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Cachoeira do Sul, Rs, Brazil
Fundada em 19 de Junho de 2000, com objetivo de pesquisar, resgatar e incentivar a cultura e os costumes da raça negra através de atividades recreativas,desportivas e filantrópicas no seio no seu quadro social da comunidade em geral, trabalhar pela ascensão social, econômica e politica da etnia negra, no Municipio, Estado e no Pais.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Policiais suspeitos de agressão a estudante negro são indiciados no Rio Grande do Sul

30/03 às 12h30 Ibahia/BATV, Cleide Carvalho, O Globo


SÃO PAULO - Quatro policiais de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, foram indiciados por lesão corporal, abuso de autoridade e injúria por suspeita de agressão contra o estudante Helder Santos, aluno de História da Universidade Federal do Pampa (Unipampa). Segundo o corregedor geral interino da Brigada Militar, João Gilberto Fritz, o caso foi encaminhado à Justiça Militar e foi aberto procedimento interno para investigar a ação dos policiais.

O universitário deixou a Unipampa. De acordo com o estudante, a abordagem foi truculenta e racista. "Logo em seguida, eu tomei as providências cabíveis, entrei com um processo judicial na Corregedoria da Polícia Civil. Então, comecei a receber as ameaças, recebi a primeira carta dizendo que eles pretendiam me pegar no carnaval para prática de tortura, com formas racistas. Eles se referiam a mim na carta como 'nego sujo', 'nego bocudo'. Disseram que iam forjar um flagrante para me colocar na cadeia com meus outros amigos crioulos. Eu já recebi outra carta ainda mais agressiva. No mesmo dia, a diretora da nossa universidade também recebeu uma carta com ameaça de morte - relatou o estudante.

Segundo o corregedor, o estudante e outros três amigos foram abordados na madrugada do dia 6 de fevereiro, um domingo, depois de um baile de carnaval em Jaguarão, no clube Ferrujão. De acordo com Fritz, a abordagem ocorreu em decorrência de suspeitas dos policiais em relação ao grupo.

- Para acontecer a abordagem não precisa acontecer nada. Basta que a guarnição tenha algum tipo de suspeita. É preciso que se diga que, ficou apurado, houve resistência na abordagem por parte do Helder - afirmou o corregedor.

Fritz afirmou que, junto com o estudante, estavam pessoas que já tinham infrações penais, por furto ou porte de entorpecentes. O corregedor disse que o estudante ofendeu os policiais. Ele não quis citar as palavras usadas pelo universitário.

Depois da abordagem, o estudante registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. No boletim, Helder Santos relatou que os policiais o chamaram de "negão" e bateram nele com cacetete.

Fritz afirmou que Helder Santos recebeu duas cartas anônimas após o registro do boletim de ocorrência, mas apenas uma delas continua ofensas e mandava que ele saísse da cidade de Jaguarão. O autor sugeria que poderia ser criado um flagrante para que ele fosse preso por tráfico de drogas.

De acordo com o corregedor, a carta é anônima e não é possível atribuir aos policiais envolvidos no episódio.

Para a promotora Cláudia Pegoraro, da 2º Promotoria de Justiça de Jaguarão, o estudante usou o abordagem dos policiais para, ao se dizer vítima de racismo, obter transferência para a Universidade Federal do Reconcâvo Baiano.

De acordo com Claudia, Helder dos Santos foi abordado pelos policiais porque estava fazendo arruaça.

- Como é da obrigação, os brigadistas pararam e abordaram eles. No momento da abordagem, segundo o boletim de ocorrência que este estudante registrou, um policial teria dito "Vira para a parede, negão", quando estava revistando. Ele disse que apanhou com cacetete. Os policiais dizem que ele desacatou os PMs - diz a promotora.

Segundo ela, a população de Jaguarão está revoltada com a repercussão do caso.

- Existem casos de abuso na Brigada Militar, sempre tem alguém que perde a cabeça e apronta alguma. Virem me falar de racismo? Está cheio de policiais negros que fazem o trabalho muito melhor que os brancos. Não temos casos de racismo na Brigada, mas de abuso de autoridade. Eles perdem a cabeça e dão com o cacetete. Está errado, o policial tem de ser treinado para aguentar. Mas milícia? Viadagem e homofobia, dizem que policial é contra. Mas eu não tenho processo por policial ter agido contra gays ou por racismo - afirmou.

