ABRIL
01 - Primeiro Festival Mundial de Arte Negra, Dakar, Senegal / 1966
01 - Criação do Partido dos Panteras Negras, EUA / 1967
04 - Assassinato de Martin Luther King Jr., Memphis, EUA /1968
04 - Criação do bloco afro Agbara Dudu, Rio de Janeiro, RJ / 1982
04 - Independência do Senegal / 1960
05 - Nasce o grande capoeirista Vicente Ferreira Pastinha, "Mestre Pastinha" / 1888
05 - Nasce o compositor Joaquim Maria dos Santos, Donga, autor de Pelo Telefone, primeiro samba gravado
07 - Dia da Mulher Moçambicana
12 - Nasce Esmeraldo Tarquínio, deputado estadual e prefeito de Santos / 1927
15 - Nasce o compositor do Hino à Bandeira, o negro Antônio Francisco Braga / 1868
19 - Independência de Serra Leoa / 1961
19 - Dia do Índio
23 - Nascimento de Pixinguinha, músico / 1898
25 - O Bloco Afro Olodum é criado em Salvador, BA /1979
26 - Nasce Benedita da Silva, primeira mulher negra a ocupar o cargo de governadora / 1942
26 - Iniciam-se as primeiras eleições multirraciais na África do Sul / 1994
27 - Independência do Togo
Quem sou eu
- ASSOCIAÇÃO CACHOEIRENSE DA CULTURA AFRO BRASILEIRA
- Cachoeira do Sul, Rs, Brazil
- Fundada em 19 de Junho de 2000, com objetivo de pesquisar, resgatar e incentivar a cultura e os costumes da raça negra através de atividades recreativas,desportivas e filantrópicas no seio no seu quadro social da comunidade em geral, trabalhar pela ascensão social, econômica e politica da etnia negra, no Municipio, Estado e no Pais.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Conae aprova cota de 50% nas universidades públicas
Depois de intensos debates entre representantes de movimentos negros e sociais, professores e estudantes, a proposta da Conferência Nacional de Educação (Conae) para reserva de vagas nas universidades públicas ficou definida: 50%.
Segundo o texto aprovado, elas serão destinadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. Dentro desse percentual, as universidades terão de fazer reservas específicas para estudantes negros e indígenas, seguindo a proporção dessas populações em cada Estado ou município de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O projeto teria um prazo mínimo de duração de dez anos e deveria servir para todos os cursos das universidades públicas. Na proposta, os delegados enfatizaram que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é “importante” para garantir o acesso de candidatos ao ensino superior.
Vale lembrar que as diretrizes indicadas pela Conae não são leis. São propostas políticas que demonstram os anseios de quem pensa e vive a educação, desde a pesquisa à realidade da escola. Os documentos servirão de base para que os Poderes Executivo e Legislativo conheçam o que é considerado prioridade pela sociedade e a expectativa é de que essas diretrizes orientem as políticas e o próximo Plano Nacional de Educação.
Segundo o texto aprovado, elas serão destinadas a estudantes que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas. Dentro desse percentual, as universidades terão de fazer reservas específicas para estudantes negros e indígenas, seguindo a proporção dessas populações em cada Estado ou município de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O projeto teria um prazo mínimo de duração de dez anos e deveria servir para todos os cursos das universidades públicas. Na proposta, os delegados enfatizaram que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é “importante” para garantir o acesso de candidatos ao ensino superior.
Vale lembrar que as diretrizes indicadas pela Conae não são leis. São propostas políticas que demonstram os anseios de quem pensa e vive a educação, desde a pesquisa à realidade da escola. Os documentos servirão de base para que os Poderes Executivo e Legislativo conheçam o que é considerado prioridade pela sociedade e a expectativa é de que essas diretrizes orientem as políticas e o próximo Plano Nacional de Educação.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Mandela e Martinho: das vilas para o mundo
Comemorou-se na África e em vários locais do mundo os 20 anos do fim do apartheid, sistema segracionista que perdurou na África do Sul por cinco décadas. E o marco do fim deste perverso e cruel regime foi a libertação, em fevereiro de 1990, do líder Nelson Rolihlahla Mandela. Principal representante do movimento anti-apartheid, considerado pelos povos um guerreiro em luta pela liberdade. Um herói que deu ao mundo lições de politica, resistência e determinação.
A sua perseverante luta emocionou o mundo, que até o reverencia. Talvez uma das duas personalidades mais marcantes do século passado, e que já marca também o século atual. Ao lado de Fidel Castro, líder cubano, sem dúvida nenhuma é um dos maiores líderes da nossa época.
De etnia Xhosa, Mandela nasceu na pequena vilao de Qunu, distrito de Umtata, na região do Trans kei. Aos sete anos, Mandela tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Seu pai morreu logo depois, e Nelson seguiu para uma escola próxima ao palácio do Regente. Seguindo as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental.
Como jovem estudante do direito, Mandela se envolveu na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano em 1942, e dois anos depois fundou com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, a Liga Jovem do CNA.
Depois da fajuta e contestada eleição de 1948 dar a vitória aos afrikaners (Partido Nacional), que apoiavam a política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955), que divulgou a Carta da Liberdade - documento contendo um programa fundamental para a causa anti-apartheid.
