Esta confirmado a 12ª edição do concurso que escolhe os Mais Belos Negros de Cachoeira do Sul, evento esse que tem por objetivo Valorizar a beleza da Mulher e do Homen Negro em todos os níveis e sentido;
Inserir no calendário de eventos municipais, esta promoção da raça negra, como forma de reconhecimento da contribuição Cultural do afro descendente para a construção da Nação Brasileira, para isso o Grêmio Nautico Tamandaré receberá na noite de 13 de Outubro um grande numero de afrodescendentes e simpatizantes da cultura para um dos maiores eventos consagrados da região central do RS refernte a cultura afro.
REGULAMENTO
CONCURSO MAIS BELA NEGRA 2012
1 - Fica instituído pela Associação Cachoeirense da Cultura Afro Brasileira – ACCA , e por este regulamento o concurso Mais Bela Negra 2012.
2 – O concurso Mais Bela Negra de Cachoeira do Sul 2012, tem como objetivos:
a – Valorizar a beleza da Mulher Negra em todos os níveis e sentido;
b – Inserir no calendário de eventos municipais, esta promoção da raça negra, como forma de reconhecimento da contribuição cultural do afro descendente para a construção da Nação Brasileira;
3 – O concurso Mais Bela Negra 2012, de Cachoeira do Sul, será realizado no dia 13 de Outubro de 2012, Sábado, a partir dás 23:00 horas, no Grêmio Náutico Tamandaré, sito a rua Júlio de Castilhos, 254, Centro;
4 – As candidatas obrigatoriamente, deverão representar entidades culturais, sociais, desportivas, ou de classes, etc....
5 – Cada entidade, poderá inscrever até 03 (três) candidatas, mediante preenchimento da ficha de inscrição (individual), a disposição na sede da ACCA.
6 – Poderão participar do concurso, candidatas que tenham idade mínima 14 anos, completados até o dia do concurso, satisfazendo os demais requisitos abaixo, sob pena de ser impugnada a sua inscrição:
- Ser Brasileira;
- Ser Negra (afro-descendente);
- Residir no Município no mínimo a 01 (um) ano;
- Ser Solteira, que jamais tenha sido casada, ainda que em casamento presentemente anulado, e nunca ter tido filhos;
- Ter Reputação Ilibada;
- Gozar de perfeita Saúde.
7 – A candidata menor de 18 (dezoito) anos, deverá ter autorização dos pais ou responsáveis para poder participar do concurso.
8 – O local para realizar as inscrições é a sede da ACCA, diariamente, em horário comercial.
9 – O prazo para as inscrições, impreterivelmente encerra ás 21:00 horas do dia 02 de Outubro do corrente ano.
10 – Os requisitos para avaliação dos jurados, neste concurso são os seguintes:
- Beleza......................................................25 pontos
( a critério do avaliador)
- Conhecimentos Gerais.............................20 pontos
(cultura afro brasileira e cultura geral)
-Desfile.......................................................10pontos
(postura/elegância/desenvoltura)
- Comunicação............................................10 pontos (desembaraço/conhecimentos e emprego da linguagem)
- Traje Afro.................................................15 pontos
(fidelidade/originalidade)
- Coreografia................................................20 pontos
(harmonia/graça/leveza)
Total.......................................................100 pontos
11 – O desfile será realizado em trajes:
a) Social – vestido longo ou de festa e sandálias de salto.
b) Afro – de pés descalços (modelo da candidata)
Observação .... O tempo máximo para uso de desfile da candidata, será de 2min e 30 segundos de coreografia na passarela. Se ultrapassar o tempo estipulado será desclassificada e a musica interrompida.
12 – Cada candidata deve levar seu tamboreiro, CD ou a fita cassete, com sua música preferida para a execução na sua apresentação.
13 – Cada apresentação deverá ter um nome.
14 – A classificação será:
- Vencedora = Mais Bela Negra
- 1ª e 2ª Princesa
- Simpatia
15 – Para a vencedora (Mais Bela Negra), será oferecido o prêmio escolhido pela Diretoria, transporte com direito a acompanhante e ajuda de custo para o traje de sua participação como representante do Município e da ACCA, no concurso Estadual em Santa Cruz do Sul no dia 06 de Novembro de 2012.
16 – As demais classificadas, receberão, faixas, flores e brindes;
17 – As demais candidatas vencedoras do concurso, terão o compromisso por 01 (um) ano para representar a ACCA sempre que convocadas pela diretoria, não podendo fazê-lo sem a autorização desta, em hipótese alguma.