Perguntada sobre se chamar o universitário de "negão" não é racismo, a promotora explicou que trata-se injúria racial.

- É injúria racial. O policial que disse isso deve ser denunciado por injúria - afirmou.

A promotora afirmou que não há problemas de homofobia ou racismo dentro da Brigada Militar. As supostas cartas com ameaças, segundo ela, podem ter partido de policiais que querem sujar a imagem da corporação.

http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/cidades/mat/2011/03/30/policiais-suspeitos-de-agressao-estudante-negro-sao-indiciados-no-rio-grande-do-sul-924122272.asp

domingo, 20 de março de 2011

Marcha estadual Zumbi dos Palmares- Cachoeira do Sul

Cachoeira do Sul- RS-  Politicas Publicas da promoção da Igualdade Racial como saúde, educação, participação em setores de decisão em quadros de governo e cotas raciais e intolerancia religiosa  foram assuntos tratados durante o Seminário de mobilização e articulação da  Vª MARCHA ESTADUAL ZUMBI DOS PALMARES  onde integrantes do Movimento Negro do  Estado reuniram-se no de sábado dia 19/03 na Câmara Municipal de Vereadores.
Um enfoque maior foi data a educação pois todo processo de formação e desenvolvimento passa pela educação sendo que desde janeiro de 2003 a Lei 10639 existe e comprovadamente é  aplicada por algumas escolas indeferente da rede  somente no mês de novembro.
O evento em Cachoeira foi organizado pela ACCA , COMPPPIR e MARCHA ESTADUAL  e contou com apoio da 24ª CRE, UNIMED- CENTRO RS,   C.C.B.U. INDEPENDENTE, MP DIGITAL, 4º NUCLEO CPERS, STI  DOS CALÇADOS E VESTUARIOS, FORÇA SINDICAL, DIPEL PAPELARIA, JORNAL O CORREIO, JORNAL DO POVO, VEREADORA MARIANA CARLOS PT, VEREADOR VALDOCIR MARQUES- PSDB , CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES, UNEGRO, MNU. 

Violência contra a mulher não é só dar porrada

Muitas mulheres são vítimas de violência doméstica, preconceito no trabalho, enfrentam jornadas triplas (trabalhadora, mãe e esposa), não têm direito à autonomia do seu corpo – que dirá de sua vida, pressionadas não só por pais e companheiros ignorantes mas também por uma sociedade que vive com um pé no futuro e o corpo no passado. A qual todos nós pertencemos e, portanto, somos atores da perpetuação de suas bizarrices.
Discutimos muito sobre as mudanças estruturais pelas quais o país tem que passar, citando saúde, educação, transporte, segurança, mas esquecemos dos problemas ligados aos grupos que sofrem com o desrespeito aos seus direitos fundamentais.
Que não conhecem classe social, cor ou idade. Como as mulheres que são maioria – e minoria.

Líderes da Revolta viram Heróis da Pátria

Brasília - Agora é Lei! O nome dos heróis da Revolta dos Búzios, ícones da história da Bahia, está inscrito no Livro dos “Heróis da Pátria”. Sancionado pela presidenta da República, Dilma Rousseff, no último dia 04 de março, o Projeto de Lei (PL) 5819/2009, é de autoria do deputado federal Luiz Alberto (PT/BA), baiano de Maragojipe, região do Recôncavo.


“A luta dos que sonhavam com uma república de igualdade e com o fim da escravidão, no século 18, em Salvador, inspirados pela Revolução Francesa, recebe, com esta sanção da presidenta Dilma, uma demonstração de reconhecimento da sua importância para a nação. Esta Lei é mais uma vitória para o povo negro”, declarou o deputado Luiz Alberto.

O parlamentar lembrou ainda que o PL foi uma sugestão do Grupo Cultural Olodum, que também trava uma forte batalha contra as desigualdades históricas.