Mandela e seus camaradas foram obrigados a recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180.
Em 1961, ele se tornou comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK), fundado por ele e outros. Mandela coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo e viajou para a Argélia para treinamento paramilitar.
Em agosto de 1962, Nelson Mandela foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 1964, foi condenado à prisão perpétua por sabotagem (o que Mandela admitiu) e por ser acusado injustamente de conspirar para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que Mandela negou e nega).
No decorrer dos 27 anos que ficou preso, Mandela se tornou um símbolo da oposição ao apartheid e o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou o lema das campanhas anti-apartheid em todo o mundo.
Durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos.
Nelson Mandela recebeu o Prêmio Nobel da paz em 1993, em uma solenidade marcada pela polêmica divisão do prêmio com o seu algoz de quase três decadas. Provocado pelo seu antecessor na entrega do prêmio, Mandela respondeu a altura, sendo ovacionado pelos presentes.
Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição de forma exemplar, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa. O que não foi fácil, pois o que ocorreu naquele país foi uma verdadeira revolução, nada pacifica, muito pelo contrário. Foi cruel e cruenta, muitas mortes e provocações que foram enfrentadas de forma firme e flexivél por Mandela e o CNA, que tinha em seu seio a forte presença dos comunistas do Partido da África do Sul.
Por esta razão, comemorar os vinte anos do fim do apartheid é comemorar a vitória incontestavél da maioria sofrida e explorada do povo daquele importante país da África, que animou todo o mundo progressista em pleno apogeu da crise do Socialismo
Mas também foi em fevereiro que nasceu o nosso Martinho José Ferreira, em Duas Barras, Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1938. Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, veio para o Rio de Janeiro com apenas 4 anos. Cidadão carioca criado na Serra dos Pretos Forros, sua primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI.
Um pouco mais tarde, enquanto servia o exército como Sargento Burocrata, cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador, profissões que abandonou em 1970, quando deu baixa para se tornar cantor profissional.
Sua carreira de cantor profissional iniciou-se, na verdade, no início de 1969 quando lançou o LP intitulado Martinho da Vila, que foi o maior sucesso do Brasil em execução e vendagem, com grandes sucessos como Casa de Bamba e O Pequeno Burguês e outras que se tornaram clássicos - Quem é Do Mar Não Enjoa, Iaiá do Cais Dourado e Tom Maior.
Ai "nascia" Martinho da Vila, das vilas, dos sambas, das lutas.
Nacionalmente conhecido como sambista, Martinho da Vila é um legítimo representante da MPB, com várias composições gravadas no exterior e considerado por muitos críticos como o melhor cantor do Brasil, interpretando músicas dos mais variados ritmos.
Embora compositor indutivo e cantor sem formação acadêmica, tem uma grande ligação com a música erudita e idealizou, em parceria com o maestro Leonardo Bruno o Concerto Negro, espetáculo sinfônico que enfoca a participação da cultura negra na música erudita. Participou do projeto Clássicos do Samba, sob a regência do saudoso maestro Sílvio Barbato. Além de compositor e cantor, é escritor autor de 10 livros.
Mas a comemoração deste artigo que registra com alegria o 72º aniversário deste grande mestre que é na verdade um mito do samba e das causas da negritude. Todo sambista o reverencia e respeita, todos. Zeca Pagodinho ao grupo Revelação, do Jorge Aragão a Leci Brandão, de Alcione a Beth Carvalho e com razão, pois em um momento em que o samba era mal visto pelas elites e até por outras parcelas da população no Brasil, ele emplacou suas composições nos festivais e, a partir daí, o Brasil, ainda bem, jamais deixou de ouvir falar no Martinho da Vila.
Mas o que este humilde escrivinhador faz questão de registrar que é como militante de uma causa que este cidadão do mundo deixa exemplos em suas atitudes. Com sua música e através dela conheceu o mundo, chegou à África e lá encontrou suas origens e até hoje é figura fundamental nas lutas que travamos. Não só na aproximação do nosso país com o continente africano, notadamente Angola, mas também principalmente por alinhar sua sensibilidade poética com a nitidez de rumos. Sua capacidade artística com a consciência social.
Vida longa ao nosso Martinho, nós que somos companheiros de luta e de sonhos desejamos muitos, mas muitos anos de vida e muita felicidades.
A sua perseverante luta emocionou o mundo, que até o reverencia. Talvez uma das duas personalidades mais marcantes do século passado, e que já marca também o século atual. Ao lado de Fidel Castro, líder cubano, sem dúvida nenhuma é um dos maiores líderes da nossa época.
De etnia Xhosa, Mandela nasceu na pequena vilao de Qunu, distrito de Umtata, na região do Trans kei. Aos sete anos, Mandela tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Seu pai morreu logo depois, e Nelson seguiu para uma escola próxima ao palácio do Regente. Seguindo as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental.
Como jovem estudante do direito, Mandela se envolveu na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano em 1942, e dois anos depois fundou com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, a Liga Jovem do CNA.
Depois da fajuta e contestada eleição de 1948 dar a vitória aos afrikaners (Partido Nacional), que apoiavam a política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955), que divulgou a Carta da Liberdade - documento contendo um programa fundamental para a causa anti-apartheid.