18 – A Mais Bela Negra, Princesas e a Simpatia, eleitas, não poderão concorrer novamente, assim como as candidatas que já concorreram, até que já se tenha passado 01 (um) ano da participação.
19 – As despesas com maquiagem, penteados e as demais decorrentes da apresentação das candidatas, serão do clube, entidade ou associação que ela representa, ou da própria candidata.
20 – A ACCA, constituirá a comissão julgadora formada por um numero impar de jurados, sendo todos pessoas idôneas , com indiscutível poder de avaliação.
21 – Os pais (pai e mãe) das candidatas e tão somente eles, terão entrada franca no baile.
22 – Convites e Mesa:
- Os convites antecipados, estarão sendo vendidos na Sede da ACCA, ao preço de R$ 15,00
No dia do evento o ingresso custará R$ 20,00
23 – Fica estipulado que a partir da inscrição, a candidata estará a disposição da comissão organizadora do concurso, devendo tomar conhecimento da agenda previamente estipulada e participando de todas as atividades atinentes ao evento.
Observação: Os horários deverão ser observados rigorosamente, sob pena de perda de pontos pelas candidatas.
Parágrafo Único. Caberá a organização do evento, a resolução de qualquer fato atípico que venha a surgir no decorrer do concurso, dando ciência a Diretoria a quem cabe tomar as medidas cabíveis.
OBS: PARA CANDIDATOS MASCULINOS O REGULAMENTO DIFERE ALGUNS ARTIGOS( entrar em contato com a organização)
Cachoeira do Sul, RS, 15 de Agosto de 2012.
Luciano Ramos
Presidente ACCA
INFORMAÇÕES: 51-99954957, 51-89152582
EMAILS: accaafro@ibest.com.br, ramosluciano_73@yahoo.com.br
Quem sou eu
- ASSOCIAÇÃO CACHOEIRENSE DA CULTURA AFRO BRASILEIRA
- Cachoeira do Sul, Rs, Brazil
- Fundada em 19 de Junho de 2000, com objetivo de pesquisar, resgatar e incentivar a cultura e os costumes da raça negra através de atividades recreativas,desportivas e filantrópicas no seio no seu quadro social da comunidade em geral, trabalhar pela ascensão social, econômica e politica da etnia negra, no Municipio, Estado e no Pais.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Madruga Lanches: * Lanches:Xis Salada - R$: 6,00Xis Calabresa - R...
Madruga Lanches: * Lanches:
Xis Salada - R$: 6,00
Xis Calabresa - R...: * Lanches: Xis Salada - R$: 6,00 Xis Calabresa - R$: 8,00 Xis Coração - R$: 8,00 Xis Frango - R$: 7,00 Xis Bacon - R$: 8,00 Xis Bomba - ...
Xis Salada - R$: 6,00
Xis Calabresa - R...: * Lanches: Xis Salada - R$: 6,00 Xis Calabresa - R$: 8,00 Xis Coração - R$: 8,00 Xis Frango - R$: 7,00 Xis Bacon - R$: 8,00 Xis Bomba - ...
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Gabrielle Douglas- a primeira negra campeã olímpica individual
Com apenas 16 anos e 1,50 m, ela quebrou uma barreira em um esporte
dominado tradicionalmente por ginastas do leste europeu e por
norte-americanas brancas. Antes dela, houve Dominque Dowes, primeira
ginasta negra a ganhar um ouro olímpico, na disputa por equipes, em
1996. Gabrielle liderou a competição desde o primeiro aparelho quando fez um salto sobre o cavalo cravado que lhe deu a nota 15,966. Teve o terceiro melhor desempenho nas barras assimétricas, o que a manteve na ponta. E, na trave, executou um salto com giro do corpo sem erros e também conseguiu a melhor nota.
Sem cometer erros graves no solo, ela conseguiu somar um total de 62,232. Ainda faltava a apresentação da russa Victorina Komova. Seu desempenho foi melhor do que o de Gabrielle, mas não o suficiente para superar a distância entre as duas. No total, ela somou 61,973.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/1130420-pela-primeira-vez-uma-ginasta-negra-se-torna-a-melhor-de-uma-olimpiada.shtml
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Cultura Afro na Região
O projeto tem como maior objetivo oferecer aos alunos e comunidade escolar múltiplas oportunidades de engajar-se em atividade que objetivam a valorização da vida, o resgate e cultivo de valores, bem como aprofundar seus conhecimentos referentes à história africana e cultura afro-brasileira.
