelo menos, um personagem afro-descendente em seu contexto.
Intitulada de "Participação e Representação Social de indivíduos afro-descendentes retratados em anúncios publicitários de revistas: 1968-2006", o projeto teve início quando sua orientadora, professora doutora Cláudia Rosa Azevedo, apresentou artigo sobre as representações sociais dos retratos afros na mídia. A partir disso, Luiz decidiu fazer sua pesquisa de mestrado baseado no tema, uma vez que já imaginava que os resultados passariam longe da verdadeira representação social que os afro-descendentes têm no Brasil, segundo dados do IBGE no último censo, 47% da população.
O principal objetivo do trabalho foi pesquisar de que forma os anúncios publicitários impressos em revistas têm retratado os indivíduos afro-descendentes, a fim de identificar possíveis progressos, retrocessos ou estabilização na forma de representações no que diz respeito aos papéis sociais desempenhados por eles dentro da mídia nacional.
Foram analisadas 1.279 propagandas dentre 76 edições de seis revistas de circulação nacional (Veja, O Cruzeiro, Exame, Pequenas Empresas Grandes Negócios, Cláudia e Nova), as quais foram subdivididas em três categorias: interesse geral; economia & negócios; femininas. Também foram analisadas duas propagandas de automóveis que continham, pelo menos, um personagem afro-descendente em seu contexto.
Resultados surpreendentes
Os principais resultados demonstrados pela pesquisa indicaram que, ao longo do recorte temporal de 38 anos, a freqüência relativa de indivíduos afro-descendentes presentes em anúncios publicitários atingiu o nível médio de 4,20%, bem diferente da representação que a população negra possui nas estatísticas brasileiras.
"Para um estrangeiro que chegasse ao Brasil, folheasse as principais revistas, assistisse a telejornais e alguns programas de entretenimento, poderia ter a nítida impressão de que aqui não existem negros, porque esta é a estética que impera em nossos meios de comunicação de massa. Por outro lado, ao sair às ruas, este mesmo estrangeiro encontraria uma situação bastante diversa daquela", relata Luiz Valério.
Contudo, ao se analisar de forma subdividida os períodos temporais é possível constatar uma tendência na participação, principalmente nos últimos 10 anos, quando atingiu freqüência de 7,18% nas publicações comerciais no ano de 2006.
Os principais resultados demonstrados pela pesquisa indicaram que, ao longo do recorte temporal de 38 anos, a freqüência relativa de indivíduos afro-descendentes presentes em anúncios publicitários atingiu o nível médio de 4,20%, bem diferente da representação que a população negra possui nas estatísticas brasileiras.
"Para um estrangeiro que chegasse ao Brasil, folheasse as principais revistas, assistisse a telejornais e alguns programas de entretenimento, poderia ter a nítida impressão de que aqui não existem negros, porque esta é a estética que impera em nossos meios de comunicação de massa. Por outro lado, ao sair às ruas, este mesmo estrangeiro encontraria uma situação bastante diversa daquela", relata Luiz Valério.
Contudo, ao se analisar de forma subdividida os períodos temporais é possível constatar uma tendência na participação, principalmente nos últimos 10 anos, quando atingiu freqüência de 7,18% nas publicações comerciais no ano de 2006.
participação inferior a 10% é um sinal de certo grau de invisibilidade social, em termos de representações sociais, pois ainda verifica-se a existência de grande hiato entre a diversificada e crescente inserção social dos indivíduos afro-descendentes e a forma como são comumente retratados em anúncios.
"Isso significa dizer que no contexto publicitário os indivíduos brancos são considerados a norma, o padrão ou o representante natural da espécie. Contudo, vivemos em uma sociedade extremamente multiétnica e, desta forma, este padrão destoa completamente da realidade. A baixa participação relativa de indivíduos afro-descendentes nas propagandas corrobora para reforçar a invisibilidade social destes indivíduos", desabafa Luiz.
"Isso significa dizer que no contexto publicitário os indivíduos brancos são considerados a norma, o padrão ou o representante natural da espécie. Contudo, vivemos em uma sociedade extremamente multiétnica e, desta forma, este padrão destoa completamente da realidade. A baixa participação relativa de indivíduos afro-descendentes nas propagandas corrobora para reforçar a invisibilidade social destes indivíduos", desabafa Luiz.