Mandela e seus camaradas foram obrigados a recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180.
Em 1961, ele se tornou comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK), fundado por ele e outros. Mandela coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo e viajou para a Argélia para treinamento paramilitar.
Em agosto de 1962, Nelson Mandela foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 1964, foi condenado à prisão perpétua por sabotagem (o que Mandela admitiu) e por ser acusado injustamente de conspirar para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que Mandela negou e nega).
No decorrer dos 27 anos que ficou preso, Mandela se tornou um símbolo da oposição ao apartheid e o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou o lema das campanhas anti-apartheid em todo o mundo.
Durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos.
Nelson Mandela recebeu o Prêmio Nobel da paz em 1993, em uma solenidade marcada pela polêmica divisão do prêmio com o seu algoz de quase três decadas. Provocado pelo seu antecessor na entrega do prêmio, Mandela respondeu a altura, sendo ovacionado pelos presentes.
Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição de forma exemplar, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa. O que não foi fácil, pois o que ocorreu naquele país foi uma verdadeira revolução, nada pacifica, muito pelo contrário. Foi cruel e cruenta, muitas mortes e provocações que foram enfrentadas de forma firme e flexivél por Mandela e o CNA, que tinha em seu seio a forte presença dos comunistas do Partido da África do Sul.
Por esta razão, comemorar os vinte anos do fim do apartheid é comemorar a vitória incontestavél da maioria sofrida e explorada do povo daquele importante país da África, que animou todo o mundo progressista em pleno apogeu da crise do Socialismo
Mas também foi em fevereiro que nasceu o nosso Martinho José Ferreira, em Duas Barras, Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1938. Filho de lavradores da Fazenda do Cedro Grande, veio para o Rio de Janeiro com apenas 4 anos. Cidadão carioca criado na Serra dos Pretos Forros, sua primeira profissão foi como Auxiliar de Químico Industrial, função aprendida no curso intensivo do SENAI.
Um pouco mais tarde, enquanto servia o exército como Sargento Burocrata, cursou a Escola de Instrução Especializada, tornando-se escrevente e contador, profissões que abandonou em 1970, quando deu baixa para se tornar cantor profissional.
Sua carreira de cantor profissional iniciou-se, na verdade, no início de 1969 quando lançou o LP intitulado Martinho da Vila, que foi o maior sucesso do Brasil em execução e vendagem, com grandes sucessos como Casa de Bamba e O Pequeno Burguês e outras que se tornaram clássicos - Quem é Do Mar Não Enjoa, Iaiá do Cais Dourado e Tom Maior.
Ai "nascia" Martinho da Vila, das vilas, dos sambas, das lutas.
Nacionalmente conhecido como sambista, Martinho da Vila é um legítimo representante da MPB, com várias composições gravadas no exterior e considerado por muitos críticos como o melhor cantor do Brasil, interpretando músicas dos mais variados ritmos.
Embora compositor indutivo e cantor sem formação acadêmica, tem uma grande ligação com a música erudita e idealizou, em parceria com o maestro Leonardo Bruno o Concerto Negro, espetáculo sinfônico que enfoca a participação da cultura negra na música erudita. Participou do projeto Clássicos do Samba, sob a regência do saudoso maestro Sílvio Barbato. Além de compositor e cantor, é escritor autor de 10 livros.
Mas a comemoração deste artigo que registra com alegria o 72º aniversário deste grande mestre que é na verdade um mito do samba e das causas da negritude. Todo sambista o reverencia e respeita, todos. Zeca Pagodinho ao grupo Revelação, do Jorge Aragão a Leci Brandão, de Alcione a Beth Carvalho e com razão, pois em um momento em que o samba era mal visto pelas elites e até por outras parcelas da população no Brasil, ele emplacou suas composições nos festivais e, a partir daí, o Brasil, ainda bem, jamais deixou de ouvir falar no Martinho da Vila.
Mas o que este humilde escrivinhador faz questão de registrar que é como militante de uma causa que este cidadão do mundo deixa exemplos em suas atitudes. Com sua música e através dela conheceu o mundo, chegou à África e lá encontrou suas origens e até hoje é figura fundamental nas lutas que travamos. Não só na aproximação do nosso país com o continente africano, notadamente Angola, mas também principalmente por alinhar sua sensibilidade poética com a nitidez de rumos. Sua capacidade artística com a consciência social.
Vida longa ao nosso Martinho, nós que somos companheiros de luta e de sonhos desejamos muitos, mas muitos anos de vida e muita felicidades.
Que a Vila Isabel, cujo samba enredo que leva a avenida é de sua autoria, seja iluminada para como de costume estar à altura de Noel Rosa e de Marinho da Vila, sempre!!! A luta continua mas nós estamos acostumados com o balanço do mar e não enjoaremos.
Jairo Junior
Presidente Associação Brasil Angola (AABA); Diretor do Centro Cultural Africano (CCA); Coordenador do Congresso Nacional de Capoeira (CNC)
O Racismo e o Preconceito
O preconceito é tão antigo quanto a humanidade, mas o racismo parece não ter mais de quinhentos anos. Antes disso a discriminação era feita em relação á cultura e ao diferente.