João de Deus, Lucas Dantas, Manuel Faustino e Luis das Virgens, os jovens guerreiros da Revolta dos Búzios, Revolta dos Alfaiates ou Conjuração Baiana – como também é conhecida -, escreveram importante capítulo da história do povo baiano e agora, oficialmente, também são os heróis da Pátria, cujos nomes versam no livro que está depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade, em Brasília.

Para Hédio, Brasil está próximo de ter um presidente negro

S. Paulo - No dia em que Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, chegou ao Brasil, uma das mais importantes lideranças negras brasileiras, o advogado e ex-Secretário de Justiça, Hédio Silva Jr., aceitou convite da Afropress para falar sobre o que diria ao presidente norte-americano, em nome dos 95 milhões de negros brasileiros, caso tivesse a oportunidade de encontrá-lo.


Em almoço em um restaurante na Zona Oeste de S. Paulo, Hédio – que já trabalhou como ajudante de pedreiro, dirige o Centro de Estudos das Relações do Trabalho e Desigualdades (CEERT), coordena o Curso de Direito da Faculdade Zumbi dos Palmares e é hoje um dos mais importantes juristas do país – falou das esperanças despertadas pela eleição de Obama, do Plano de Ação entre os dois países para superação da discriminação racial (JAPER, na sigla em inglês) e manifestou otimismo em relação a possibilidade de o Brasil também ter um presidente negro.

“Eu acho que nós já temos o nosso Obama, os nossos Obamas, ou a nossas Michelles por aí. Eu acho que isto está muito próximo de acontecer; está no nosso horizonte. Acho que depende, de fato, de uma decisão política e essa decisão precisaria ser coletiva. Uma decisão coletiva de investirmos na representação política”, afirmou.

Leia, na íntegra, a entrevista do ex-Secretário de Justiça de S. Paulo, ao editor de Afropress, jornalista Dojival Vieira no Site:  http://www.afropress.com.br/

Morto, promessa gaúcha para as Olimpíadas

Porto Alegre/RS - O boxeador gaúcho Tairone Silva, 17 anos (foto), uma das promessas do boxe brasileiro para as Olimpíadas de Londres, em 2012, foi assassinado a tiros na tarde desta sexta-feira (11/03).

O autor dos disparos foi o brigadiano Alexandre Camargo Ade, de 29 anos. O crime ocorreu na rua onde a vítima e o agressor moravam, por volta das 13h, no bairro Sulamericano, na periferia da cidade.
Segundo informações da Polícia Civil de Osório, Tairone e o policial eram inimigos e, de acordo
com o depoimento prestado pelo próprio brigadiano, que se apresentou a 1ª Delegacia de Polícia de Osório logo após o crime, Tairone teria tentado agredir o soldado.
Alexandre então, munido de pistola calibre 40, de uso da Brigada Miltar, alegando legítima defesa, disparou três tiros contra o atleta. Tairone foi socorrido ao hospital da cidade mas não resistiu aos ferimentos.
O policial está recolhido ao quartel da Brigada Militar em Osório, cidade do litoral gaúcho, distante pouco mais de 100 kms de Porto Alegre.
Por ter se apresentado de maneira voluntária, pode responder ao processo em liberdade. De origem humilde, o jovem negro Tairone Silva sagrou-se, em fevereiro último, campeão sul-americano de Boxe, em torneio disputado no Chile.

Dono de um dos nocautes mais rápidos da competição e da atualidade no Boxe brasileiro, Tairone treinava desde o início do ano em um centro de esportes da Marinha, no Rio de Janeiro.
Ele estava na cidade em visita à família. O crime chamou a atenção dos moradores da pequena cidade de Osório, onde a família do jovem ainda vive.

Alguns representantes de entidades do Movimento Social Negro do Rio Grande do Sul cobram explicações das autoridades policiais e prometem fazer mobilizações nos próximos dias. Na página social do jovem, no site de relacionamentos Orkut, mensagens e mais mensagens são postadas a todo o momento.
Indignados, amigos e conhecidos de Tairone exigem a prisão do policial. Alguns, mais exaltados, prometem tomar providências contra o autor dos disparos que resultaram na morte de uma das maiores promessas do boxe nacional na atualidade.
O delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia de Osório, Celso Ferri, continuará a ouvir novos depoimentos sobre o incidente nos próximos dias.