Conclusões
Dentre as principais conclusões obtidas podemos citar que além da invisibilidade, verifica-se também que a baixa participação de negros em propagandas pode causar danos ao processo de construção de identidade étnica dos indivíduos negros, sobretudo nas crianças e jovens, porque eles ficam bastante carentes de modelos em quem se espelharem. Luiz fala sobre o problema: "o que ocorre é que os modelos acabam ficando restritos a esportistas, principalmente, jogadores de futebol, ou artistas, cantores, dançarinas de escolas de samba. Em contrapartida, as crianças e jovens brancas têm a seu dispor uma miríade de possibilidades de papéis sociais, como modelos, executivos de sucesso, empresários, galã de novela, cientistas, professores, políticos, jornalistas, e por aí vai".
Outro aspecto para o qual Luiz chama atenção é que os indivíduos negros retratados em anúncios publicitários, poucas vezes são representados em contextos familiares ou afetivos. Ou seja, "enquanto a família típica dos comerciais de margarina e sabão em pó é composta de pessoas brancas, não se verifica este mesmo tipo de contextualização com afro-descendentes para divulgar produto algum", explica.
Por fim, outra análise que pode ser considerada é o fato de que os negros não estão presentes em anúncios publicitários porque não possuem poder aquisitivo. Porém, Trindade considera que a pesquisa contribui para derrubar mais este mito, na medida em que, de acordo com dados do IBGE, pelo menos 15,3% da classe média brasileira é formada por indivíduos afro-descendentes. "Não faz sentido ter-se 15,3% da classe média composta por negros e, na melhor das hipóteses, este mesmo público apresentar uma participação de apenas 7,18% dos anúncios", revolta-se.
O gráfico abaixo ilustra os principais resultados da pesquisa sob uma perspectiva temporal. Ele foi elaborado com base nos resultados da própria pesquisa de Luiz, bem como, com dados complementares obtidos junto aos trabalhos de Laura Guimarães Corrêa, em "De corpo presente: o negro na publicidade em revista"; e Joel Zito Araújo, em "A negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira"; os quais também foram fonte de consulta.
O gráfico abaixo ilustra os principais resultados da pesquisa sob uma perspectiva temporal. Ele foi elaborado com base nos resultados da própria pesquisa de Luiz, bem como, com dados complementares obtidos junto aos trabalhos de Laura Guimarães Corrêa, em "De corpo presente: o negro na publicidade em revista"; e Joel Zito Araújo, em "A negação do Brasil: o negro na telenovela brasileira"; os quais também foram fonte de consulta.
Por intermédio deste gráfico é possível observar que entre meados dos anos 60 até o início dos anos 90, a participação relativa de indivíduos afro-descendentes em propagandas oscilou entre 0% e 3%. A partir de meados de 1990 esta participação atingiu patamares da ordem de pouco mais de 6% e, por fim, entre 2004 e 2006 ficou entre 7% e 8%.
De acordo com Trindade, considerando-se os últimos quinze anos é possível verificar uma tendência de crescimento em termos de participação relativa, embora ainda seja inferior a 10%.
De acordo com Trindade, considerando-se os últimos quinze anos é possível verificar uma tendência de crescimento em termos de participação relativa, embora ainda seja inferior a 10%.
Cotas com cheiro de queimado
Tem cheiro de queimado esse projeto (PLC 180/2008) que dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e instituições federais de ensino técnico de nível médio, recém chegado ao Senado da República para ser votado à toque de caixa, no apagar das luzes da atual legislatura, vésperas de recesso parlamentar.
Trata-se de um frankstein montado pela Câmara dos Deputados, que desfigura e descaracteriza completamente o PL 73/99, que tramitava na Casa e que tinha a grande virtude de combinar a questão social, tão a gosto de certos setores arredios ao enfrentamento da nefasta herança do racismo na realidade brasileira, mas reconhecia a necessidade de ações afirmativas e de cotas para superar o abismo da desigualdade que tem raízes profundas nos quase 400 anos de escravismo e 120 de racismo pós-abolição.