Os gregos chamavam de “bárbaros” qualquer pessoa que não falasse sua língua, mas quem a aprendesse não teria complicações nenhuma.
O problema começou a mudar no final do século XV, quando a Inquisição espanhola obriga os judeus a se converterem ao catolicismo.
Muitos desses cristãos novos continuam a praticar os seus ritos, o que leva os católicos a acreditar que havia algo no sangue judeu que impedia a conversão. A solução era evitar a miscigenação para que esse sangue não se espalhasse pela população.
Na mesma época os europeus chegam a África e á América e encontram um tipo de ser humano completamente diferente do que eles conheciam. Até então a humanidade era a Europa, o conceito de branco não existia até eles conhecerem o negro.
O encontro, obviamente trouxe dilemas novos. Os Teólogos da época discutiam se os índios tinham alma com o objetivo de saber, por exemplo, se ter relações sexuais com eles era pecado. Eles também chegaram à conclusão de que escravizar africanos era natural, com base na passagem bíblica em que Canaã, filho de Noé, embriaga-se e é condenado à servidão (Gênesis 9,25).
A partir do século XVIII e principalmente do século XIX, as explicações bíblicas dão lugar a argumentos “científicos”. Os “pesquisadores associavam os traços físicos de cada “raça” a atributos morais para tentar eliminar características indesejáveis. Um deles foi o conde francês Joseph Arthur de Gobineau que em 1855 concluiu “brilhantemente” causa a decadência dos povos e que os alemães era uma “raça” superior as outras. Um de seus discípulos foi o médico brasileiro, Raimundo Nina Rodrigues, para quem os rituais do Candomblé era uma patologia dos negros.
Apesar de essa teoria ter caído em total descrédito no século XX, o tipo de descriminação que elas pregavam permanece vivo em muitas pessoas, pois é uma ideologia que se reproduz facilmente e que está sempre ligado a dominação de um grupo sobre o outro.
Além de qualquer aspecto psicológicos, o racismo tem motivos bastante práticos. Na verdade ele é um sistema de levar vantagens sobre outras pessoas e manter privilégios.
O Brasil Racista (?)
O nosso país me parece ser muito racista, embora o racismo por aqui tenha adquirido outras facetas, é racista. Por que a canção de ninar: “Boi, boi, boi... Boi da cara Preta” por que o Boi tem que ser da “cara preta”? Por que o cabelo crespo do negro tem que ser chamado de cabelo “ruim”? Estes são exemplos de o quanto está incorporado o racismo entre nós que atitudes aparentemente pequenas não nos incomodam.
Demoramos em perceber o racismo no Brasil por que durante bastante tempo acreditou-se no mito da “Democracia Racial”.
Cronistas do século XIX chegaram a dizer que por aqui a escravidão era mais branda do que o trabalho assalariado na Inglaterra. Da mesma forma, o índio brasileiro não teria sido conquistado, nem derrotado, mas sim “incorporado” a nação. A idéia ganhou força nos anos 30 do século passado, inspirada pela obra de Gilberto Freire, para quem não havia no Brasil distinções rígidas entre brancos e negros e a discriminação era “apenas” social, feita aos pobres.
O mito começou a cair no final dos anos 60, quando se descobriu que o Brasil não só tinha preconceito em relação aos pobres - o que em si já é terrível – como a descriminação era especialmente dirigida aos negros, pardos e índios.
Os dados sociais mais recentes mostram a força das diferenças raciais no Brasil. Mesmo quando se comparam pessoas da mesma região, sexo, idade e educação os negros têm enorme desvantagens no mercado de trabalho.
Mesmo quando existem dados favoráveis como, por exemplo, o aumento do nível de ensino na população brasileira, a distância entre negros e brancos permanece constante. Outro mito cai por terra, quando você observa os estudos recentes. Dizia-se que a pobreza dos negros é apenas um resquício da escravidão. É verdade que o passado de servidão forçada colocou a maioria dos negros em uma classe social mais baixa, mas desde então houve tempo suficiente para que tal diferença diminuísse e isto não acontece por que os negros não têm a mesma oportunidade que os brancos.
Uma pergunta pode ser feita. Se o racismo é tão forte por que a imagem de que éramos um paraíso racial durou tanto tempo?
Existem vários motivos...
Mas este é assunto para o próximo artigo...
Jairo Junior
* Presidente Associação Brasil Angola (AABA); Diretor do Centro Cultural Africano (CCA); Coordenador do Congresso Nacional de Capoeira (CNC)
Fonte: Portal Vermelho
Os gregos chamavam de “bárbaros” qualquer pessoa que não falasse sua língua, mas quem a aprendesse não teria complicações nenhuma.
O problema começou a mudar no final do século XV, quando a Inquisição espanhola obriga os judeus a se converterem ao catolicismo.
Muitos desses cristãos novos continuam a praticar os seus ritos, o que leva os católicos a acreditar que havia algo no sangue judeu que impedia a conversão. A solução era evitar a miscigenação para que esse sangue não se espalhasse pela população.
Na mesma época os europeus chegam a África e á América e encontram um tipo de ser humano completamente diferente do que eles conheciam. Até então a humanidade era a Europa, o conceito de branco não existia até eles conhecerem o negro.