Na abertura do projeto, professores, alunos e funcionários participaram de uma palestra ministrada pela professora Lair Vidal,(foto) de Cachoeira do Sul, que repassou seus conhecimentos sobre afrodescendência e cultura afro-brasileira. A professora abordou temas como a origem, costumes, heranças na culinária, música e dança. "O vocábulo ‘escravos’ não é adequado a esta etnia, que de forma corajosa e batalhadora ajudou a construir nosso país", disse. "Devemos nos referir aos negros que ajudaram a escrever a história do Brasil orgulhosamente como mão de obra qualificada, e não como escravos", acrescentou.
A professora ainda ressaltou que a riqueza do país está justamente na grande mistura de etnias e culturas que torna o brasileiro um povo especial.
Fonte: www.jornaldopovo.com.br
quarta-feira, 18 de julho de 2012
E-mail Orkut Mandela completa 94 anos e recebe cumprimentos de líderes internacionais
Icone da luta contra o apartheid e ex-presidente da África do Sul,
Nelson Mandela completou 94 anos nesta quarta-feira e recebeu inúmeras
mensagens de carinho por parte sul-africanos, além de felicitações de
líderes internacionais, como o presidente dos Estados Unidos, Barack
Obama.Mandela passou seu aniversário ao lado de familiares em sua residência de Qunu, lugar onde viveu na infância.
Para a comemoração, seus pratos favoritos foram preparados, como dobradinha com purê e uma torta, de acordo com o jornal sul-africano "Sowetan".
Em Mvezo, local de nascimento do ex-presidente e localizado a cerca de 20 quilômetros de Qunu, o neto Madla Mandela contou que seu avô está "bem e feliz".
Em todo país, milhares de sul-africanos participaram do Dia Internacional de Nelson Mandela, estabelecido pela ONU em 2009 e que pede que todos os cidadãos se dediquem a causas sociais durante 67 minutos de seu dia.
Trata-se de um minuto para cada ano que Mandela, prêmio Nobel da Paz de 1993, dedicou a lutar pela igualdade racial e pelo fim do regime segregacionista do apartheid, imposto pela minoria branca sul-africana até 1994.
Antes do início das aulas, 12,5 milhões de alunos entoaram o "parabéns pra você" em homenagem a Mandela, uma cena que se repetiu também em centros de trabalho e áreas comerciais.
Em Soweto, antigo reduto de negros de Johanesburgo onde Mandela morou antes e após a prisão, cem alunos da escola primária de Batsogile também homenagearam Tata (Papai) Madiba, como é conhecido popularmente no país.
"É meu pai. Eu o agradeço muito tudo o que fez por mim e pela África do Sul", disse um dos alunos do centro escolar.
A escola de Batsogile fez parte do programa do Departamento de Educação Básica para a reabilitação de 94 colégios. Dezenas de voluntários dedicaram os 67 minutos à plantação de árvores, à entrega de calçados para os alunos e à pintura exterior do colégio de Batsogile.
Tata Madiba também recebeu felicitações do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que está na China.
Já Obama destacou que Mandela "mudou a história, transformando seu país, seu continente, e o mundo", e ressaltou o "compromisso" com a democracia, que ainda inspira os que "lutam pela dignidade, justiça e liberdade".
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o ex-presidente americano Bill Clinton também enviaram felicitações a Nelson Mandela.
Clinton e sua filha Chelsea visitaram Mandela em sua residência de Qunu, na terça-feira, após participarem de um ato na escola de No-Moscow, a poucos metros da casa do ex-líder.
Em uma foto publicada na rede social Twitter por um de seus netos, Mandela estava sentado em uma poltrona junto ao ex-presidente americano, coberto por uma grossa manta de lã.
O ex-mandatário, que tinha deixado Qunu no começo do ano para voltar a Johanesburgo, foi internado em janeiro para passar por uma laparoscopia.
"Devemos nos sentir com sorte por podermos respirar o mesmo ar que Mandela", disse o ministro sul-africano Tokyo Sexwale em um ato realizado no Museu de Nelson Mandela de Qunu.
Mandela se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul após ganhar as primeiras eleições multirraciais do país, em 1994.
Sua mensagem de reconciliação e convivência entre raças, que tornou possível a transição para uma África do Sul democrática, lhe rendeu o prêmio Nobel da Paz em 1993, que recebeu junto ao então presidente sul-africano, Frederik Willem de Klerk. EFE.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de abril de 2012
A História ainda é uma bola de ferro que os descendentes dos escravos
arrastam pelos tornozelos. Os efeitos nocivos da escravidão continuam
afetando os bisnetos de suas vítimas diretas.