Trata-se de um frankstein montado pela Câmara dos Deputados, que desfigura e descaracteriza completamente o PL 73/99, que tramitava na Casa e que tinha a grande virtude de combinar a questão social, tão a gosto de certos setores arredios ao enfrentamento da nefasta herança do racismo na realidade brasileira, mas reconhecia a necessidade de ações afirmativas e de cotas para superar o abismo da desigualdade que tem raízes profundas nos quase 400 anos de escravismo e 120 de racismo pós-abolição.
O projeto, como apresentado originalmente, era simples: reservava 50% das vagas para estudantes da escola pública e entre esses 50%, fixava uma cota para negros e indígena proporcional a presença desses segmentos em cada Estado.
Com uma velocidade espantosa - o que já por si só desperta suspeitas -, chegou-se a um acordo de lideranças para aprovar o projeto, parado desde 1.999, com um detalhe que o transformou numa medida de caráter universalista, geral, que introduz novas regras no acesso às Universidades brasileiras.
A Emenda Paulo Renato, que estabelece a reserva de 50% das vagas para alunos de famílias com renda per capita de, no máximo, 1,5 salários mínimos, de uma tacada só, inviabiliza o mérito maior da proposta, se é que não a torna impraticável, na hipótese de vir a ser aprovado como está pelo Senado.
A razão é mais do que simples. O frankstein, se interpretado de um jeito, descaracteriza a adoção de cotas como medida reparatória – a velha dívida que até mesmo os conservadores reconhecem no discurso, mas que são incapazes de saldá-la na prática. Por essa interpretação, os 50% de pretos, pardos e indígenas terão que fazer parte das famílias que ganham, em valores de hoje, até R$ 622,50 per capita.
Ou seja, teremos aí dois tipos de negros: o negro pobre e o negro mais ou menos, remediado, ou lá o que seja. Como se a pobreza no Brasil, não fosse, dois terços dela, negra como atestam todos os indicadores – do IPEA, do Governo Federal (de Lula), a Fundação Seade (de Serra).
Daqui prá frente, nós, que defendemos ações afirmativas e cotas, teremos que justificar a redundância: que as cotas que defendemos são só para negros pobres, o que significa jogar para o alto nossas bandeiras históricas por reparação. Também por aí fica subentendido que o Brasil não pode ter uma classe média negra. Classe média branca, pode. Negra, não.
Só pode ter negro objeto da caridade pública.
Os outros 50% das melhores universidades estarão à disposição dos filhos de menos de 2% da elite endinheirada.
Todo mundo sabe como é o nome que se dá a isso: Racismo. Sim, senhores, é o velho Racismo de guerra que diz que negro não pode. Só se for pobre. Porque se for pobre deixa de ser negro e qualquer esmola resolve o problema de consciência das elites bem posicionadas.
É esse o acordo que o Frei David Raimundo dos Santos defende? Se for esse acordo, Frei David, nós dizemos: NÃO. Nós temos a coragem de dizer NÃO. Nada temos a ver com os seus acordos, com o Governo. Nada temos a ver com a sua visão messiânica da luta política por igualdade no Brasil; nada temos a ver com os seus bajuladores toscos, com os seus patrulheiros de plantão defensores de interesses corporativos, com os seus apoiadores – de fora e dentro do Governo – que não lhe dizem o que pensam, apenas por respeito ao hábito.
Esse tipo de acordo não representa nenhum avanço na luta por igualdade no Brasil, paraíso da desigualdade. É apenas o que é: submissão, rendição, ou o adjetivo que se queira dar.
A bandeira das ações afirmativas – das quais as cotas são apenas uma espécie – nada tem a ver com a questão econômica como pretendida pelos tucanos e por Paulo Renato. Tem a ver com a reparação histórica que esse país nos deve pelo fato de, durante quase 400 nossos antepassados escravizados não terem podido botar seus filhos na escola, e é isso que explica a desvantagem que enfrentamos hoje. E não por que sejamos menos inteligentes, menos capazes.
Somos pobres porque somos negros, porque tivemos contra nós quase quatro séculos de escravidão e mais 120 anos de racismo pós-abolição. Portanto, qualquer medida que omita, que escamoteie essa verdade - seja a que pretexto for -, não nos serve, porque é simplesmente uma forma de ilusionismo de quem pretende que nos contentemos com migalhas.
Se, no entanto, a interpretação que prevalecer for outra – a de que, além dos 25% que terão acesso por pertenceram a camada mais pobre – a reserva será dos pretos, pardos e indígenas proporcionalmente a sua representação em cada Estado, aí estaremos diante de um cruel engodo.