O encontro, obviamente trouxe dilemas novos. Os Teólogos da época discutiam se os índios tinham alma com o objetivo de saber, por exemplo, se ter relações sexuais com eles era pecado. Eles também chegaram à conclusão de que escravizar africanos era natural, com base na passagem bíblica em que Canaã, filho de Noé, embriaga-se e é condenado à servidão (Gênesis 9,25).
A partir do século XVIII e principalmente do século XIX, as explicações bíblicas dão lugar a argumentos “científicos”. Os “pesquisadores associavam os traços físicos de cada “raça” a atributos morais para tentar eliminar características indesejáveis. Um deles foi o conde francês Joseph Arthur de Gobineau que em 1855 concluiu “brilhantemente” causa a decadência dos povos e que os alemães era uma “raça” superior as outras. Um de seus discípulos foi o médico brasileiro, Raimundo Nina Rodrigues, para quem os rituais do Candomblé era uma patologia dos negros.
Apesar de essa teoria ter caído em total descrédito no século XX, o tipo de descriminação que elas pregavam permanece vivo em muitas pessoas, pois é uma ideologia que se reproduz facilmente e que está sempre ligado a dominação de um grupo sobre o outro.
Além de qualquer aspecto psicológicos, o racismo tem motivos bastante práticos. Na verdade ele é um sistema de levar vantagens sobre outras pessoas e manter privilégios.
O Brasil Racista (?)
O nosso país me parece ser muito racista, embora o racismo por aqui tenha adquirido outras facetas, é racista. Por que a canção de ninar: “Boi, boi, boi... Boi da cara Preta” por que o Boi tem que ser da “cara preta”? Por que o cabelo crespo do negro tem que ser chamado de cabelo “ruim”? Estes são exemplos de o quanto está incorporado o racismo entre nós que atitudes aparentemente pequenas não nos incomodam.
Demoramos em perceber o racismo no Brasil por que durante bastante tempo acreditou-se no mito da “Democracia Racial”.
Cronistas do século XIX chegaram a dizer que por aqui a escravidão era mais branda do que o trabalho assalariado na Inglaterra. Da mesma forma, o índio brasileiro não teria sido conquistado, nem derrotado, mas sim “incorporado” a nação. A idéia ganhou força nos anos 30 do século passado, inspirada pela obra de Gilberto Freire, para quem não havia no Brasil distinções rígidas entre brancos e negros e a discriminação era “apenas” social, feita aos pobres.
O mito começou a cair no final dos anos 60, quando se descobriu que o Brasil não só tinha preconceito em relação aos pobres - o que em si já é terrível – como a descriminação era especialmente dirigida aos negros, pardos e índios.
Os dados sociais mais recentes mostram a força das diferenças raciais no Brasil. Mesmo quando se comparam pessoas da mesma região, sexo, idade e educação os negros têm enorme desvantagens no mercado de trabalho.
Mesmo quando existem dados favoráveis como, por exemplo, o aumento do nível de ensino na população brasileira, a distância entre negros e brancos permanece constante. Outro mito cai por terra, quando você observa os estudos recentes. Dizia-se que a pobreza dos negros é apenas um resquício da escravidão. É verdade que o passado de servidão forçada colocou a maioria dos negros em uma classe social mais baixa, mas desde então houve tempo suficiente para que tal diferença diminuísse e isto não acontece por que os negros não têm a mesma oportunidade que os brancos.
Uma pergunta pode ser feita. Se o racismo é tão forte por que a imagem de que éramos um paraíso racial durou tanto tempo?
Existem vários motivos...
Mas este é assunto para o próximo artigo...
Jairo Junior
* Presidente Associação Brasil Angola (AABA); Diretor do Centro Cultural Africano (CCA); Coordenador do Congresso Nacional de Capoeira (CNC)
Fonte: Portal Vermelho
segunda-feira, 29 de março de 2010
Cotas e democracia
Em sintonia com o espírito democrático de nosso tempo, o Supremo Tribunal Federal convocou audiência pública para ouvir a sociedade sobre as políticas de ação afirmativa e as cotas raciais nas universidades públicas. Através do diálogo profundo e transparente, o Supremo aponta o caminho que vai seguir para julgar as ações que contestam a promoção da igualdade racial no ensino superior.
O atual governo ampliou de forma generalizada o acesso à educação. E as instituições públicas de ensino superior, a partir de sua autonomia, aplicam há quase uma década as políticas de cotas raciais. Medida que aumentou o número de alunos negros nos cursos de graduação e vem democratizando o sistema público de educação brasileiro, que sempre reservou o melhor de seus recursos materiais e imateriais para o segmento hegemônico da população em termos econômicos e políticos..
As cotas se inserem num contexto de reparação. Após a Abolição, os negros não receberam terras nas quais pudessem produzir e não tiveram acesso a serviços fundamentais como saúde e educação, fatores fundamentais para a conquista da cidadania. Desta forma, continuaram cativos da ignorância, sem perspectiva de ascensão econômica e social. Eis a origem do imenso abismo que segrega a população negra do restante da sociedade em termos de oportunidades.