Eu (n.1974) cursei o ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho, o médio na Escola Americana do Rio de Janeiro e, depois, História no IFCS/UFRJ ('99) porque meu pai cresceu em Botafogo, fez o ensino médio no Colégio Andrews e se formou bacharel em Economia ('70) pela mesma UFRJ.
Meu pai (n.1946) estudou na UFRJ porque meu avô estudou engenharia no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atual Universidade Federal de Itajubá ('38) e trabalhou durante muitos anos para a Chesf (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco), inclusive nas obras do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso.
Meu avô (n.1909) foi engenheiro porque meu bisavô (n.1876) saiu do Mato Grosso (onde seu pai, veterano do Paraguai, estava servindo desde a guerra) pra estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde foi comandante-aluno de 1897, depois formando-se engenheiro militar, participando do episódio dos 18 de Forte e reformando-se coronel.
Em 1888, com 12 anos de idade, meu bisavô estudava na capital do Império, em um dos melhores colégios públicos do país, com bolsa integral, soldo e emprego garantido após a formatura.
Se, ao invés disso, nesse mesmo ano, ele tivesse sido libertado (leia-se posto pra fora de casa) com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?
Sem esse capital socio-econômico e cultural acumulado pelo meu bisavô em 1888 (para não irmos mais longe), onde teria ido parar a cadeia de acontecimentos que desembocou na minha vida? Estaria eu, nesse momento, sadio e medindo 1,80m, cursando um doutorado em Nova Orleans e escrevendo essas linhas? Dentre minhas realizações, quantas são exclusivamente por mérito meu e quantas são consequência direta da vida privilegiada que eu e meus antepassados levamos? Que tipo de dívida EU tenho com as pessoas que não tiveram tanta sorte? Será ético simplesmente dizer "sorte minha, azar deles, e foda-se, hoje já nivelou tudo e no vestibular todos têm chances iguais"?
Dado que os efeitos nocivos da escravidão ainda se fazem sentir na pele dos descendentes das vítimas, não é tarde demais para serem indenizados pelo Estado.
E as cotas são um bom começo.
Fonte: Alex Castro
http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/cotas-para-negros/13936-o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/cotas-para-negros/13936-o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas
Eu (n.1974) cursei o ensino fundamental no Colégio Santo Agostinho, o médio na Escola Americana do Rio de Janeiro e, depois, História no IFCS/UFRJ ('99) porque meu pai cresceu em Botafogo, fez o ensino médio no Colégio Andrews e se formou bacharel em Economia ('70) pela mesma UFRJ.
Meu pai (n.1946) estudou na UFRJ porque meu avô estudou engenharia no Instituto Eletrotécnico de Itajubá, atual Universidade Federal de Itajubá ('38) e trabalhou durante muitos anos para a Chesf (Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco), inclusive nas obras do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso.
Meu avô (n.1909) foi engenheiro porque meu bisavô (n.1876) saiu do Mato Grosso (onde seu pai, veterano do Paraguai, estava servindo desde a guerra) pra estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde foi comandante-aluno de 1897, depois formando-se engenheiro militar, participando do episódio dos 18 de Forte e reformando-se coronel.
Em 1888, com 12 anos de idade, meu bisavô estudava na capital do Império, em um dos melhores colégios públicos do país, com bolsa integral, soldo e emprego garantido após a formatura.
Se, ao invés disso, nesse mesmo ano, ele tivesse sido libertado (leia-se posto pra fora de casa) com a roupa do corpo, analfabeto e despreparado, sem conhecer pai e mãe, desprovido de qualquer poupança ou bens*, teriam seus descendentes estudado nas melhores escolas e universidades do país e feito parte da elite brasileira?
Sem esse capital socio-econômico e cultural acumulado pelo meu bisavô em 1888 (para não irmos mais longe), onde teria ido parar a cadeia de acontecimentos que desembocou na minha vida? Estaria eu, nesse momento, sadio e medindo 1,80m, cursando um doutorado em Nova Orleans e escrevendo essas linhas? Dentre minhas realizações, quantas são exclusivamente por mérito meu e quantas são consequência direta da vida privilegiada que eu e meus antepassados levamos? Que tipo de dívida EU tenho com as pessoas que não tiveram tanta sorte? Será ético simplesmente dizer "sorte minha, azar deles, e foda-se, hoje já nivelou tudo e no vestibular todos têm chances iguais"?