O projeto é absolutamente impraticável, inócuo. Só a tolos e ou incautos pode ter passado despercebido a evidência de que não terá efeito algum. O artigo 3º diz: “Em cada instituição federal de ensino superior, as vagas de que trata o art. 1º desta Lei serão preenchidas, por curso e turno, por autodeclarados negros, pardos e indígenas, no mínimo igual à proporção de negros, pardos e indígenas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.Parágrafo único. “No caso de não-preenchimento das vagas segundo os critérios estabelecidos no caput deste artigo, aquelas remanescentes deverão ser completadas por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas”.
Façamos as contas para que não reste dúvida. Em apenas dois Estados do Brasil – Santa Catarina e Rio Grande do Sul – a proporção de negros, pardos e indígenas é inferior aos 25% por cento. Nos outros 24 Estados e mais no Distrito Federal, a proporção de negros é sempre maior. Paraná e São Paulo são os dois Estados com menor presença negra depois de Santa Catarina e Rio Grande do Sul – 25,8% e 30,9%, respectivamente-; como se vê, proporções superiores aos 25%.Portanto, em apenas dois Estados o tal projeto – se aprovado - poderia ser aplicado e, mesmo assim, sem conseqüências práticas, porque terá chegado tarde, uma vez que as próprias Universidades, como de resto outras 60 no Brasil, andaram mais rápido que este Estado paquidérmico. Tanto no Rio Grande, quanto em Santa Catarina, por decisão dos Conselhos Universitários já foram adotadas cotas para negros e indígenas na proporção que varia de 10% a 20%, portanto, equivalente ou bem próximo, a presença desses segmentos na população.
Para que não se diga como sempre fazem alguns afoitos que esse tipo de argumento é coisa da direita, da Oposição ou “das elites”, vejam o que diz a senadora líder do PT, Ideli Salvati. “Agora o Paulo Renato introduziu o ingrediente de renda, que, além de bagunçar todo o texto, acaba colocando um condicionante que à primeira vista é justo, mas na prática se torna restritivo.
Os critérios de renda e raça já estão contemplados no meu projeto".Observem o que diz o senador e ex-ministro da Educação do Governo Lula, Cristovam Buarque. "A versão anterior é melhor porque é mais simples. Ao dar cota à escola pública, a gente vai ajudar a escola pública a melhorar.
Agora, as cotas para renda são ilusórias. Vão beneficiar apenas os raríssimos alunos pobres que chegaram ao ensino médio e vão passar a idéia de que resolveram os problemas dos pobres: "eles já entram na universidade, então não preciso melhorar o ensino básico e médio". Por tudo isso, a pergunta que fica é uma só: a quem a Câmara dos Deputados pretendeu enganar? A quem, certos líderes negros – e os bajuladores de plantão – querem iludir? Com a palavra o Senado da República.
São Paulo, 16/12/2008
São Paulo, 16/12/2008
Fonte: Dojival VieiraJornalista Responsável
Registro MtB: 12.884 -
Proc. DRT 37.685/81
Email: dojivalvieira@hotmail.com; abcsemracismo@hotmail.com
Carta de ativista cubano a Raul denuncia racismo na Ilha

Salvador – Na Cúpula da América Latina e Caribe que terminou nesta quarta-feira (17/12), na Costa do Sauípe, Salvador, com a presença do presidente cubano, Raul Castro, o professor Carlos Moore– um velho combatente anti-racista acusado de subversão racial pelo regime - fez chegar ao dirigente cubano, Carta Aberta em que denuncia que ”até o dia de hoje, a população de raça negra, majoritária no país, está confinada a jogar um papel de subalternidade”. A população negra na Ilha é calculada entre 62% e 64% dos cubanos, porém, os negros estão ausentes dos principais cargos do Partido Comunista e da direção do Estado.
O fato foi ignorado pela mídia. Nenhum veículo de comunicação que cobriu a Cúpula, com dezenas de repórteres de todo o mundo, repercutiu a denúncia.”Cuba é um país onde uma revolução conseguiu derrubar os velhos privilégios de uma oligarquia republicana corrupta e submissa ao estrangeiro, mas onde, até o dia de hoje, a população de raça negra, majoritária no país, está confinada a jogar um papel de subalternidade.