O princípio da igualdade perante a lei foi durante muito tempo considerado a garantia da liberdade. Sua importância é inquestionável. No entanto, não é suficiente que o Estado se abstenha de praticar a discriminação. Pois cabe a ele criar condições que permitam a todos a igualdade de oportunidades. Para tanto, é preciso elevar os desfavorecidos ao mesmo patamar de partida dos demais, tratando de forma desigual os desiguais, como defendia o filósofo Aristóteles.
Esta tese pode ser comprovada em números. Mesmo a melhora generalizada no ensino superior brasileiro nas últimas décadas não foi suficiente para acabar com a desigualdade educacional histórica. Atualmente, há mais brasileiros frequentando as escolas e houve um aumento nos anos de escolaridade de todos os segmentos. Ainda assim, de acordo com dados do Ministério da Educação, a distância de dois anos na média de escolaridade entre negros e brancos permanece intocada nos últimos 20 anos. Neste sentido, não resta dúvida de que a adoção do sistema de cotas contribuirá para uma sociedade mais igualitária.
Os resultados até agora alcançados pelas cotas são animadores. Estudo realizado junto às instituições que adotaram o sistema demonstra que o coeficiente de rendimento médio dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos demais. Uma explicação é o fato de os cotistas serem, na maioria dos casos, os primeiros de suas famílias ou comunidades a conseguir ingressar na universidade. Motivados, agarram a oportunidade com força e vontade.
As cotas funcionam como um mecanismo de equalização de oportunidades, proporcionando a abertura das portas das universidades para um contingente expressivo de alunos que, de outra forma, não teria acesso ao ensino superior. Nos últimos oito anos, 52 mil alunos negros foram beneficiados. Este exemplo positivo se dissemina entre as principais universidades do país, o que possibilitará a ampliação das oportunidades para um grupo ainda maior de estudantes, sinalizando que, apesar do esperneio de setores minoritários, a caravana da igualdade racial avança.
Edson Santos
Ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Seppir
O atual governo ampliou de forma generalizada o acesso à educação. E as instituições públicas de ensino superior, a partir de sua autonomia, aplicam há quase uma década as políticas de cotas raciais. Medida que aumentou o número de alunos negros nos cursos de graduação e vem democratizando o sistema público de educação brasileiro, que sempre reservou o melhor de seus recursos materiais e imateriais para o segmento hegemônico da população em termos econômicos e políticos..
As cotas se inserem num contexto de reparação. Após a Abolição, os negros não receberam terras nas quais pudessem produzir e não tiveram acesso a serviços fundamentais como saúde e educação, fatores fundamentais para a conquista da cidadania. Desta forma, continuaram cativos da ignorância, sem perspectiva de ascensão econômica e social. Eis a origem do imenso abismo que segrega a população negra do restante da sociedade em termos de oportunidades.
O princípio da igualdade perante a lei foi durante muito tempo considerado a garantia da liberdade. Sua importância é inquestionável. No entanto, não é suficiente que o Estado se abstenha de praticar a discriminação. Pois cabe a ele criar condições que permitam a todos a igualdade de oportunidades. Para tanto, é preciso elevar os desfavorecidos ao mesmo patamar de partida dos demais, tratando de forma desigual os desiguais, como defendia o filósofo Aristóteles.
Esta tese pode ser comprovada em números. Mesmo a melhora generalizada no ensino superior brasileiro nas últimas décadas não foi suficiente para acabar com a desigualdade educacional histórica. Atualmente, há mais brasileiros frequentando as escolas e houve um aumento nos anos de escolaridade de todos os segmentos. Ainda assim, de acordo com dados do Ministério da Educação, a distância de dois anos na média de escolaridade entre negros e brancos permanece intocada nos últimos 20 anos. Neste sentido, não resta dúvida de que a adoção do sistema de cotas contribuirá para uma sociedade mais igualitária.
Os resultados até agora alcançados pelas cotas são animadores. Estudo realizado junto às instituições que adotaram o sistema demonstra que o coeficiente de rendimento médio dos alunos cotistas é tão bom quanto o dos demais. Uma explicação é o fato de os cotistas serem, na maioria dos casos, os primeiros de suas famílias ou comunidades a conseguir ingressar na universidade. Motivados, agarram a oportunidade com força e vontade.
As cotas funcionam como um mecanismo de equalização de oportunidades, proporcionando a abertura das portas das universidades para um contingente expressivo de alunos que, de outra forma, não teria acesso ao ensino superior. Nos últimos oito anos, 52 mil alunos negros foram beneficiados. Este exemplo positivo se dissemina entre as principais universidades do país, o que possibilitará a ampliação das oportunidades para um grupo ainda maior de estudantes, sinalizando que, apesar do esperneio de setores minoritários, a caravana da igualdade racial avança.
Edson Santos
Ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Seppir
Prêmio Educar para a Igualdade Racial lança 5º edição
Na ultima terça-feira, 23, foi lançada a 5ª edição do prêmio 'Educar para a Igualdade Racial', no auditório Milton Santos. A divulgação do prêmio está sendo feita pelo programa de Educação e Formação para a Igualdade Racial e de Gênero, do Centro de Estudos Afro-Orientais/UFBA, que há 15 anos trabalha na área da educação.