O 1º negro na Casa Branca, na maior nação negra do mundo

Brasília - O presidente americano Barack Obama – o primeiro negro a ocupar a Casa Branca - chegou ao Brasil, desembarcando às 7h30, na Base Aérea de Brasília, com a mulher Michelle, a sogra, Marian Robinson, e as duas filhas do casal, Sasha e Malia, respectivamente, de sete e dez anos.

O Brasil é a maior nação negra do mundo fora da África, com 51,3% de pretos e pardos no total da população de 180 milhões de habitantes. No mundo, apenas a Nigéria tem população negra superior a do Brasil.
Obama foi recepcionado pelo comandante da Base Aérea, coronel Geraldo Correia de Lyra Júnior, pelo embaixador dos EUA, Thomas Shannon, e pela chefe do cerimonial do Itamaraty, embaixadora Maria de Lujan.
Depois de algumas horas de descanso no hotel Royal Tulip, onde está hospedado, o presidente americano foi recebido pela presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, às 10h27, passando em revista as tropas e perfilando-se para ouvir os ouvir os hinos dos dois países e a salva de tiros da guarda presidencial em sua homenagem.
Tanto na recepção, no Palácio do Planalto, quanto no Itamaraty, e nas demais atividades de Obama e sua mulher Michelle, foi quase inexistente a presença de personalidades negras. Apenas na apresentação de capoeira assistida por Michelle na Escola Oca da Tribo, às margens do Lago Paranoá, a estudante negra, Raquel Helen Santos, escolhida pela Embaixada dos EUA, foi protagonista destacada e fez o discurso de saudação.



Pronunciamento conjunto
No pronunciamento conjunto, Obama disse que os EUA querem ser “um grande cliente do petróleo brasileiro” e que continuará a trabalhar com o Brasil para discutir as reformas no Conselho de Segurança da ONU, para que ele se torne "mais eficaz, eficiente e representativo”.
Dilma disse que vê o relacionamento com os EUA com “muito otimismo” e que uma aliança entre os dois países “é uma construção comum, que tem de ser feita ente iguais, por mais que os dois países sejam diferentes".
Às 13h30, o Presidente acompanhado da Presidente Dilma, seguiram para o Itamaraty para um almoço com empresários americanos e brasileiros.
No final da tarde, às 18h30, Obama embarca para o Rio no Air Force One para o Rio de Janeiro, onde neste domingo (20/03), cumpre extensa programação.

terça-feira, 8 de março de 2011

Convite para Seminário


Ao cumprimentar Vossa Senhoria, vimos pela presente convidá-lo(a) para participar do 2º Seminário de Mobilização e Articulação da Vª Marcha Estadual Zumbi dos Palmares, que tem por Tema:
“Por um Projeto de Desenvolvimento: O Negro compartilhando o poder e construindo as políticas públicas”, que ira acontecer no dia 19 de Março de 2011, das 08:30min. às 18 horas, na Câmara Municipal de Vereadores de Cachoeira do Sul.


Neste Seminário estaremos dando continuidades ao debate sobre os temas de interesse da população negra de nosso Estado como abrindo assim um espaço de dialogo entre o movimento social negro com os Governos Municipal, Estadual e Federal na busca de uma maior equidade na presença de negros nos governos.



Programação

08:00h- Credenciamento

08:30h- Momento cultural

09:00h- Mesa de Debates

Tema: A Reforma política, presença de negros em cargos de decisão nos quadros de governos.

Política de Cotas em Concurso Públicos.

12:00h- Almoço

14:00h- Mesa de Debates

Tema:
A Educação como agente fomentador das políticas da promoção da igualdade racial.

Saúde da População Negra

18:00h- - Considerações Finais e encaminhamentos

Encerramento

Realização

ACCA (Associação Cachoeirense da Cultura Afro Brasileira)

COMPPPIR( Coordenadoria Municipal Políticas Publicas da Promoção da Igualdade Racial)

MARCHA ESTADUAL ZUMBI DOS PALMARES



Apoio
24ª CRE
CAMARA MUNICIPAL DE VEREADORES
4º NUCLEO CPERS