As honrosas exceções negras que ascendem à cúpula do poder o fazem unicamente com o beneplácito da elite dominante, predominantemente de origem européia, e confirmam assim a realidade, também dominante, baseada na subalternidade da raça negra em Cuba, depois de meio século de revolução socialista. Essa é a realidade. E negá-la seria persistir na Grande Mentira”, afirma o professor e etnólogo, autor de vários livros sobre a temática racial, que vive há sete anos exilado em Salvador.
Moore trabalhou como segurança e tradutor de Malcom X, o líder negro norte-americano, no último período de sua vida, em novembro de 1.964. Só pode voltar à Ilha com autorização especial do Estado, e está refugiado no Brasil, depois de viver o exílio em países como Egito, França, Nigéria, Senegal, Jamaica, Guadalupe e Trinidad Tobago.
Na Carta, além de pedir a reabilitação de todas as figuras históricas e pensadores negros proscritos e ou silenciados ao longo da história de Cuba, antes e depois da Revolução, Moore propõe o estabelecimento de um estado social de direito como pré-condição do exercício democrático da cidadania cubana; prescrição de todas as práticas discriminatórias, sejam de natureza política, de gênero, de raça, de orientação sexual ou de confissão religiosa; libertação de todos os presos políticos em Cuba e dos presos de consciência”, como medida a ser adotada paralelamente ao levantamento do embargo pelos Estados Unidos, o que se espera que acontece no Governo Obama. “Seria hipócrita e imoral pedir o cessar do embargo/bloqueio que os Estados Unidos injustamente impuseram a Cuba, sem que os dirigentes de Cuba se comprometam, também, a levantar o embargo/bloqueio que o regime revolucionário impôs à população majoritária do país desde o início da Revolução. Ambos os embargos/bloqueios devem ser levantados, simultaneamente, sem pré-condições de nenhum dos dois lados.
Em dezembro do ano passado, em entrevista a Afropress, Moore, depois de contar os sofrimentos que teve de enfrentar após a Revolução, se disse mais otimista com o afastamento de Fidel e chegada de Raul ao poder. “Depois de 48 anos de repressão, sob essa questão está tomando essa direção sob Raul Castro.
O regime passou a admitir discutir o tema do racismo, porém, apenas entre os quadros do Partido Comunista, que representa somente 5% dos cubanos”. Não se atreve a discutir esse tema na sociedade.”, disse na entrevista que foi postada em 03 de dezembro do ano passado (veja matéria completa com a entrevista de Carlos Moore no http://www.afropress.com.br/).
Negros já são maioria no Brasil, diz IPEA
Brasília – Os negros brasileiros já correspondem a 49,8% da população de acordo com a terceira edição da Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Na população masculina, porém, já são maioria desde 2.005, representando 51,1% da população contra 48,1% dos brancos. Entre as mulheres há a tendência de crescimento, porém, as negras ainda são minoria – 48,5% contra 50,6% da população branca.
A pesquisa realizada em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD 2007), mostra que de 1.993 a 2007, a população negra era 45,1%.
Para os pesquisadores o aumento da população negra no país não é causado por uma maior taxa de natalidade, mas ao auto-reconhecimento das pessoas como negras.
A ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres, lembrou que a política de cotas tem sido um elemento absolutamente importante para o crescimento dessa auto-afirmação.
A pesquisa também mostrou que apenas 15% dos negros têm plano de saúde, contra 33% dos brancos, e que são de apenas 76% os domicílios chefiados por negros que tem esgotamento sanitário contra 88% dos domicílios chefiados por brancos.
Fonte: www.afropress.com.br
Primeira negra assume Tribunal em SC
Florianópolis/SC - A juíza Maria Aparecida Caitano se tornará, a partir do dia (17/12), a primeira negra a tomar posse no cargo de juíza Togada do Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina.
A solenidade acontece, às 17h30, na sala de sessões do Tribunal Pleno. A juíza ocupará a vaga deixa pela morte do juiz Marcus Pina Mugnaini, em setembro passado, quando se encontrava na presidência do TRT catarinense. A data da posse foi escolhida por Caitano como uma homenagem ao juiz Marcus que completaria 60 anos nesta quarta-feira.