O objetivo principal é identificar, difundir, reconhecer e apoiar práticas pedagógicas e de gestão escolar, voltadas para a valorização da diversidade.
O lançamento contará com a participação de professoras, gestoras, órgãos governamentais ligados ás temáticas do prêmio e representantes da sociedade civil. O prêmio é uma parceria do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Diversidade com o grupo Santander Brasil e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Seppir.
As inscrições e mais informações sobre o prêmio podem ser feitas via http://www.ceert.org.br/
Serviço:
Prêmio 'Educar para a Igualdade Racial'
Dia/Horário: terça-feira, dia 23 de março de 2010, às 9h
Local: auditório Milton Santos/Ceafro - Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho, Salvador (BA)
Contato: tel.: (71) 3283-5520 e-mail: ceafro@ufba.br
Com informações do Ceafro
O objetivo principal é identificar, difundir, reconhecer e apoiar práticas pedagógicas e de gestão escolar, voltadas para a valorização da diversidade.
O lançamento contará com a participação de professoras, gestoras, órgãos governamentais ligados ás temáticas do prêmio e representantes da sociedade civil. O prêmio é uma parceria do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Diversidade com o grupo Santander Brasil e a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - Seppir.
As inscrições e mais informações sobre o prêmio podem ser feitas via http://www.ceert.org.br/
Serviço:
Prêmio 'Educar para a Igualdade Racial'
Dia/Horário: terça-feira, dia 23 de março de 2010, às 9h
Local: auditório Milton Santos/Ceafro - Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho, Salvador (BA)
Contato: tel.: (71) 3283-5520 e-mail: ceafro@ufba.br
Com informações do Ceafro
Leci Brandão será candidata em outubro
S. Paulo - A cantora Leci Brandão, que se tornou conhecida nacionalmente, não apenas pela música, mas por ser a comentarista da Globo nas transmissões dos desfiles das Escolas do Grupo Especial do carnaval de S. Paulo, será candidata a deputada estadual, pelo PC do B, nas eleições de outubro.
No domingo, a cantora será recepcionada com um churrasco na quadra do Sindicato dos Bancários. Lideranças do Partido, incluindo o cantor e apresentador Netinho de Paula, já confirmaram presença.
"A filiação de Leci é a demonstração de que o partido vem colhendo grandes frutos devido à política coerente que aplica em plano nacional", diz Wander Geraldo, presidente do partido na capital paulista.
"O PCdoB faz parte de um grupo de forças que estão proporcionando uma nova perspectiva para o país e isso abre nossos horizontes a novas lideranças", argumentou.
Wander Geraldo diz ainda que esta filiação tem um significado especial. "Leci é mulher, é negra, de origem operária e com uma forte consciência política que a fez, ao longo de sua trajetória, lutar contra a ditadura militar e contra as desigualdades sociais. De maneira talentosa, coloca sua composição e seu canto a serviço dessa luta. A vinda dessa grande brasileira para nossas fileiras tem que ser muito comemorada".
Para Netinho, Leci “representa muito bem a figura da mulher brasileira”. “Uma mulher guerreira, inteligente, trabalhadora e de muita fibra. Sou suspeito para falar de Leci, pois sou seu eterno admirador”, acrescentou.
A recepção a Leci é aberta ao público, e começa às 15h, na quadra do Sindicato dos Bancários, que fica na Rua Tabatinguera, 192, Centro, próximo ao Metrô Sé.
No domingo, a cantora será recepcionada com um churrasco na quadra do Sindicato dos Bancários. Lideranças do Partido, incluindo o cantor e apresentador Netinho de Paula, já confirmaram presença.
"A filiação de Leci é a demonstração de que o partido vem colhendo grandes frutos devido à política coerente que aplica em plano nacional", diz Wander Geraldo, presidente do partido na capital paulista.
"O PCdoB faz parte de um grupo de forças que estão proporcionando uma nova perspectiva para o país e isso abre nossos horizontes a novas lideranças", argumentou.
Wander Geraldo diz ainda que esta filiação tem um significado especial. "Leci é mulher, é negra, de origem operária e com uma forte consciência política que a fez, ao longo de sua trajetória, lutar contra a ditadura militar e contra as desigualdades sociais. De maneira talentosa, coloca sua composição e seu canto a serviço dessa luta. A vinda dessa grande brasileira para nossas fileiras tem que ser muito comemorada".
Para Netinho, Leci “representa muito bem a figura da mulher brasileira”. “Uma mulher guerreira, inteligente, trabalhadora e de muita fibra. Sou suspeito para falar de Leci, pois sou seu eterno admirador”, acrescentou.
A recepção a Leci é aberta ao público, e começa às 15h, na quadra do Sindicato dos Bancários, que fica na Rua Tabatinguera, 192, Centro, próximo ao Metrô Sé.
Entidade cria Disque Racismo em Santos
Santos - A Associação dos Afrodescendentes da Baixada Santista (Afrosan) com apoio da Afropress (Agência Afroétnica de Notícias) lança nesta sexta-feira (19/03), o Disque Racismo da Baixada Santista, que pretende oferecer a população uma linha telefônica aberta à denúncias de discriminação racial e orientação sobre as providências a serem adotadas no plano jurídico.