Dado que os efeitos nocivos da escravidão ainda se fazem sentir na pele dos descendentes das vítimas, não é tarde demais para serem indenizados pelo Estado.
E as cotas são um bom começo.
Fonte: Alex Castro
http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/cotas-para-negros/13936-o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/educacao/cotas-para-negros/13936-o-peso-da-historia-a-escravidao-e-as-cotas
quarta-feira, 21 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Racismo à portas fechadas termina em delegacia paulista.
Um grupo de humoristas racistas, reúne-se para um show em São Paulo. Convidam simpatizantes do racismo, que assinam um termo de compromisso, em não denunciarem a série de crimes, que irão perpetrar ao vivo, com suas piadas contra a constituição brasileira, que através da lei 7716, diz em seu artigo 1º: Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.O Músico foi até uma delegacia, e como sempre o delegado comandou a turma do “deixa disso”. Mais uma vez um negro no Brasil é duplamente discriminado. Discriminado quando é vítima de racismo e discriminado quando vai dar queixa. Este é mais um caso para o ministério público assumir.
Esqueceram-se de avisar ao músico negro Raphael Lopes, que acompanhava o show, sobre o “ACORDO RACISTA À PORTAS FECHADAS”.
O fato-crime: o “humorista” racista Felipe Hamachi, mostrava como prova que AIDS não era transmitida através de macacos, o fato de “transar” todo dia com um macaco–o foco de luz dirige-se para o músico negro e todos riem, só o músico negro, não –.
Esses caras tem mais é que levar um processo, que mexa na parte mais sensível de seus CORPOS racistas, que são os seus bolsos. Imaginem um torturador pedindo ao preso que assine que tortura é brincadeira ou um estuprador apresentando um documento assinado pela vítima dizendo-se –”NÃO OFENDIDA”—. É O FIM DA PICADA! Marcos Romão
Assista o depoimento do Raphael http://r7.com/2DRL
A seguir leiam o editorial de nossa co-irmã, a Afropress.
Basta de humor fascistóide. Não passarão!
Um grupo de pseudo-humoristas sem nenhum talento, com tendências claramente fascistóides resolveu que negros, portadores de deficiência, mulheres, crianças e homossexuais, em suma, os setores sociais mais vulneráveis, tem uma única função: servir de alvo para a expressão da sua mediocridade e da sua total falta de noção quanto aos limites da vida em sociedade e num Estado Democrático de Direito.
O mais recente caso envolvendo o músico Raphael Lopes, comparado a um “macaco” no show de horrores promovido numa casa noturna de S. Paulo, pelo pseudo comediante Felipe Hamachi, expõe e revela que estamos diante, não apenas de uma piada racista (sem a menor graça como toda piada, que tem como fim botar no lixo a dignidade humana) mas de um fenômeno político que se manifesta nesse tipo de humor com traços abertamente fascistóides e nazistóides.
Seu objetivo é depreciar a condição humana, é naturalizar a violência contra negros e demais setores vulneráveis, é banalizar o que há de essencial na vida. Negros, portadores de deficiência, mulheres, crianças são transformados, nesse contexto, na escória, cuja única utilidade é servir de matéria prima do riso fácil para meninos bem-nascidos. É fascistóide precisamente por isso.
É covarde, porque seu alvo são os discriminados, numa sociedade capitalista que se alimenta da exploração e da exclusão.
Por isso quando um certo Bruninho Mano, no mesmo referido bizarro show, afirma que “é melhor comer uma criancinha de 5 anos do que uma cadeirante porque a cadeirante não tem firmeza nas pernas”, e uma platéia idiotizada acha graça na perversão, estamos diante da negação pura e simples, de valores civilizatórios que custaram séculos para se consolidarem na vida em sociedade.
Essa espécie de humor como toda a tendência fascistóide é regressiva. Provavelmente há séculos, antes da humanidade atingir o estágio civilizatório em que nos encontramos, comunidades primitivas deviam achar graça nesse tipo de piada.
Que ainda hoje filhos da classe média paulistana paguem ingresso e se divirtam com esse tipo de aberração, é apenas o sinal o perigo representado por impulsos primitivos e pela barbárie, precisa ser identificado e derrotado. Enquanto é tempo.
Fonte: http://mamapress.wordpress.com/2012/03/18/racismo-a-portas-fechada-termina-em-delegacia-paulista/#respond
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