A indicação da primeira juíza negra a assumir o Tribunal foi feita pelos juízes do Pleno em 20 de outubro. “Sinto muito orgulho por ser a primeira juíza negra a fazer parte do Pleno do TRT”, afirmou.
Maria Aparecida Caitano nasceu em Cambará, Paraná, e graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo, em 1.970. Concluiu mestrado em Direito do Trabalho pela mesma Universidade em 2.002, tendo como orientador o jurista Sérgio Pinto Martins.
O título de sua dissertação de Mestrado foi “Direito do Trabalho x Direito ao Trabalho: Crise de Desemprego.Ela ingressou na magristratura em 1.987 no TRT do Pará e, posteriormente, mediante concurso, passou a atuar em Santa Catarina em novembro do mesmo ano. Antes de ser juíza, exerceu o magistério de primeiro grau, a Advocacia e, por fim, a função de oficial de Justiça na 9ª VT de São Paulo. No TRT de Santa Catarina, atua como juíza convocada há 16 anos. Desde 1.993, vinha exercendo a titularidade da 3ª VT de Florianópolis.
A solenidade acontece, às 17h30, na sala de sessões do Tribunal Pleno. A juíza ocupará a vaga deixa pela morte do juiz Marcus Pina Mugnaini, em setembro passado, quando se encontrava na presidência do TRT catarinense. A data da posse foi escolhida por Caitano como uma homenagem ao juiz Marcus que completaria 60 anos nesta quarta-feira.
A indicação da primeira juíza negra a assumir o Tribunal foi feita pelos juízes do Pleno em 20 de outubro. “Sinto muito orgulho por ser a primeira juíza negra a fazer parte do Pleno do TRT”, afirmou.
Maria Aparecida Caitano nasceu em Cambará, Paraná, e graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo, em 1.970. Concluiu mestrado em Direito do Trabalho pela mesma Universidade em 2.002, tendo como orientador o jurista Sérgio Pinto Martins.
O título de sua dissertação de Mestrado foi “Direito do Trabalho x Direito ao Trabalho: Crise de Desemprego.Ela ingressou na magristratura em 1.987 no TRT do Pará e, posteriormente, mediante concurso, passou a atuar em Santa Catarina em novembro do mesmo ano. Antes de ser juíza, exerceu o magistério de primeiro grau, a Advocacia e, por fim, a função de oficial de Justiça na 9ª VT de São Paulo. No TRT de Santa Catarina, atua como juíza convocada há 16 anos. Desde 1.993, vinha exercendo a titularidade da 3ª VT de Florianópolis.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Mulheres negras ganham menos

Levando-se em consideração o recorte de raça, o quadro de desigualdade se agrava. As mulheres negras são as que ganham menos, registram as maiores taxas de desemprego, as menores de emprego formal (com carteira) e formam o maior contingente de domésticas. Ser empregada doméstica ainda é no Brasil do século 21 o emprego mais comum para a mulher negra. A cada cinco negras, uma é doméstica. Para a mulher branca, essa proporção diminui para uma doméstica em cada oito com trabalho remunerado.
Também a pobreza é um flagelo maior para os domicílios de famílias negras. Entre os beneficiados do Programa Bolsa Família, 69% dos domicílios têm chefe de família negro e 31%, branco.
O "Retrato das desigualdades de gênero e raça" analisa microdados coletados pelo IBGE nos últimos 14 anos (Pnads de 1993 a 2007).
Um livro, um CD estatístico (com a série histórica nacional e por região) e um cartaz resumo compõem esta terceira edição da pesquisa, que mostra os números mais completos e mais recentes sobre o perfil da população brasileira a partir de recortes de gênero e raça/cor.
Também a pobreza é um flagelo maior para os domicílios de famílias negras. Entre os beneficiados do Programa Bolsa Família, 69% dos domicílios têm chefe de família negro e 31%, branco.
O "Retrato das desigualdades de gênero e raça" analisa microdados coletados pelo IBGE nos últimos 14 anos (Pnads de 1993 a 2007).
Um livro, um CD estatístico (com a série histórica nacional e por região) e um cartaz resumo compõem esta terceira edição da pesquisa, que mostra os números mais completos e mais recentes sobre o perfil da população brasileira a partir de recortes de gênero e raça/cor.
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