“Não se trata de um plantão jurídico, mas de orientação básica para que as pessoas que sofrem discriminação, humilhações e constrangimentos no seu dia a dia e não sabem o que fazer, reajam, buscando os seus direitos”, afirmou o presidente da entidade, José Ricardo dos Santos .
O ato que marcará o início do serviço, que ele considera de utilidade pública, está marcado para esta sexta-feira (19/03), às 10h, na sede da entidade, à Rua Prudente de Moraes, 75, sala 25, Vila Mathias.
Proposta
José Ricardo disse que a idéia do Disque Racismo da entidade surgiu a partir do episódio envolvendo a dona de casa Edna Alves do Carmo, que sofreu constrangimentos na loja da Rede de Supermercados Extra, na Avenida Ana Costa, depois de apontada como suspeita pelos seguranças, do furto de uma caixa de biscoitos Bis que já havia pago.
O Disque Racismo poderá ser acessado por meio do telefone (13) 3326-2269, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h ou por meio do e-mail afrosan@afrosan.org.br
Segundo o presidente da entidade, além da abertura de um canal de denúncia permanente, a Afrosan dará orientação sobre as providências a serem adotadas pelas vítimas nos casos de racismo.
Dia Internacional de Luta
A instalação do Disque Racismo marca em Santos a passagem do 21 de março – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial – criado pela ONU, em 1.960, como forma de lembrar e homenagear as 69 pessoas negras mortas no massacre de Sharpeville, na África do Sul, sob o regime do apartheid.
“Não se trata de um plantão jurídico, mas de orientação básica para que as pessoas que sofrem discriminação, humilhações e constrangimentos no seu dia a dia e não sabem o que fazer, reajam, buscando os seus direitos”, afirmou o presidente da entidade, José Ricardo dos Santos .
O ato que marcará o início do serviço, que ele considera de utilidade pública, está marcado para esta sexta-feira (19/03), às 10h, na sede da entidade, à Rua Prudente de Moraes, 75, sala 25, Vila Mathias.
Proposta
José Ricardo disse que a idéia do Disque Racismo da entidade surgiu a partir do episódio envolvendo a dona de casa Edna Alves do Carmo, que sofreu constrangimentos na loja da Rede de Supermercados Extra, na Avenida Ana Costa, depois de apontada como suspeita pelos seguranças, do furto de uma caixa de biscoitos Bis que já havia pago.
O Disque Racismo poderá ser acessado por meio do telefone (13) 3326-2269, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h ou por meio do e-mail afrosan@afrosan.org.br
Segundo o presidente da entidade, além da abertura de um canal de denúncia permanente, a Afrosan dará orientação sobre as providências a serem adotadas pelas vítimas nos casos de racismo.
Dia Internacional de Luta
A instalação do Disque Racismo marca em Santos a passagem do 21 de março – Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial – criado pela ONU, em 1.960, como forma de lembrar e homenagear as 69 pessoas negras mortas no massacre de Sharpeville, na África do Sul, sob o regime do apartheid.
Lançada cartilha sobre ensino afrobrasileiro
O deputado Raul Carrion(PCdoB), representando a presidência da Assembleia Legislativa do RS, participou do lançamento da cartilha que orienta sobre o ensino da história e cultura afrobrasileira no curriculo oficial das escolas de ensino básico, na tarde desta segunda-feira(22),na sede do Ministério Público, em Porto Alegre.
Carrion
O documento que será distribuído pelo Ministério Público chama a atenção para o compromisso dos gestores em criar grupos de trabalho para desenvolvimento de pesquisa e produção literária sobre o tema, além de cursos de capacitação e formação continuada dos professores, com aquisição de material didático e pedagógico, sob orientação do Ministério da Educação. Além disso, ressalta a necessidade de destinação de verbas oriundas dos Fundos para manutenção das políticas públicas para Educação à execução destes trabalhos.
A professora e coordenadora do Coletivo Estadual de Educadores Negros no Rio Grande do Sul, Vera Triumpho, ressalta que, de maneira geral, as escolas restringem o ensino sobre o povo negro à escravidão. “Não é mencionado que os negros foram os primeiros a construir a economia deste país, que trouxeram, por exemplo, a metalurgia para o Brasil, que abriram estradas, desenvolveram a agricultura e construíram as primeiras edificações”, lembra.
O Ministério Público dará início a implementação e fiscalização na aplicação da Lei 10.639/03, que determina a inclusão do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira no currículo oficial das escolas do país, conforme previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A norma, sancionada em 2003, ainda enfrenta resistência e dificuldades na aplicação. “O texto não é específico, o que leva muitos gestores e educadores a terem dificuldades em compreendê-lo e definir como aplicá-lo”, explica o coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, promotor de Justiça Francesco Conti.
Nesse sentido, a cartilha foi criada para orientar os profissionais da educação sobre a inclusão da disciplina nos currículos e será distribuída às promotorias do Estado. A ação de inclusão da cartilha objetiva que Promotores de Justiça de todo o Estado trabalhem ao lado das Secretarias Municipais de Educação a fim de garantir o cumprimento da legislação.
O ato contou com a apresenatação do grupo cultural Afrosul-Odomodê além da presença de entidades do movimento negro, entre elas, a União de Negros pela Igualdade
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